A Guerra Oculta (Vampiro A Mascara)

Sessão 4

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Sessão 3
Acontecimentos

Muthemba

Cena 1:O Observador

(Romance)

Sexta Feira,dia 22 de julho de 2006,8h00pm
 Em uma câmara abaixo das docas,Nova Orleans.

 

Os sons abafados de maquinas e navios soavam baixo mas perceptível,o tremor comum dessa região não incomodava o morador que estranharia se não os sentisse,a pouca luz fornecida apenas por uma lâmpada incandescente no meio da sala ajudava a ver as pilhas de envelopes e papeis que se amontoavam na mesa enquanto uma criatura negra e retorcida,de orelhas pontudas e rosto irregular como se seus ossos faciais fossem quebrados por algum acidente lia suas próprias anotações de outras épocas.

Uma semana havia se passado desde a convocação do príncipe e Muhemba Tafari ainda se mostrava indiferente, talvez um pouco curioso mas não preocupado,tais crises aconteciam de tempos em tempos,mudam-se as peças mas o jogo sempre é o mesmo,talvez as vezes as formas de jogar mudavam,mas o jogo não. A jihad era algo interessante de se observar,sem ela talvez a não-vida seria um pouco mais estagnada, era compreensível ver tantas brigas e desavenças entre seres imortais,as opções para eles era limitada e muito do que sobrava envolvia tramas e guerras uns contra os outros,se não fosse uma invasão sabá,ou badernas anarquistas,era os membros da cidade que lutavam entre si,não havia como mudar isso,a paz de se manter escondido nem sempre era uma opção,quando problemas vinham arrastando todos da cidade.Não que Muthemba não se envolvesse sem vontade própria,os ganhos de uma guerra ou outra poderiam ser muito significantes para se recusar.Mas alguns momentos a observação solitária e passiva dos eventos de uma cidade como Nova Orleans era a melhor forma de passar o tempo,buscando entender cada ação, motivação e suas conseqüências,e quem sabe ganhar com elas,mesmo que experiência.

E agora era um desses momentos,Muthemba era conhecido por ser o observador entre os Nosferatu e o Esquecido entre os membros,algo que tinha haver com o anel que ele havia ganhado em sua terra natal a tantos séculos,mas o que importava era que Muthemba desejava apenas observar o que estava para acontecer sem envolvimento,era o motivo de não ter ido a convocação de Alexander, ele queria somente analisar e entender,talvez concluir suas teorias sobre a jihad ou descobrir novas ações,ao contrário do Nicolay que não via esse acumulo de vampiros indigentes  na cidade como nada demais,Muthemba não gostava de ter tanta certeza sobre os acontecimentos possíveis.

Muthemba pegava anotações de diferentes épocas e as comparava ponto a ponto,apesar de sempre ter uma memória impecável e talvez até sobrenatural,ele gostava de ler e escrever anotações de eventos ocorridos,suas conclusões e lições sobre elas.Enquanto ele colocava alguns envelopes dentro  da escrivaninha e se preparava para pegar outro amontoado de papéis,ele para por um momento sentindo uma necessidade incontrolável de encontrar o príncipe Alexander,talvez algo importante para dizer-lhe ou ser útil em alguma coisa que ele possa dispor,com suas habilidades ele poderia ajudá-lo a enfrentar essa crise e ganhar ainda mais com isso.

Muthemba se pega em pensamentos e racionalização de sua vontade súbita,ele não deseja nada disso,mas já se via guardando os envelopes nas escrivaninhas e vestindo roupas mais adequadas a um encontro com sua majestade,certamente o príncipe o convocava com sua autoridade e presença sobrenatural,isso irritava Muthemba mas nada podia fazer contra sua vontade antagônica,ele apenas vestiu suas roupas pegou sua bengala e saiu pela porta enquanto sua aparência mudava para um senhor negro frágil e simpático de uns 70 anos de idade mortal.

Sr Black como era conhecido no meio dos anciões seguiu até ao térreo das docas assim que visto,um dos chefes da guarda da área vai em sua direção e antes mesmo de chegar Muthemba sinaliza para ele,que entende e volta.

Enquanto ele ia em direção de seu carro ,quatro seguranças bem armados vinham em sua direção,eles faziam todos parte de escolta armada das docas que também trabalhavam para Muthemba. As docas de Nova Orleans era seu domínio e Muthemba tinha total controle do lugar,sendo dono da área mais importante da cidade em exportações e importações,e até mesmo turismo  o fez o Nosferatu mais rico da cidade se não de todo estado da Luisiana.

Muthemba entra no carro e da a direção para o motorista:

─Vamos ao French Quarter.

Sem questionar o motorista da a partida e segue.

 

 

Sexta Feira,dia 22 de julho de 2006,8h30pm
 Hotel The Roosevel,Nova Orleans.

 

O carro para em frente ao Hotel cinco estrelas onde as instruções de Muthemba agora Senhor Black levava,certamente aqui um dos locais preferidos do príncipe e de outros membros da alta sociedade da Camarilla,um hotel requintado de estilo Frances caríssimo para os padrões comuns.Ele desce do carro com dificuldade de um senhor de idade que ele agora era,e da um sinal para o motorista aguarda-lo,um outro segurança o segue como sempre o faz.Eles entram na recepção e quando se direciona ao recepcionista como já esperado ele o direciona ao quinto andar sem mesmo perguntar seu nome e pedir documentos,Sr Black sorri gentilmente e pega o elevador.

Ao abrirem as portas do elevador,ele vê o quarto com dois seguranças na porta,certo de que o príncipe estaria la ele entra vai em direção da porta seguido por seu segurança.Assim que chega os homens o deixam passar,Sr Black da um sinal leve para seu segurança que fica no lado de fora. A sua frente o mordomo do príncipe um homem de cabelos negros e um pouco brancos, e um terno impecável,se virava para ele com um olhar cordial e hospitaleiro.

─Boa noite Sr Black,seja bem vindo!─O homem dizia sorrindo─Alexander o aguarda queira somente aguardar um minuto enquanto ele se prepara.

─Obrigado Robert.─Muthemba diz com um sorriso igualmente cordial─Ele está só ?

─Não senhor ele está em uma reunião com a primigene.

Sr Black acena em concordância com o mordomo que o leva para dentro da sala.

A sala tinha dois sofás grandes pretos com o estofado vermelho um em frente do outro, e uma pequena mesa na frente com um jarro de rosas raras brancas e vermelhas nas pontas,a sala bem iluminada com mesas laterais com esculturas,paredes com quadros de vários autores,um grande candelabro no centro da sala e acima dos sofás era o responsável pela iluminação da sala. No sofá direito estava uma mulher de cabelos castanhos escuros curtos,usando óculos e vestindo um terno cinza. Ela parecia bastante concentrada em um livro em sua mão,e parecia não notar a aproximação de Sr Black .

─Eventos estranhos não ?─Lucrecia diz subitamente sem tirar os olhos do livro.

─Como ?

─Essas invasões de Anarquistas e vampiros não apresentados.─Lucrecia diz agora parecendo divagar olhando como se através de Muthemba─É interessante como a mentalidade vampirica sempre busca o conflito,parece que nossas bestas nos influência a agir mesmo quando oculta.

─Com todo respeito a seu pensamento.─Sr Black bate os dedos da mão como se quisesse acordar Lucrecia de seus pensamentos longínquos,assim que ela foca voltando a conversa ela vê o rosto do senhor pacifico a sua frente se retorcer em uma criatura horrenda em um segundo voltando novamente ao idoso .─A besta não está tão oculta em nossas mentes como parece.

─Sim! Eu entendo o que você quer dizer,a besta se manifesta em nós em várias formas,assim como no seu clã,mas em todos nós.

─Nós somos monstros pura e simplesmente.─Sr Black diz.─Não há como negar,e devemos apenas aceitar se quisermos sobreviver,claro que não apenas de forma a perdermos nossa consciência,pois também somos um pouco humanos.

─É onde a Camarilla tem sua maior importância─Lucrecia agora parece olhar dentro de Muthemba.─Acredito que nossa seita quando nos faz viver entre os mortais,ela nos mantém humanos mesmo que ainda não tão humano,mas o fato é que a Camarilla não é verdadeiramente para nos proteger dos mortais,mas para nos proteger de nós mesmos e de nossas depravações.

─Lucrecia acredito que você saiba disso muito bem,você deve ser mais jovem do que eu,mas não tão jovem.─Sr Black agora olhava para Lucrecia mais seriamente.─Mas tudo no fim sempre se volta em torno da sobrevivência,todo resto é para nós manter distraídos de nossas bestas.Mas acredito que essa conversa não é algo tão produtivo para se fazer com um velho como eu.

Lucrecia volta a ler seu livro novamente,como se tivesse voltando para seu mundo de estudos.Muthemba estranha a conversa simples para um membro antigo como Lucrecia. Será isso uma pequena entrevista ou pesquisa? Será que ela teria tal audácia ou curiosidade? Lucrecia era conhecida por analisar todos as pessoas que o ela conversa,mas será que ela nessa sala seria algo estratégico?

Muthemba usa sua visão aguçada e olha através do reflexo de seus óculos,o que ela lia,e suspeitamente parecia um romance qualquer. Ou ela teria um grande apresso a romances baratos,ou ela realmente queria algo mais com tudo isso.

Não importa,Muthemba não tinha o que temer,era bem visto pela primigene e pelo príncipe,e não tinha a menor vontade de trair ou conspirar contra a Camarilla,se esse fosse a suspeita de Lucrecia ou de quem por trás dela.

Enquanto pensava Muthemba escuta o som das portas da sala de reunião se abrindo.

─Sr Black─Robert diz saindo pela porta─O príncipe o aguarda.

Muthemba Sr Black se levanta com dificuldade apoiado em sua bengala,negando qualquer ajuda ele segue e passa pela porta dupla que separava o sala de estar com a sala de reunião. A sala de reunião era mais contida que a sala de estar mas ainda grande um candelabro semelhante ao da sala anterior,na direita tinha  um busto esculpido em argila do antigo príncipe Dimitri e na esquerda um quadro desenhado por Skarlet de Caim e Lilith se beijando nus em meio as trevas,no centro havia uma mesa retangular de madeira pesada negra com duas cadeiras de cada lado e uma em cada ponta,no centro em direção a porta de entrada sentava-se o príncipe Alexander no lado esquerdo estavam sentados Sophie próximo ao príncipe e Sebastian,no lado direito estavam Rian Sonier e Nickolas. Todos os observavam mas ele estava calmo,era bem quisto ou pelo menos respeitado por eles,já tinha trabalhado para todos em vários momentos.

─Boa noite Sr Black─Alexander diz se encostando na cadeira─Antes que nos pergunte o porque de estar aqui. Já digo que não é surpresa para nenhum de nós que você é o membro mais hábil e mais capaz de conseguir informações nessa cidade.

─Você sabe que a uma crise em nossas portas─Alexander continua─ e nós queremos saber o que “O Observador” reuniu sobre isso.

─Não muito─Sr Black─Sobre as manifestações a evidências que são realmente vampiros que a estão manipulando e não de fora e sim de dentro,participando e usando seus poderes para influência-la.

─Os anarquistas sim estão por trás de tudo isso,dos ataques aos neófitos,e carniçais de anciões,de tiroteios de brigas entre facções até os raptos que ouveram,e principalmente por trás das manifestações que estão sendo muito bem usadas por inúmeros propósitos.

─Mas nada de mais ainda.

Alexander pareceu pensativo

─A reunião está terminada.

Antes mesmo dos membros da primigene se levantam e começam a sair da sala,Sr Black levanta a mão.

─Posso conversar com vossa majestade a sós?

─Sim claro.─Responde Alexander─Eu também tenho algo a tratar com o senhor.

Os membros da primigene saem um por um,cumprimentando Sr Black,até que o ultimo sai e a Robert fecha a porta deixando o príncipe e Muthemba sozinhos.

Muthemba vai em direção ao príncipe lentamente,ele tira uma pequena sacola de seu bolso e põem na mesa em frente do príncipe.Um celular pré-pago que ele comprou no caminho para o hotel.

─Com todo respeito vossa majestade,mas quando for precisar de meus serviços me ligue.─Muthemba diz cordialmente mediando com o tom sério.─Não precisa de tal atitude de me convocar sobrenaturalmente.

─Oh sim claro!─Alexander diz─Pela urgência de sua presença aqui e a demora e dificuldade que seria de encontrá-lo,tive que tomar tal providência mas não será uma rotina.

─Eu agradeço.─Muthemba diz com um sorriso calmo.

─Então vossa majestade─Muthemba Sr Black diz─Qual é a demanda?

(Resumo)

Cena 2:Encontro com Veronica

Muthemba é designado pelo príncipe para procurar mais sobre os planos dos Anarquistas e quem está por trás deles. O príncipe passa informações sobre os ataques,a membros,como Veronica,Chriss Snake e Mary.

Ele vai atrás de Veronica que é a membro mais antiga a ser atacada. Ele marca um encontro com ela,Veronica o recebe em seu refúgio,eles conversam sobre os acontecimentos e Muthemba chega a conclusão que os ataques a ela tem mais haver com problemas pessoais do que problemas anarquistas.

Cena 3:Chriss Snake

Após conversar com Veronica Muthemba vai atrás de Chriss,com a ajuda de um suborno com a policia,que o rastreia. Enquanto ele espera vigiando Lucinda sua protegida . Depois que recebe a localização de Chriss e conferindo que estava tudo bem com Lucinda,Muthemba vai até o quarteirão francês em uma boate cara,onde ele estava rodeado de fãs e bajuladores.

Muthemba se identifica como Motumbo um jovem homem negro de uns 25 anos,ele mostra a mensagem do príncipe e o chama para uma conversa particular.

Chriss aceita e os dois conversam sobre o seu rapto,Motumbo pergunta para ele detalhes do que Chriss viu. Após a conversa, Motumbo chama Chriss para ajudá-lo a procurar por Mary,com um pouco de temor ele aceita.

Antes Muthemba vai ao Elisio no Seager Theatre onde um pronunciamento de Alexander havia de acontecer. No caminho Muthemba voltando a Sr Black,aumenta a oferta do suborno ao delegado para descobrir sobre onde foi um dos carros que supostamente levaram  Mary.


Vitorini

(Romance)

Cena 1:O Estranho

Sexta feira,15 de Julho de 2006,5h30Am
Seventh Ward,Nova Orleans

 

Vitorini mantém-se abraçado com sua bengala antiga,no banco de trás da “carruagem” de Igor, que dirigia rapidamente para a região de Gentilly Boulevard onde havia um hotel que serviria de local de interrogatório sem chamar muita atenção,já que la era um hotel cujo Alexander era dono e muitos ali eram carniçais ou pessoas dominadas que seriam tão leais quanto. No hotel Vitorini poderia interrogar Cloe sem muitos problemas,e sem interrupções,gritos seriam abafados e qualquer barulho seria levado como coisas da manutenção,um lugar já usado até mesmo pelo antigo xerife,e como nunca ouve problemas Vitorini desejou usa-lo também.

Igor pegava ruas menos movimentadas e evitava ruas principais para tentar escapar de qualquer perseguidor,assim como Vitorini havia lhe ordenado. Vitorini não sabia o que, mas algo lhe dizia que devia tomar cuidado. Talvez foi fácil demais capturar Cloe e anarquistas poderiam a estar vigiando ou talvez era somente a besta com medo do nascer do sol que chegava,de qualquer forma era como se estivesse em águas desconhecidas,Vitorini não gostava de ignorar suas intuições,ele jamais teria sobrevivido tanto tempo assim se tivesse. Igor mantinha a calma  suspeitando de algum perigo que pudesse estar próximo mesmo com Vitorini não lhe contando suas cisma, e Vitorini via  isso com bons olhos,o nervosismo dele havia passado e agora poderia ser mais útil. Cicatriz estava no banco do passageiro ao lado de Vitorini e parecia alerta mas não de forma incomum mas corriqueira.

Igor avançava alguns sinais quando não havia câmeras e policia por perto,ele parecia concentrado,quando atravessa um sinal que havia acabado de fechar,Vitorini sente um sentimento de perigo iminente em sua mente,como um susto,ele pula para trás.

─Fiquem alertas!Um perigo se aproxima!

Logo depois que Vitorini terminava de falar,uma automóvel robusto que Vitorini jamais havia visto até então vem em uma velocidade enorme na rua que eles cortam em direção a “carruagem” simples de Igor. Vitorini instintivamente e com um reflexo alto pega sua caneta antiga e lança no pneu do carro como uma bala,que fura o vidro do carro e o pneu fazendo a grande maquina desviar do centro do automóvel que eles estavam,mas ainda sim atingindo a traseira do carro de Igor.

Com a batida os dois carros ficaram paralelos e o carro maior girava fazendo o fraco carro de Igor girar junto em meio a rua. Vitorini olha para o lado a procura de Cicatriz mas ele não está e a janela quebrada dava a entender que já tinha saido da zona de perigo.

Vitorini da um cutucão no vidro do passageiro do carro ao lado mas o vidro parecia reforçado,o carro continuava a girar e Igor só pronunciava obscenidades enquanto tentava estabilizar o fraco carro em comparação. Sem outra alternativa ele pega uma de suas grandes “garruchas” conseguidas com Igor,e atira em direção a janela do motorista,o baque é tão forte que Vitorini quase cai para trás,mas ele é muito hábil para isso. O tiro destrói a janela e atinge o motorista que para os dois carros em um ponto de contra mão.

─Vamos homem! Rápido continuemos a…

Um tiro atinge Igor que grita e se abaixa no banco,Vitorini olha para fora do carro e vê um homem caminhando no meio da rua,ele tinha cabelos grandes mal cuidados,um dente da frente brilhava com algo que parecia ouro,usava um sobretudo marrom surrado e velho,chapéu cinza grande e incomum para aquela região,calças mais surradas quanto o sobretudo ,botas e luvas,duas “garruchas” de uma mão compridas ficavam na cintura,como se não precisasse ficar com elas a mão.

Vitorini com sua percepção aguçada não nota mais ninguém na rua esperando um ataque,então apoiando a bengala ele sai do carro como se tivesse chegado ao seu destino ao encontrar um aliado.

─Então homem desconhecido.─Diz Vitorini─Porque me atacastes ?

─Não é nada pessoal xerife.─O homem disse cuspindo no chão como se tivesse nojo do que dizia com um sotaque diferente das pessoas da cidade,talvez fosse do oeste.─Eu só quero a garota.

─Impossível meu caro.─Vitorini dizia com pompa e autoridade─A garota será levada sob custódia pelos poderes reservados a mim por vossa majestade.

O homem faz uma careta como se tivesse provado algo muito amargo.

─Não me importa quem te reservou alguma merda,eu levarei a garota você querendo ou não,ou deixe leva-la ou vamos resolver isso como homens seu engomadinho.

Vitorini se irrita com o palavreado do homem que parecia um nojento pirata de seus tempos,a besta ruge dentro dele e ele deixa escapar um rosnado com presas a mostra,mas o homem continua determinado.

Em um piscar de olhos o homem rapidamente pega a arma no coldre, Vitorini nunca tinha presenciado saque tão rápido quanto o dele,Vitorini desembainhava atrasadamente sua espada de lamina vermelha como sangue a lendária "Rainha Ane” de dentro da bengala,mas com uma velocidade semelhante,não há mais como evitar,antes que o sol nascesse e  fosse tarde de mais para escapar ele devia acabar com isso.

Em questão de segundos o mundo ficou mais lento, concentração se afina,o estranho levanta a arma com maestria incrível enquanto Vitorini dava um passo na direção do alvo com a espada brilhando em carmesim relfetindo as luzes dos postes,não se ouvia nada,somente os músculos se deslocando e a espada cortando o ar,o estranho aponta a arma certeiramente para a testa de Vitorini…

 “incrível” Vitorini pensa

O som do único tiro ecoou nas ruas enquanto o novo xerife cortava o estranho homem quase pela metade em diagonal,ossos das costelas se quebravam e sangue jorrava,antes mesmo que o homem caísse Vitorini o empalava com uma pequena estaca em sua mão esquerda que estava escondida em um bolso,em um presteza que o homem não esperava.

 “Como ele fez isso?”

O homem caia soltando a arma que errou o tiro no ultimo centésimo,com rosto descrente ele bate ao chão,vendo somente as costas de Vitorini que já voltava para o carro.

  ─Você é mais habilidoso que eu pensava.

Vitorini dava um leve sorriso diante ao comentário de Cicatriz que agora aparecia do canto da rua com uma sobrancelha levantada de espanto,talvez estava armando um ataque surpresa e certeiro ao estranho,e não esperava que Vitorini resolvesse o problema antes.

Igor saia do carro com arma em mãos,parece que o tiro foi de raspão ,mas pela grande habilidade do estranho com a arma certamente fora de propósito.Igor já parecia curado graça ao poder do sangue de seu senhor.

─Ponha o no porta malas.─ Vitorini diz  entrando no carro─ Será mais um que interrogaremos.

Vitorini


(Resumo)
Cena 2:Interrogatório

Vitorini descobre que o estranho homem era Mason o antigo xerife,e o leva junto com Cloe para o hotel três estrelas.Cloe não compera nem um pouco,e Vitorini usa da antiga tortura para que ela fale,sem piedade ele corta as duas pernas da brujah,junto a outras torturas durante uma semana ela diz informações de onde encontrava com os anarquistas. Nas docas ela disse,tanto dentro da cidade quanto fora,mas os encontros era raros,parece que Cloe não era um membro importante entre os anarquistas.
 

Após isso Vitorini interroga Mason que diz que queria Cloe pois sabia que ela tinha contato com a cria dele,que não tinha sido apresentada. Vitorini faz um acordo com Mason para que ele o ajude enquanto ele resolveria o caso de sua cria com  o príncipe. Mason concorda mas mesmo assim ele o mantém estacado,até ter certeza do que poderá fazer com ele.
 


Cassandra

(romance)

Cena 1:O Acordo

Sabado,16 de Julho de 2006,8h30Pm

Seager Theatre,Nova Orleans

 

─Boa noite madame.

─Só se for pra você.─Cassandra passava pela porta do teatro com feições sérias,e porte duro como se nada a pudesse parar,o porteiro saia da sua frente temendo algo pior,e os seguranças segurarão suas armas no coldre.

Cassandra entra e passa pelos guardas e pelo detector de metais sem problemas,o segundo Elisio da cidade estava aberto,e funcionando bem,os membros estavam em suas mesas e a musica acalmava Cassandra ,mas não o bastante para faze-la desistir de cobrar Alexander explicações.

Cassandra ignora tudo ao seu redor,toda a beleza e qualquer aliado que possa querer cumprimentá-la agora receberia um belo gelo. Cassandra passa pelo salão principal e sobe as escadas laterais,até o terceiro andar na sala de administração  onde ela sabe que Alexander recebe os membros da cidade particularmente. Ao chegar um dos dois seguranças abrem a porta grande porta de madeira e a deixam entrar sem perguntas como se já estivessem esperando. Sem também questionar ela entra na grande sala,duas poltronas pretas ficavam frente a frente no meio da sala com uma pequena mesa de vidro entre eles,uma cortina vermelha tampava a única janela a esquerda,um lustre iluminava bem a sala,e um enorme quadro de um ser escuro de olhos brancos sentado em um trono acima de uma grande multidão de seres negros,cujo a única cor tinha a lua vermelha atrás de si,além de mais um amario abaixo do quadro atrás da poltrona do príncipe.

Alexander Lancaster se virava quando Cassandra entrava na sala,ele parecia mecher em papeis e agora os guardava no armário.

─Boa noite Cassandra.─O príncipe dizia enquanto andava em direção da poltrona.─Por favor sente-se.

Cassandra não responde,ela senta na primeira poltrona virada em direção de Alexander,que se senta logo após ela.

─Diga porque veio novamente a mim?

─Eu vim aqui simplesmente porque o senhor não está cumprindo com seu acordo.

─Seus delegados estão caçando minhas crianças.─Cassanda continua sem deixar Alexander falar.─ Parece que somente elas cometem crimes e são suspeitas nessa cidade,agora me explique porque isso?

─Não entendo porque essa acusação aos meus delegados─Alexander franzia o rosto em curiosidade.─Pelo que fui informado Lois a ajudou a caçar os vampiros que atacaram sua boate na noite anterior.

─Ela estava convenientemente em minha boate diga-se de passagem.─Cassandra cruza os braços e estreita o olhar─Além disso aquele “Cornudo” estava a ameaçar um neófito de meu clã.

─Quem?

─Sam.─Cassandra olhava agora para as feições de Alexander para ver se ele sabia quem era,o príncipe não esboçou nenhuma expressão.─Ele o capturou sem nenhum motivo,e o prendeu,pretendendo torturá-lo como fez com Jessica,no momento que ele o ameaçou de morte eu intervi.

─Interessante.─O principe pareceu pensativo.

─Ele quando me viu obviamente se borrou todo,mesmo tentando me intimidar com aquele foguinho dele,mas eu levei Sam comigo já que ele não tinha cometido nada ilegal.

─Então me explique o porque disso?─Cassandra agora descruza os braços e segura os da poltrona como se quisesse se segurar.─ Brujahs sendo capturados em seus refúgios sem nenhum motivo ,isso é ridículo,vocês estão ficando paranóicos ou o que?

─Ora senhorita Cassandra eu poderei averigua os fatos e punir os exageros de meus delegados,mais especificamente Cornelius,se isso lhe agrada mas eu não posso impedi-los de trabalhar. Samuel estava na manifestação de ontem isso é um fato suspeito.

─Então quer dizer que os brujah dessa cidade não podem participar de manifestações na cidade sem serem atacados pela própria Camarilla ? Isso é facismo!

─Bem convenhamos que esse papo de fascismo não combina com você Cassandra.─Alexander diz dando um sorriso.─Eu entendo sua preocupação,mas deixe meus agentes trabalharem,a uma crise em andamento e preciso acabar com isso até mesmo para o bem do seu clã.

─Façamos um acordo então.─Cassandra diz.─Eu continuarei cuidando em descobrir alguém suspeito entre os meus,e mantendo-os fora de problemas. Enquanto seus delegados metem o nariz em outro lugar….

─Não,já temos um acordo e foi feito ontem.─O príncipe diz com um olhar que corta Cassandra como o fio de uma espada.─E o acordo é que você irá fiscalizar seu clã e manté-los fora de problemas,somente isso. Meus delegados ainda irão investigá-los caso suas ações se mostrarem insatisfatórias.Eu fui claro ?

O peso das palavras de Alexander pesou sobre Cassandra e ela se sentiu tola em discutir tal assunto com o príncipe,um pouco culpada e até temerosa.

─Sim sua majestade.─Cassandra falava quase entre os dentes.

 

Cassandra

(Resumo)

Cena 2:Em busca de Cloe

Logo após se reunir com o príncipe Cassandra se encontra com Conor para descobrir sobre novos membros que possam estar em perigo.

Ela se encontra com Conor em um beco e ao ser perguntado,ele diz que uma Brujah chamada Cloe conhecida por Tigra estava fora de contato recentemente,ele tinha negócios a tratar com ela simplesmente desapareceu sem dar noticias e ninguém próximo sabe dizer onde ela está.

Cassandra então passa a procurar pistas sobre ela durante uma semana sem muito sucesso. E isso a intriga ainda mais.

Cena 3: Guy Fawkes

Cassandra recebe uma correspondência de alguém intitulado Luke Wolf,chamando para encontrá-lo em um bar de motoqueiros em Terrytown. A carta deixava claro para que Cassandra fosse sozinha e não fosse seguida.

Destemidamente ela vai. O local do encontro é um bar de motoqueiros,ao encontrar Luke Wolf eles conversam sobre a situação do clã brujah na cidade,apesar de Luke ser um gangrel. Se mostrando favorável a ele e suas idéias Luke a leva para um galpão não muito longe dali.

Ao entrar nos galpões ela se encontra com um vampiro com roupas negras,chapéu e mascara,que se intitulava Guy Fawkes, ele fala para ela sobre o príncipe e que seus planos são de enfraquecer o poder dos anciões e entrar a cidade para os anarquistas,pois ele era um anarquista convicto séculos atrás,e responsável de matar o antigo príncipe Dimitri. Guy diz que sabe muito sobre os membros e sobre Alexander.E que deve unir seu clã contra ele.Os dois se despede e Cassandra volta a seu refugio.


Veronica

(resumo)

Cena 1: Ane

Quando Bocarra e os carniçais de Alexander chegam,Veronica já estava bem ferida e com grande perda de sangue. Furiosa ela retira a estaca de sua cria Thirion e coloca o estranho empalado na cadeira onde sua cria estava. Ela retira a estaca e a interroga,o poder de intimidação de Veronica é tão grande que assusta até seus aliados,o estranho membro é uma malkaviana chamada Ane que não fora apresentada ao principe e se diz cria do irmão de Veronica.

Ela jura que só obedecia ordens e não sabia que o alvo era ela. Veronica a leva para seu laboratório,depois de uma petição informal para o príncipe que deixa desde que consiga tirar qualquer coisa de útil de Ane.


Coterie

(Romance)

Cena A acusação

Muthemba se dirigia ao Elisio próximo ao French Quarter em sua luxuosa limusine preta Muthemba agora aparentado o senhor negro e simpático conhecido por todos os anciões como Senhor Black,fazia jus a sua aparência e se mantinha de olhos fechados como se estivesse dormindo tranquilamente,como se estivesse fora dali ele pensava em seus próximos passos ou o que levaria o caso de Mary,não procurava conclusões rápidas e quase meditava apenas com as mãos unidas e mechendo com seu anel que seu senhor havia lhe dado a séculos do outro lado do oceano,ele permanece assim até chegar ao  Seager Theatre, um dos locais usados como Elisio da cidade. O chamado de Alexander a todos os membros importantes da cidade fora claro e até mais incisivo que o anterior,a mensagem tinha um tom mais sério e menos festivo,isso poderia significar algo que influenciaria a não-vida de todos os membros da cidade,e como um membro importante Muthemba não poderia faltar. Não desça vez,agora ele já havia passado de mero observador para os olhos de Alexander,pelo menos por enquanto,mas tinha que ver os anciões reunidos e tentar descobrir algo importante,ver algum detalhe ou evento que pudesse leva-lo a  algum novo caminho.

Os anciões, diferentes dos mais novos não eram vampiros fáceis de entender e observar,atos muito sutis poderiam significar algo muito importante e discussões acaloradas poderiam significar nada,ou vice-versa,mas de forma alguma eram previsíveis. Alianças e inimizades mudavam de acordo com o tempo ou a crise que aparece,algumas pareciam firmes até com o tempo e duravam eras.Muthemba tinha seus aliados e provavelmente inimigos,nenhum declarado até o momento,nenhum teria essa coragem,ou está só esperando para saber alguma fraqueza e então atacar,nunca se sabe,isso é um fato da não-vida amaldiçoada de um ancião.

Assim que chega ele é avisado pelo chofer e sai em frente ao grande teatro. Para os turistas e pessoas não aficionadas pelo teatro e opera a entrada do Seager Theatre não demonstrava toda a onipotência e popularidade que seu interior mostrava,sua fachada era simples e aparentava menor por fora que por dentro.Isso era bom pois não chamava a atenção como o Museu de Arte do City Park,além de ser próximo a delegacias e no movimentado Quarteirão Frances,isso dificultava ataques de qualquer grupo do sabá ou outros desordeiros ao centro da sociedade dos membros da cidade. Claro que Muthemba não acreditava que somente esses eram os motivos,grande influência dos Toreadores obviamente era o motivo principal,mas ele tinha que concordar o Seager Theatre era uma obra prima por si só,talvez a sua própria construção tivesse dedo de alguém do clã da arte.

Muthemba caminha despreocupado pela calçada,cumprimenta o porteiro que o reconhece, depois de uma pequena revista ele passa pela porta e um detector de metais,seguindo um pequeno corredor de entrada,a frente uma grande porta vermelha vinho e dois seguranças que o deixam passar sem problemas.

 “Quais serão as representações de hoje?”

Quando Muthemba Sr Black entra ele quase poderia ter uma vertigem com a grandiosidade do lugar se já não tivesse ido ali tantas vezes,e claro se já não estivesse morto. Como sempre a equipe do zelador havia retirado todas as cadeiras do anfiteatro aumentando a impressão de vastidão do lugar,deixando apenas mesas redondas com pano vermelho que combinava com as grandes cortinas do palco e paredes do teatro com a rosa que marcava bem o clã quase anfitrião do lugar,elas estavam em forma de C pelo salão,cercadas de seis cadeiras cada,acolchoadas com violeta e foliadas com algo que parecia ouro,o ar tinha um leve perfume de um campo florido,e a musica de violoncelo era impossível de se ignorar,tocada por Rian Sonier o musico da corte,ele estava no grande palco e tocava sozinho,sua musica dava um sentimento de paz e certa alegria soturna,e podia dar a impressão para os neofitos que monstros se reuniam ali.

Os membros estavam espalhados em pequenas duplas,alguns sentados e outros em pé conversando,nenhum deles o haviam notado e isso se dava não só pela sua discrição mas pela magia de seu anel. Antes mesmo de Muthemba começar a notar cada grupo,ele se surpreende com uma dama loira de vestido preto, Veronica passava por ele quase esbarrando-o e não o notando assim como os outros.Muthemba se pegou distraído com tamanha incomum beleza,não que ele tinha algum apresso por coisa tão ilusória e fútil mas porque realmente não sabia como uma mulher estabanada e mau humorada poderia ser tão bonita,ela não parecia preocupada apesar da pressa.Muthemba Sr Black a repara subindo as escadas para o segundo andar provavelmente ao encontro do príncipe Alexander. Ela carregava uma bolsa preta de couro,algo incomum para ela que sempre levava bolsas pequenas para o Elisio,certamente com maquiagens,hábitos femininos que nunca morrem em “vampiresas”,nem mesmo nas nosfertatu,mas aquela bolsa era diferente e de tamanho maior. Muthemba contem-se em sua curiosidade e assim que ela sai de seu campo de visão ele continua a fazer o que é conhecido, observar.


Veronica acabara de chegar no Seager Theatre e se apressava para encontrar com Alexander. Ele tinha muito apresso por seus trabalhos e por isso a rendeu uma aliança forte se não até uma amizade com o principe, se isso pudesse existir entre os membros. Como uma cientista além de seu tempo quando ainda era mortal,ela era expert em vários assuntos desde biomedicina e química seus campos principais,a tecnologias bélicas que herdou das guerras mundiais,ela sempre ajudou e foi ajudada pelo príncipe em momentos de crise, em pesquisa de novas armas,antídotos para doenças,e criação de remédios que nenhum outro membro poderia conceber.

Veronica estava empolgada como nunca com o novo projeto,ela havia desenvolvido uma doença “vampirica”  a partir de seu sangue e várias bactérias necrófagas,elas contaminariam o ar e infectariam cadáveres assim como cadáveres ambulantes como os vampiros,isso poderia acelerar a decomposição de corpos,mas em mortos vivos isso causaria uma piora na aparência pálida dos vampiros deixando-os mais evidentes. Apesar de ainda estar em fase experimental e a maioria de suas criações sempre não passavam dessa fase,Veronica havia testado em Ane sua cobaia recentemente capturada, o efeito a havia deixado de uma aparência levemente pálida a um pálido cadavérico,olhos fundos,e até mesmo pequenas presas mais aparentes,semelhante a vampiros que estavam quase tomados pela besta. Se uma dose fez tal reação em Ane que era um neófito de pouco mais de 8 anos de não-vida e bem humana em questão de horas ,o que poderia ser feito em vampiros desumanos poderia ser incrível! Veronica mal conseguia esconder a ansiedade por mais pesquisas,e em sua cabeça não paravam de passar novas possibilidades para isso.

Veronica havia desenvolvido a doença a mando de Alexander,como uma alternativa de fazer com que vampiros anarquistas possam ser identificados mais facilmente.As bactérias foram reproduzidas e lançadas ao ar por carros  dedetizadores durante cinco dias da semana e em locais estratégicos,a bactéria é resistente e demora várias horas para morrer,após infectado era impossível se curar usando apenas o poder do sangue,porém uma duração de dias e as bactérias morreriam e a reação cadavérica passaria. Veronica não sabia o plano de Alexander para essa infecção, mas ela imaginava que o surto poderia  dar tempo para Alexander e seus homens agirem,além de uma forma de intimidação. Veronica também criou um antídoto para a  doença a partir do sangue de sua cobaia Ane,o antídoto apenas diminuía os efeitos da bactéria já que vampiros não tem sistema imunológico para criar defesas,mas tal antídoto no sangue já era possível que as bactérias em contado se enfraqueceriam e não teriam o mesmo efeito mortuário.

Ela subia as escadas do luxuoso Elisio,lutando para ignorar os esbravejamentos de suas vozes que queriam nada mais que caçar,matar e se esconder do sol. A besta em Veronica diferente dos demais membros clama por atenção, mesmo em momentos inoportunos  sussurrando em seus ouvidos e até mesmo gritando,as vezes ela simplesmente não podia ignorar mas na maioria das vezes tinha que fingir que não as ouvia o que era quase impossível. Seu exercício mental parou quando Veronica começou a ouvir uma  discussão no corredor a frente e certamente não era a besta lhe pregando uma peça.

As vozes eram familiares,Veronica vira o corredor e se depara com Cassandra “A Senhora da Noite” discutindo com um dos seguranças do príncipe. Os dois estavam em frente a porta de sua majestade que provavelmente já ouvia a discussão mas não queria interferir,ela parecia obrigar o carniçal a deixa-la entrar,enquanto o segurança leal e profissionalmente a alertava sobre não passar dos limites sem ofender a anciã brujah que ameaçava passar a força.

“Mate-os”

Veronica passa pelos dois enquanto o segundo segurança a deixa passar sem perguntas. Ela não olha para ver a reação da brujah,mas ela sabe que Cassandra não faria nada mais estúpido que aquilo.

Ao entrar na grande sala da diretoria do teatro,Veronica vê Alexander de costas de braços cruzados contemplando o grande quadro,que representava Caim em um trono olhando sobre suas crias.

“AAAAAAAAAAAAAAAAh”

Veronica não espera o príncipe permitir e já se senta em uma das duas poltronas no centro da sala,pegando a bolsa e retirando uma pequena maleta.

─Então você trouxe como combiando.─Alexander quebrava o silencio.

─Você teve alguma duvida ? ─ Veronica diz tentando ser bem humorada.

Alexander se vira e se senta na poltrona a frente de Veronica. Ela abre a maleta e retira um frasco do tamanho de um copo grande,totalmente fechado,colocando-o na mesa, dentro podia ser visto um liquido preto avermelhado.

─E isso é o antídoto?─Alexander diz olhando curiosamente de sua poltrona sem se mecher─ Você me garante que isso não causará modificações nas bebidas dadas aos membros ?

─Sim,apesar da aparência somente algumas gotas seriam necessárias para cada litro de sangue,e a quantia se administrada corretamente não causa modificações no solvente.Os membros tomarão seus drinks sem perceber o que estão ingerindo.

─Muito bem. Mas acredito que não terei profissionais para tal.─Alexander diz.─Não quero de forma alguma deixá-la em um trabalho subalterno,mas preciso que alguém de confiança e habilidade para esse serviço.

─Não será problema algum ajudar nesse trabalho.─Veronica diz sem expressar nenhuma emoção.

─Eu sei.─Alexander da um sorriso amigável a Veronica que tenta retribuir de forma tosca,ele se levanta e começa a andar pela sala.

─Saiba Veronica que isso é um segredo somente nosso.─Alexander já aparece atrás dela segurando o sofá.─Os anciões não gostariam de saber que estão sendo usados mesmo que beneficamente. A desconfiança seria grande demais e os problemas que isso acarretaria seriam desastrosos.

─Sim claro meu príncipe!─Veronica responde com certo temor.─Eu certamente jamais o trairia,jamais diria sobre nada de …

─Não minha bela amiga.─Alexander rapidamente  vai para frente de Veronica.─Isso não é uma pedido é uma constatação.

Veronica fica paralisada quando seus olhos verdes se encontram com os de Alexander,o medo aumenta mas rapidamente se vai com o transe,o mundo vai se desfazendo como um sonho e tudo que ela ouve é a voz do príncipe.

─Agora esqueça….


A besta rugia na nuca de Cassandra,faltava poucos minutos para que ela tivesse que escolher entre ir embora ou se entregar a uma fúria intensa. E Alexander  ainda não ajudava muito,ela sabia que ele estava no escritório,e devia recebê-la,não iria esperar até que ele se apresentasse ao Elisio e possa fugir de seu protesto atrás de suas harpias e aliados,se era isso que ele pretendia estava enganado. Isso era suspeito, talvez o príncipe sabia o que tinha acontecido e estava se escondendo,ou talvez não mas não sairia de sua sombra enquanto injustiças envolvendo seus membros ocorrecem.

Cassandra já tinha parado de discutir com o segurança e estava parada em frente a porta do escritório de sua majestade,os seguranças escondiam a tensão,mas ela podia sentir o cheiro de seus medos,e durante a discussão um deles havia retirado a arma,o que seria inútil contra ela,mas ela não desejava entrar a força . A porta e paredes eram vedados contra sons,e mesmo com a audição super aguçada de Cassandra ela ouvia somente ruídos irreconhecíveis.

Depois de esperar apenas alguns minutos se concentrando e acalmando sua besta interior,a porta se abre e Veronica sai da sala.

─Desculpe por ter passado na sua frente, mas já tinha hora marcada com ele.─Veronica diz forçando uma simpatia.─Agora sim pode entrar Alexander está a sua espera.

Cassandra não se convence e entra na sala quase empurrando a malkavian,o príncipe estava de pé ao lado da poltrona,com um semblante calmo.

─O que está acontecendo com seus agentes?─ Cassandra começa a falar antes mesmo que os carniçais terminem de fechar a porta.

─Cassandra você se preocupa demais com os meus afazeres.─Alexander responde sem se preocupar.─O que foi dessa vez ?

─Outro membro do meu clã desapareceu,uma ancillae chamada Cloee, ninguém a encontra  a uma semana.─Cassandra diz sem diminuir o tom de voz.

─Cassandra a turbas de vampiros anarquistas invadindo minha cidade.O que faz pensar que apenas meus homens são responsáveis por esse desaparecimento?

─Porque Cornelius ainda está solto e com mais poderes que antes graças a sua majestade. Quem garante que agora que é delegado ele não matará mais membros e com mais cautela que antes?

─E você vem me atormentar com especulações ?─Alexander demonstra-se insultado─Por favor retire-se de minha sala.

─Eu irei encontra-la,e se algum dos seus homens tiver algo a ver com o desaparecimento de Cloe,e o senhor não fizer nada sobre esse assunto,isso não ficará assim.─Cassandra diz e se vira saindo da sala.

Cassandra sentia medo do que Alexander poderia fazer naquele momento,mas ao mesmo tempo ela sabia que ele não faria nada com ela agora. Ela não era mais um neofito que temia autoridades,na verdade nunca temeu ao ponto de deixar de agir pelo que accreditava,mas ela é a Senhora das Noites de Nova Orleans, e guadiã de seu clã. Por mais que Alexander se mantivesse em sua posição ele também certamente sentira temor de sua ira.


Vitorini ainda se confundia com as luzes e sons da cidade,isso o incomodava mas uma semana acordado não eram suficientes para sanar um século de sono cadavérico. Ele aprendera coisas básicas,sobre armas e algumas formas de agir,e até algumas leis. Igor não era um excelente professor mas se fazia entender bem,nem tudo ele aprendeu facilmente mas tudo há seu tempo.

Ele segurava sua bengala e olhava imóvel para fora,enquanto Igor dirigia para o Elisio na região do French Quarter.

─Chegamos senhor.─Igor diz olhando no retrovisor.

─Obrigado Igor.─Vitorini diz abrindo a porta.─Fique atento quando eu sair.

─Sim senhor.

Vitorini caminha pelo passeio movimentado,pessoas passavam o tempo todo naquela região,o que era bom para evitar ataques diretos. Ele chega a porta e os seguranças o deixam passar,sem perguntas. Eles o deixam entrar com sua bengala normalmente e a maquina detectora não grita. Ótimo caso um ataque ocorra a ultima coisa que as harpias e o príncipe querem é que o defensor da cidade esteja desarmado.

Vitorini segue em um corredor até a direção do salão principal,onde os seguranças a frente abrem as portas e ele chega onde a festa ocorre. Musica agradável como sempre e já se nota que é Rian que toca,pelas emoções que a melodia trás. Vitorini andando em direção ao centro da sala olha para os convidados onde alguns o cumprimentam balançando a cabeça de longe ou acenando a taça de bebida para ele,e Vitorini educadamente e sutilmente acena de volta.Quase todos os anciões estavam ali,menos o Arconte,que provavelmente estava a caminho. Enquanto anda pela sala uma mulher loira de vestido preto colado ao corpo chama sua atenção,ela estava de costas e conversava com a musa do Elisio Matilde,que vestia um vestido vinho e com detalhes pretos, cheio de adornos em estilo espanhol, ele logo ficaria paralisado com a arte viva que ela era se não fosse por seu contraste, Veronica se virar e acenar para ele,duas beldades juntas dessa forma deveria ser proibido em locais públicos,ele notava que muitos olhares se direcionavam para elas como se fossem as convidadas principais,olhares de admiração e de descaso incentivados pela inveja.

 Veronica se despede da companheira e se vira na direção de Vitorini,ele poderia ficar nervoso com o olhar dela para ele se já não a conhecesse de tempos,e conhecesse seu temperamento frio e as vezes assustador.

─Olá novo xerife.─Veronica diz com um tom amigável.

─Olá  como está a noite bela dama?─Vitorini a cumprimenta beijando sua mão.

─Um pouco tediosa,você sabe que não gosto desses encontros prefiro meus laboratórios.─Veronica diz observando algo estranho em Vitorini.─Você gosta mesmo dessa cor,não é ?

─Certamente.─Vitorini responde um pouco desconcertado,por ter vindo com a mesmo tipo de terno vermelho da semana anterior.

─Você sabe o que o príncipe tem a nos dizer,novo xerife ?

─Não,Alexander não diz seus planos assim para mim.Seria mais fácil você saber primeiro do que eu.

─Não sei porque todos cismam que eu tenho tanta intimidade assim com o príncipe. Eu só faço alguns serviços nada de mais.Assim como você.

─E isso nos põem em posições delicadas e importantes então cuidado.

─Não precisa me dizer o que fazer,novo xerife.

─Eu soube da tentativa de mata-la,todas as duas.─Vitorini diz olhando sem querer para Matilde que se distanciava.

─Ossos do oficio.Você também se acostumará com isso.

─Eu chamo isso de descuido.

─Eu estou aqui não estou?─Veronica diz tomando um gole da sua taça de “vinho”.─Não precisa se preocupar tanto assim comigo novo xerife.

─Eu sei,você se tornou alguém muito importante depois de um século.

─Ainda sou útil.─Veronica diz dando um pequeno sorriso e olhando sua taça─Nós ainda vamos trabalhar muito juntos.

─É bom saber disso.─Vitorini pega uma taça de um garçom que passava.─Como nos velhos tempos.

─Sim como nos velhos tempos.

Os dois brindam e tomam mais um gole do saboroso liquido vermelho.


Muthemba Sr Black andava imperceptível pelo salão observava a todos e suas conversas. Rian tocava no palco sua melodia que dava o tom da reunião,a frente do palco estavam Skarlet vestida com um longo vestido roxo que parecia encantada com o som e dançava sutilmente como se tivesse entorpecida em um sonho alucinógeno,ao lado estavam quatro crianças que conversavam e prestavam a atenção em Rian,uma delas era Chriss,eles conversavam sobre o desaparecimento de Mary sem muitas conclusões eles eram uma coterie a alguns anos e sempre que podiam trabalhavam juntos. Pobres crianças mau sabem que esses laços não duram por muito tempo e que essa união traziam apenas uma segurança islusória.

Do outro lado mais próximos da porta  de entrada estavam uma dupla sentada em uma mesa,o Barão Sebastian vestido com um terno roxo muito escuro quase chegando a ser preto para os desatentos com bordados típicos da era vitoriana,ele conversava com o erudito Nicolay que usava um casaco marrom e blusa branca,calça social cinza,ele também estava ofuscado com a aparência de um senhor careca caucasiano de sobrancelhas grossas e nariz pontudo,uma aparência que assim como Sr Black era conhecida. Os dois membros eram aliados a muito tempo e não procuravam esconder isso. Eles conversavam algo sobre os anarquistas do século XVII e as diferenças dos anarquistas atuais e suas ações.

Mais ao centro da sala Sophie com um vestido preto e vermelho que misturava o estilo moderno colado ao corpo e o antigo com bordados e telas,dessa vez ela não veio com o notável braço da armadura de Benedict,que talvez não combinaria com suas vestimentas que a deixavam mais com a aparência de princesa indefesa e não de uma burguesa guerreira. Ela conversava com Matilde que usava um penteado  curto estilo anos 20,e vestido vinho com detalhes pretos,de estilo de sua terra natal Espanha. Elas falavam sobre os eventos de musica clássica e teatro promissores para cidade,Sophie parecia interessada financiar alguns eventos e perguntava com interesse para Matilde que parecia muito satisfeita em explicar.

Na parte oeste do teatro sentados na mesma mesa estavam os tremere Lucrecia e Nickolas. Lucrecia como sempre usava roupas mais profissionais,um terno feminino e ainda lia um livro semelhante ao anterior de capa preta,talvez fosse o mesmo livro,isso chegava a ser irritante,mas ele sabia que era só fingimento. Nickolas usava um manto preto feito do mesmo pano que o terno que tinha por baixo,isso o fazia parecer um juiz ou alguém de importância,ele tinha anéis e talvez um pingente no pescoço. Muthemba imaginava o que quais poderiam ser  apenas adornos e o que poderiam ter algo místico. Os dois se mantinham calados e Nickolas parecia calmo e parado como uma estátua.

Uma das crianças que estavam entre os quatro que conversavam próximo ao palco,Margoth uma mulher de cabelos castanhos em coque e caixos,vestido leve verde esmeralda,chegava na mesa deles e falava sobre o que conversou com seus aliados,os dois anciões se mantinham da mesma forma,e ela falava como se estivesse reportando a dois manequins.

No lado oposto aos tremere no salão estavam em pé o comendador e xerife Vitorini com um notório terno vermelho e sua inseparável bengala,junto a Veronica que usavam um vestido preto colado ao corpo,colar de brilhantes e braceletes os dois brindavam por algum motivo que ele não chegou a perceber,após o brinde tomaram um gole da bebida e começaram a apreciar a musica .

Sozinho apenas estava Conor que vestia uma regata preta e calças jeans,ele estava sentado em uma mesa próximo a Sebastian e Nicolay,ele bebia em um copo de conhaque,provavelmente o sangue estava misturado com a bebida alcoólica. Ele observava o salão com um certo desanimo e cumprimentava quem o olhava diretamente com um ar sarcástico.

Sr Black após dar uma pequena volta no salão preferiu ficar de pé em um canto no sudeste próximo da saida salão. Por enquanto só sairia dali se o príncipe se pronunciasse,ou se alguém o notasse antes,ali dava um bom panorama de observação.

Assim que ele para próximo as cortinas da parede ele vê descendo as escadas do camarote, Cassadra usando um terno feminino assim como Lucrecia mas usando calças,e com seus cabelos longos soltos,ela andava em passos largos indo em direção de Conor. E logo após o Arconte Edward entra pela porta principal,usando um terno por cima de uma camisa carmesim ,ao contrário de Cassadra todos olharam sua entrada que ele mesmo não se preocupava em ocultar. Ao perceber que muitos o olhavam ele abriu os braços como se estivesse recebendo amigos.

─Boa noite a todos!─Edward diz dando um sorriso.

Muitos o cumprimentam.

─Mais uma bela escolha para um Elisio.─Ele diz reparando os detalhes do teatro.─Digno de muitos teatros da Europa, decorus!

─Quem seria a genial pessoa por trás de tal escolha?

Matilde o agraciava com um sorriso que para ele era já um presente dos deuses.

─Oh! Como não poderia ser! ─ Edward chega até Matilde e beija sua mão.

Edward já começara a socializar ou talvez flertar com as duas damas Sophie e Matilde. Que se animavam ainda mais ao vê-lo com elas.

Muthemba olha para Scarlet,pois sabia do encontro anterior,mas ela não esboça emoção além da musica e somente vira para dar uma leve olhada em quem havia chegado,mas volta a seu êxtase.

Cassandra cochichava com Conor,algo que parecia envolver o Arconte.

 “O que poderia ser ?” “ Será que o temiam,ou estavam somente curiosos?”

Todas as atenções mudam para uma nova figura,Sr Black sente a presença de Alexander ao chegar e se vira em sua direção,mesmo que provavelmente o principe não reparara. Alexander usava um terno preto como o ébano,andava a passos moderados sem demonstrar pressa,cumprimentava a todos com um sorriso diplomático,ainda sim os membros abriam o caminho sem ousar impedi-lo. Os membros que estavam sentados já estavam levantados,e os neófitos já haviam saído da visão clara do príncipe,indo para partes mais distantes de sua caminhada.

A musica agora mudou, acentuando o sentimento do peso do poder aristocrático de Alexander. Assim que Alexander sobe ao palco a musica acaba como se no momento perfeito,Rian o cumprimenta e desse para a próximo de Skarlet. O príncipe para por um momento observando a todos.

─Boa noite meus caros. Eu convoquei a todos para um novo pronunciamento,acredito que seja mais importante que o anterior e poderá impactar a não-vida de muitos aqui.─Alexander da uma pausa.─Os anarquistas a muito tempo conviveram conosco, ajudando nas crises da cidade,na guerra contra o sabá,e outros. Foram aliados importantes sim,não mais. Agora eles nos ameaçam! Eles confundiram nossa amizade com fraqueza,e se aproveitam disso para lotarem nossa cidade,e ameaçar a minha autoridade a nossa autoridade. Não mais meus caros,eu ofereci a paz e eles pisam nela atacando nossos membros. Por isso eu decreto que a partir dessa noite os anarquistas que quiserem continuar com a nossa aliança,terão que se apresentar a mim como todos os membros aqui presentes. Os que não se apresentarem serão caçados impiedosamente e destruídos sem hesitação. Minha palavra é lei e assim será feito.

Os membros aplaudem exceto Cassandra,até mesmo Conor aplaudia timidamente,mas por algum motivo Cassandra não gostara do pronunciamento.

─Então meus amigos,aproveitem a festa.─Alexander desse do palco e vai na direção de Sophie que estava ao lado de Nickolas e Lucrécia que começam a conversar.

Muthemba começa novamente a rodear a sala pelos cantos e a ver as reações dos membros após esse pronunciamento.

Alguns membros se sentam novamente,menos Cassandra e Conor que continuam bebendo agora em pé em frente a mesa onde estavam,eles parecem muito desconfortáveis e Cassandra não esconde sua aparente ira contra o príncipe,o olhando muitas vezes diretamente com um olhar de desafio,Conor sempre tentando ser discreto e desconfortável com as encaradas de sua companheira a Alexander. Os dois conversavam agora sobre o ataque na boate e sobre um dos vampiros ser um la sombra. O que era bem estranho.

Sebastian e Nicolay estavam tranqüilos sobre o pronunciamento,e assim que Muthemba começa a reparar no que conversavam,Sebastian pede licença e vai até o príncipe corajosamente a encarar sua antagonista Sophie,mas ali as aparências eram mais importantes do que as rixas pessoais. Nicolay vai até Lucrécia que agora já havia voltado a sua mesa,ele beija sua mão e começam a conversar sobre questões acadêmicas ,psicologia e história como ambos gostavam de coversar.

Os quatro neófitos agora estavam próximos a parede do lado esquerdo do Teatro,e tentavam entender o significado e as conseqüências do pronunciamento.

No lado direito do semi circulo de mesas Vitorini se deslocava até o palco e antes dos carniçais de Rian começarem a se apresentar,ele pede licença e começa anuncia que cantaria musicas de seu tempo,musicas perdidas a muito tempo. Ele começa a cantar musicas antigas de marinheiros,sua voz continuava impecável como o bom cantor que era,mas a musica não combinava com o momento ou com o lugar cheio de nobres e burgueses. Ainda sim sua musica agradava a Sr Black.

Veronica agora sozinha começa a ir na direção de Matilde que havia acabado de cumprimentar Alexander e Sebastian. Antes mesmo dela chegar aos dois ela é surpreendida pela presença do Arconte que a cumprimenta beijando sua mão.

─Como uma rara flor como você se encontra aqui sozinha?─Edward diz olhando encantado para seus olhos verdes.─Eu sou Edward se importa que eu aprecie sua companhia ?

Veronica passa de uma reação de desprezo para um semblante de lisonjeio.

─Sim claro! Quer dizer não me importo,meu nome é Veronica Nasch ,muito prazer Arconte Edward.

─ O prazer é todo meu,minha bela.─Edward sorri em satisfação.─ Ouvi algumas coisas sobre você,seus trabalhos são incríveis. Se o que dizem é verdade sua inteligência se compara a sua beleza.

Veronica se derrete a cada palavra do Arconte,o que para Muthemba era estranho acontecer. Veronica era conhecida por ser fria e com pouco apresso por relações entre os membros. Os dois vão até uma mesa na esquerda da sala próximo a mesa de NIcolay e Lucrecia,os dois conversavam sobre assuntos científicos na verdade Veronica apenas falava empolgadamente como se quisesse impressionar Edward,seus olhos brilhavam como se estivesse apaixonada. Um claro e vulgar uso de presença, em um nível de um membro antigo como ele .

 

….

 

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Sessão 2
Acontecimentos

 

Cassandra

(resumo)

Cena 1: O Rapto

Após a ida ao Elisio,cassandra voltou a sua boate,onde tocava Chriss Snake cria de Riam Sonier.

Na boate havia mais dois vampiros,Mary uma ventrue,e a Delegada Lois Turner,Cassandra pergunta a delegada o porque estava la,e a delegada diz que somente estava fazendo seu trabalho. Ela vai a Mary no camarote e pergunta se está se divertindo,ela confirma e Cassandra aproveita para ver sua mente,e não vê nada de mais.

Assim que ela deixa Mary ela percebe que as luzes estão baixas e nota dois homens estranhos vestido de seguranças em cima do palco.Ela vai a sala das luzes e percebe que o funcionário está morto,volta ao Camarote e nota que o Chriss desapareceu e Mary também,recebe um chamado no radio de um segurança chamando por socorro pois o porteiro da porta dos fundos estava gravemente ferido.

Cena 2:A perseguição

Cassadra vai até o local e ve o segurança com o homem com o pescoço cortado. Ela corre para fora e com seu Auspicios nota pequenas gotas de sangue no chão,ela segue o rastro até o telhado de uma casa,ela sobe e vê ao longe um grupo de quatro vampiros(nota pela aura) dois carregando os membros Mary e Chriss. 
Ela os percegue sem usar diciplinas  mas eles são mais rapidos,e se distanciam,eles pulam em um beco e ela temendo que desapareçam usa rapidez e chega ao beco rapidamente,pula dentro do beco e com seu alfato sente cheiro do sangue na direção da rua.
 

Cena 3:Perseguição de carro

Assim que chega na rua vê dois carros fungindo,um virando uma rua a direita e outro seguindo a rua reto,ela consegue ver e memorizar a placa do carro que segue a rua ,por sorte a delegada para o carro perto de Cassandra e ela entra,dando inicio a uma perceguição contra o carro que ele não memorizou.
Os vampiros conseguem despistá-las por um momento fazendo-a passar uma rua direto,mas eles batem logo em seguida tendo que entrar em outro beco,saindo do outro lado do quarteirão e roubando um carro. Cassandra sai do carro da delegada que da a volta,e entra no beco seguido os rastros dos vampiros,ela chega a tempo de ver o carro dando a partida e pula do telhado até no capo do veiculo. Um dos raptores atira para cima e atinge Cassandra ferindo-a,ela quebra o vidro e pula dentro do carro,no colo dos dois,um motorista e uma garota no banco do pasageiro.
O motorista atira e atinge Cassandra,que chuta o homem para fora do carro,ela puxa o freio de mão e por sorte o carro para sem problemas,ela atinge a garota com um soco e destroi seu rosto.

A delegada atropela o homem que cai do carro desacordando-o. Após isso elas fogem da policia levado os corpos no carro da delegada.

Cena 4:De volta a boate

Elas voltam a boate e a delegada leva os corpos estacados dos dois raptores,e acorda Chriss. Cassandra deixa Chriss na boate sem fazer muitas perguntas.

Assim que manda fazer a inspeção na boate Conor,liga para ela e diz que um brujah chamado Samuel estava sedo perceguido por Cornélius.

Cena 5:Atrás de Samuel

Assim que Cassandra sai da boate encontra com Elliot,um brujah aliado de Samuel e cria de Conor ele a leva até o refugio de Samuel em Midi-city.A casa está silenciosa,Cassandra bate mas ninguém responde.Assim ela força entrada.

A casa está vazia,ela vê o quarto revirado e sinais de luta.Ela vai para porta de trás e vê na rua marcas de pneu na rua saindo da casa. Ela volta ao seu carro e segue o rastro usando seu Auspicios.

O rastro a leva até uma ponte,ela sobe e escuta conversas abaixo da ponte.Uma das vozes de Cornelius,ela desce com Elliot,e vê que Samuel está preso em correntes,e sendo ameaçado por Cornelius. Ela para a interrogação intimidando Cornelius e levando Samuel com ela.

Assim que chegam a casa de Samuel ela diz aos brujah que devem parar de entrar em problemas anarquistas.


Vitorini

Cena 1:A manifestação

(Resumo)

Assim que Vitorini sai do Elisio ele convoca Cicatriz para segui-lo em sua investigação. William seu Lacaio lhe da informações de que está ocorrendo uma manifestação no centro da cidade.Vitorini ordena que vão até la para checar,porém o transito estava muito parado e ele e cicatriz decidem roubar uma moto em um beco para seguir entre os carros.relutante Vitorini aceita andar no estranho veiculo,pilotado por Cicatriz.

Vitorini antes passam em uma loja de roupas onde Cicatriz compra algo para ele se troucar suas roupas de festa e se disfarçar entre as pessoas.

Quando chegam nos quarteirões próximos eles notam a baderna e confusão,carros de policia enfileirados e barulhos de esplosões e gritos.Eles sobem em um prédio para visualizar melhor,e vêem a multidão enfurecida querendo entrar em um tribunal enquanto a policia ficava na porta atirando bombas e balas de borracha,a multidão fugia mas se recompunha e voltava com mais raiva,policiais estavam feridos e e o caos estava instalado. Vitorini percebe que entre os manifestantes está uma mulher loira com panos listrado de tigre tampando o rosto,ela era um vampiro pela aura,e incitava a multidão.


(Romance)

Os estrondos,fumaça e gritos lembravam Vitorini de batalhas passadas.Exceto o cheiro de sangue e gritos de pânico que não era tão intensos agora.Isso o fez sentir uma nostalgia de tempos onde ele parecia mais importante e poderoso e não um estranho em uma terra estranha. Ele já tinha visto revoltas populares antes e essa não o intimidava,apesar de que ele notava que as pessoas não se dispersavam por mais que os homens da lei atirassem e explodissem aqueles artefatos estranhos e mau cheirosos. Algo haver com a dama loira(se é que pode ser chamada de dama),ela sempre desaparecia em meio a multidão mas uma procura mais focada e Vitorini conseguia encontra-la aqui ou ali. Ele sabia que se descesse até la poderia perde-la de vista,mas o que fosse o que eles queriam naquele tribunal eles não poderiam conseguir,não de baixo do seu nariz.

─Cicatriz eu irei descer até la.─Vitorini diz sem se virar.─Me espere aqui.

─Certo eu ficarei aqui e observarei.─Cicatriz responde desaparecendo,como se a noite o envolvesse.

Vitorini desce as escadas de emergência do prédio não muito alto,até um beco escuro.Alguém mais atento poderia nota-lo ali graças as luzes dos carros da policia,mas eles tinham mais o que se preocupar além de um homem em um beco.

Vitorini sai na rua que passa em frente ao tribunal cercada de carros e policiais,a rua da manifestação era a rua que terminava em frente do tribunal,a policia tinha fechado os dois lados da rua para evitar maiores transtornos com transeuntes e mesmo formar locais seguros.Vitorini passa sem se preocupar por trás dos carros procurando uma liderança entre os policiais e vee um homem com um objeto estranho na boca que ampliava sua voz e cordenava as unidades ao mesmo tempo que tentava apaziguar a multidão sem sucesso.

Vitorini era rápido mesmo quando não estava usando de sua velocidade sobrenatural,e em segundos e graciosamente com agilidade de um gato e presteza de um guerreiro da renascença,passa pelos carros e pula um dos muros do tribunal que levava a escada chegando atrás do oficial que agora pedia por reforços desesperadamente,quando o homem o nota.

─Quem é você? ─O oficial diz com estranheza─Aqui é uma área restrita!

─Você deve me escutar homem da lei.─Vitorini diz e vendo no rosto do oficial que a sua autoridade já era inquestionável─Siga minhas instruções e…

Antes mesmo de Vitorini terminar a ordem o chefe de policia é atingido por uma enorme pedra do tamanho de uma bala de chanhão,mesmo com capacete o homem não agüenta o impacto e cai desacordado.

“Somente um cainita teria força para arremessar uma pedra dessas,a não ser que os canhões de hoje fossem silenciosos.”

Vitorini vendo que a situação estava mais critica,aproveita o pânico dos policiais a frente e arrasta o oficial atrás de uma pilastra e veste suas roupas.Ele sai e pega um escudo e vai em direção da tropa a frente . “Talvez os policias ganhem coragem com um lider forte a frente”

Assim que Vitorini chega próximo ele grita aos policiais:

─Se preparem homens,atrás de mim!

Mesmo com seu sotaque inglês antigo e atitude incomum os policiais não questionam seus séculos de liderança e presença e se reúnem atrás dele.

Vitorini se prepara e encara a multidão a frente,através do escudo que tinha convenientemente um buraco na frente dos olhos e cobria todo corpo.A visão era turva,a fumaça,gritos e tiros,Vitorini ordenava o avanço das tropas em seu comando e os momentos de atirar como um antigo exercito inglês.Ainda sim os revoltosos não fugiam ou recuavam o bastante fazendo aquela tarefa difícil e lenta.

Pacientemente Vitorini pensava em formas de contornar a situação,ao mesmo tempo que desviava de pedras e pessoas com pedaços de pau.Até que uma figura vindo em meio a fumaça de um homem mascarado alto segurando um pedaço de ferro com um pouco de concreto na ponta como se retirado do chão a força vinha em direção a ele.

Quando o homem chegou a poucos metros ele avançou rapidamente levantando a barra para atigi-lo de cima. O suposto vampiro era lento,rapidamente Vitorini levanta seu escudo e segura a porrada. Sua intuição sobrenatural o faz olhar para o lado esquerdo onde nota um outro homem em meio a multidão atirando pedras,ele tinha um tipo de artefato em suas mãos como uma garrucha em torno de um papel como se quisesse esconde-la,não do conhecimento de Vitorini em garruchas,ele estava mirando em sua direção,esperando o momento certo,e aquele era o momento.

Vitorini bombeia seu sangue para aumentar ainda mais sua velocidade,e antes mesmo do tiro Vitorini vira o escudo para esquerda se protegendo do dano,e antes do vampiro a frente tentar um novo ataque,ele atira seu capacete em uma velocidade de bala na cara do brutamontes,que se estatela no chão.

Assim que ele olha para a direção do homem armado ele desapareceu em meio ao caos e o pobre neófito a frente era puxado e ajudado pela turba.

“Ficar aqui no meio é perigoso para mim,agora já sei que vampiros realmente estão influenciando a multidão diretamente”

─Tropa mantenham posição!

Depois do comando ele volta as escadas do tribunal,Vitorini tinha que fazer co que sua presença chegasse a todo pelotão e não somente a meia dúzia. Ele vê o objeto cônico que o oficial usava para falar e o pega,depois de um teste ou outro ele ativa o estranho item.

─HOMENS DEVEMOS LUTAR CONTRA O CAOS DESSA CIDADE,ESSAS PESSOAS NÃO NOS TEMEM MAS VÃO APRENDER A NOS TEMER,NÓS SOMOS HOMENS DA LEI,NÓS SOMOS FORTES,PORQUE ESSA É NOSSA CIDADE, FAZEMOS ISSO POR NOSSAS FAMILIAS,PELA ORDEM..─Nesse momento Vitorini se segura para não falar pela rainha─E PELA LIBERDADE!

Por mais antiquado que fosse seu discurso,Vitorini sabia discursar com confiança e usar palavras que sempre são valorizadas por qualquer um,junto com o peso de sua presença vampirica ,os policiais que temiam passaram a não temer mais e todos os que estavam esperando por um reforço contra a multidão se reunião com a tropa de choque e começou avançar,carros de policia seguiram logo atrás fazendo uma parede de luzes e fogos fazendo com que a coragem diminuísse e a confusão e medo crescesse entre a multidão que começou a se dispersar.

Vitrorini começou a procurar membros entre a dispersão com sua percepção sobrenaturalmente aguçada,ele nota um mascarado,mas não no meio da multidão mas em cima de um prédio com uma arma de fogo mais comprida que a dos policiais,que assim que vê que foi notado foge entre os prédios e a escuridão da noite.

Vitorini procura pelo “comandante das tropas” e o vê dentro de um veiculo branco com luzes semelhantes dos menores. Ele vai até o carro ,o homem está levemente acordado,Vitorini aproveita que não há movimentação próxima e corta parte de seu pulso deixando sua vitae correr para dentro de sua boca.O homem acorda de repente assustado,com seus ferimentos fechando.

─Quem é você?

─Eu sou seu salvador.─Vitorini diz.─Me encontre no jóquei club da cidade as meia noite.


Cena 2:A busca por Cloe

(Resumo)

Após sua conversa com o chefe de Policia no jóquei clube ele novamente convoca Cicatriz e em seguida vai para o French Quarter a procura da Anarquista Cloe.Ele entra em um bar movimentado e la se alimenta de duas mulheres.Procura informações de um bar mais barra pesada,e acha um bar ao sul do bairro.

Entrando no bar ele sobe no segundo andar e vê Cloe,ela também o vê e sai pela porta de trás do bar que da em uma varanda.Ele tenta segui-la mas homens próximos o impede de seguir sem uma briga.Ele desiste e sai pela parte de trás do primeiro andar,e sai em um beco ao longe Cloe correndo.

Usando sua rapidez ele a ultrapassa e diz que quer somente fazer perguntas,e que ele é o novo xerife. A garota se assusta e foge com rapidez em sentido contrário quando Vitorini tira suas armas dadas pelo seu lacaio duas calibre 12 de cano cerrado e atira em suas costas. A vampira cai em torpor e ele a leva.

Cena 3: Interrogatório

Vitorini leva Cloe em seu carro junto com Cicatriz para as docas.Ele a amarra com correntes de navio em um poste de ferro e a acorda com sangue.

Ela acorda furiosa e ele faz perguntas,porém em vão,os dois são de épocas muito diferentes e não conseguem se entender.Cicatriz como um bom soldado não faz nada sem ser mandado. Como o sol já esta prestes a nascer ele desiste,estaca Cloe e a leva para um lugar seguro.


Veronica

(resumo)

Cena 1:Laboratório

Após sair do Elisio Veronica vê Cassid entrar para dentro da mata do City Park e desaparecer. Ela vai para sua casa e no seu laboratório prepara a pesquisa para fazer suas balas especiais que o príncipe havia pedido.

Depois de horas de pesquisa ela consegue descobrir grande parte do que precisa para aprender como fazer o material.Mas antes mesmo de se preparar para faze-lo ela recebe um chamado em sua mente de Morgana uma malkaviana. O chamado não cita seu nome e parece que chama a todos os malkavianos da cidade para o cemitério Greenwood,e  diz que é importante.

Sem questionar muito Veronica deixa seus afazeres e vai. Chegando ao cemitério ela é comprimentada por um homem estranho,usando óculos escuros mesmo dentro do cemitério pouco iluminado. Ele se someia Jack e a chama de labe botas do príncipe,eles trocam farpas e ela segue em direção ao escritório do cemitério.

Cena 2:A reunião 

(Romance)

Sexta Feira,dia 15 de julho de 2016,as 00h
Cemitério Greenwood,Nova Orleans

 

Veronica avista a área de velórios do cemitério  no fim da rua,mesmo apesar da escuridão para ela ver era fácil,contanto que tenha pelo menos um pouco de iluminação e a noite já estava bem iluminada graças a lua cheia.

Ela caminha calmamente em meio ao silencio quebrado apenas pelo canto do vento entre os túmulos,já há muito tempo não sente o medo irracional mas completamente natural que cemitérios a meia noite causam nas pessoas,e se comparar com uma morta viva ela está quase em casa,apesar de que escolheria um lugar melhor para reunir membros do clã, mas as crias de malkav são imprevisíveis,ou o que deve ser dito nesse encontro pode ser importante demais.

“Melhor do que aquele lugar”

O provável local do encontro é uma casa para velórios junto ao escritório de registros e mesmo venda de caixões,e compra de planos funerários. A frente tinha uma grande porta de vidro e janelas que podia se ver Morgana e mais duas figuras,pareciam mulheres.Ela entra pela porta de vidro entre aberta e vê uma malkaviana morena de cabelos em dread e boina,usando uma calça jeans surradas e botas,e uma regata camuflada ela apesar da aparência de durona parecia nervosa e insegura,olhava para todos os lados e tremia como se estivesse com frio anormal para um vampiro.

Morgana estava ao seu lado com roupas do século passado,vestido branco amarelado,coberto de rendas,qualquer um que a visse diria que ela teria sérios problemas mentais,ou estava querendo assustar alguém,seus cabelos negros bem penteados e sua aparência de uma bela garota inocente não ajudavam muito com seus maneirismos exagerados,imprevisíveis e olhar assustado.

Ao lado de Morgana havia uma mulher sentada em uma cadeira de rodas,ela vestia roupas da mesma época que Morgana,um vestido rosa claro cheio de bordados e rendas,luvas e com véu tampando seu rosto.Ela cheirava um perfume adocicado que seria agradável se não tivesse usado em doses que permeava através de toda a casa,forçando Veronica deixar de usar seu olfato.

─Alguém aqui exagerou no perfume favorito não é mesmo?─Veronica diz chamando a atenção sarcasticamente.

Morgana da um riso infantil

─Lucia é muito vaidosa─Morgana diz─ela ama perfumes.

Veronica olha para Morgana com um olhar de suspeita e despreso.

─E ela é muito tímida também─Morgana responde o olhar de Veronica dando um novo riso.

Veronica se aproxima de Lucia e levanta o véu.

Como ela esperava,Lucia não passava de um cadáver em decomposição,sem cabelos e gosmento,não dava para saber se realmente era um corpo de homem ou mulher.Morgana tinha suas manias de usar cadáveres como brinquedos ou vê-los como pessoas vivas,mas esse era o mais podre que ela tinha visto com ela.

“Será que ainda tem sangue”

Veronica contem a expressão de nojo sem muito sucesso,Morgana tira sua mão do véu como se algo a estivesse a incomodando.

Antes mesmo de Morgana começasse a chamar sua atenção,ouve-se barulhos de botas entrando na sala,era Jack,ele parecia impaciente com as mãos nos bolsos e mastigando algum pedaço de mato.

─Vamos logo com isso─Jack fala quase gritando─Não a mais nenhum idiota pra chegar,ou tem ?

Veronica o ignora completamente e se volta para Morgana.

─Porque nos chamou?

─Eu reuni vocês porque Charlot teve uma visão importante sobre os acontecimentos recentes e queria que ela compartilhasse isso com o clã,para que possamos definir o que faremos diante disso.─Morgana diz apontando para a insegura malkaviana,que olhava para as portas e janelas,como se quisesse fugir.

Todos olham para Charlot que começa a gaguejar.

─Diga logo garota o que você viu?─Veronica pergunta impaciente.

─Eu… eu não sei…eu vi…mas…mas

─Ah vão a merda! Eu não quero ficar aqui pra isso A DEUS!─Jack sai da sala batendo a porta de vidro a ponto de quase quebra-la.

“Que se foda”

Charlot se curva no chão em posição fetal,balbuciando sons incompreensíveis.

“Que merda”

“Devore essa garota logo,você vai saber o que ela sabe de qualquer jeito”

─Não!─Veronica responde para ninguém.

Veronica olha para Morgana que não esboça nenhuma emoção.

“Aff vou ter que apelar para meu lado carismático”

“Qual lado?”

Veronica se agacha próximo de Charlot

─Se acalme,está tudo bem.─Veronica força uma simpatia─Você está segura,pode falar,prometo que não vou deixar nada te acontecer.

─Você promete ?

─Sim prometo.─Veronica responde com um sorriso forçado de canto de boca .

─Tudo bem.─Charlot se levanta─Err…o que eu tenho a dizer…. é algo estranho para mim mas….mas pode significar algo para vocês…. estou certa que é algo muito importante para a cidade como um todo…e…

“Aaaaa mata ela”

Veronica já estava ficando sem paciência com aquela tortura.

Até que um estrondo soa pela sala,Charlot para de falar e fica paralisada por um segundo com a boca aberta,até cair com o buraco em sua testa,Veronica a agarra antes de Charlot bater no chão. Ela se vira e vê Jack na porta segurando uma pistola calibre 38 na mão direita,e um lança chamas na esquerda,seus olhos maníacos podiam ser vistos brilhando atrás dos óculos escuros.

─É hora do show lambe botas!

Ele atira o jato de chamas em direção de verônica,que não vê outra chance do que bombear seu sangue para aumentar sua força o suficiente para pular com Charlot para fora do alcance do jato que a consumiria as duas. As gargalhadas do piromaniaco ecoam pela sala enquanto Veronica caia no piso de mármore que brilhava com o caos na sala. Veronica deixa Charlot no chão e pega sua  besta de uma mão,uma arma modificada por ela para soltar até três dardos com uma potencia de um tiro de 9mm.

Não da tempo de Veronica se levantar,Jack já preparava um novo jato na direção delas,se controlando para que a besta não a faça sair correndo em desespero,ela mira e atira um tiro certeiro no coração de Jack que cai para trás em frente a porta.

Ela se levanta com Charlot no ombro esquerdo e a besta na mão direita.As chamas na parede a frente diminuíam de acordo que não tinham muita coisa a queimar.

“Acabou?”

Sons la foram mostram a Veronica que tudo isso era uma emboscada,as janelas se quebram com bombas incendiárias que espalham chamas pelos caixões em exposição.O desespero aumenta,quando Veronica vê Morgana acenando de uma porta a frente no final da sala.

Veronica corre, e ao passar pela porta de entrada ela vê uma granada indo em sua direção,ela fecha os olhos e pula para frente,o calor a atinge deixado a besta louca mas ainda controlada,por pouco as chamas não consumiam as duas.Ela corre para dentro da sala sentindo o calor atrás de si.

“As chamas estão me perseguido”

Na sala ela encontra uma visão deplorável e assustadora de  Morgana em lagrimas de sangue, ela nada diz, somente abre um alçapão que leva ao subterrâneo,um túnel que poderia ter sido escavado por nosferatus.Morgana vai na frente em seu desespero e Veronica logo atrás. O túnel era grande o bastante para ficarem abaixadas,assim que Veronica desce põem o corpo de Charlot no chão,o corpo já estava se decompondo.

“Oh não”

Veronica conseguiu se livrar das chamas a custa de Charlot,que teve grande parte do corpo queimada.Em seu desespero não notou que o calor atrás dela era de Charlot queimando.

Mas Veronica não podia perder a informação de Charlot assim,quem quer planejou essa emboscada queria silenciar Charlot junto com o clã todo.Veronica toca no rosto de Charlot com remorso de não ter comprido sua promessa.

Cena 3:O Titere

(Resumo)

Veronica usa sua visão do caos ao tocar no rosto de Charlot,e vê um homem extremamente pálido com olhos vermelhos dentro de um sarcófago de mármore,dentro de Morgana, e Morgana dentro de Charlot. Confusa com a visão ela segue e deixa o corpo de Charlot se decompondo no túnel e segue Morgana.

Veronica segue Morgana pelos túneis que as levam para os esgotos,Morgana continua correndo como se estivesse ouvindo alguém. Até saírem na região norte do Distrito dos Jardins em frente ao refúgio de Morgana. Assim que as duas chegam Morgana cai em prantos,gritando e amaldiçoando alguém,ela não olha para Veronica.Depois ela parece se acalmar com conselhos de alguém invisível ou a voz na sua loucura,ela se levanta e olha para Morgana pela primeira vez depois de chegarem,pegando uma faca e caminhando em direção de Veronica.

Veronica confusa não sabe o que dizer ou fazer,mas tenta acalma-la,sem sucesso. Morgana se aproxima e corta o próprio pescoço,Veronica é atingida por uma fome gigantescamente incomum,e pula em Morgana bebendo seu sangue.

Assim que ela se satisfaz ela ouve uma voz de um ser que e intitula “O Titere” ele conversa com Veronica que deduz que ele seja o vampiro dentro do sarcófago que estava usando Morgana e Charlot. O Titere diz que a reunião e a mensagem de Charlot foram invenções dele para chegar até ela,e propõem para que Veronica seja as mãos dele na cidade e que ela tem muito a aprender e a ganhar com ele,ambos tinham muito o que se beneficiar.

Veronica irritada por ser enganada,ameaça encontrar e destruir o dono da voz,ele compreende a raiva de Veronica e da a ela um tempo para pensar em sua proposta,Veronica ajuda Morgana dando-a sangue de alguns cadáveres que ela escondia  em seu quarto,e depois disso volta para seu refúgio.

Cena 4:A doença

Após voltar para seu refúgio,Veronica continua com seu projeto de terminar a fazer balas incendiárias para o príncipe. Depois de horas ela obtêm sucesso e termina,levando as formulas para o príncipe.

Assim que ela entrega o pedido para Alexander,ela diz a ela sobre uma história contada pelo príncipe de Nova Yorque que usou uma substância para rastrear vampiros,e queria que Veronica criasse algo do tipo para que ele possa rastrear os vampiros indigentes da cidade.

Veronica diz que poderia criar uma doença,que afeta vampiros podendo identificá-los mais facilmente,aumentado a sua palidez e diminuindo sua temperatura corporal.

O príncipe aceita a idéia contanto que a doença não infecte o rebanho,e tenha duração limitada.

Com essa nova demanda ela volta para seu refúgio e volta a suas pesquisas,ela já conhecia um tipo de doença vampirica européia que atingiu os vampiros de sua terra natal,e parte desse principio.

Cena 5:Thirion desaparece

Em meio sua pesquisa Veronica procura por sua cria e ajudante Thirion,um neófito de uns dez anos de não-vida,um médico promissor apesar de poucos anos formado ele era um ávido estudante e amava sua profissão,poderia até ser chamado de um novo gênio mas entre talvez os mortais. Veronica precisava mais de suas capacidades do que o rebanho.

Porém ao procurá-lo por toda mansão não o encontra,ela recebe uma ligação uma voz estranha diz a ela sobre Thirion,era Cassid. Ele havia sido raptado de alguma forma  dentro da mansão. Cassid diz a ela para vir encontrá-lo em um local para negócios e ela aceita.

Ela vai até a região de Midi-City em uma rua deserta,quando vê um homem acenando. Ela vai até ele e o homem diz leva-la até os negociantes,ela o segue até um terreno baldio. Ele aponta para ela dentro de um alçapão que leva ao porão de uma casa velha aparentemente abandonada.Ela vai em direção e quando chega perto do alçapão escuta passos de um grupo chegando na entrada do terreno,enquanto o homem que a levou fugia três homens abriram fogo contra ela.

Ela salta mas não escapa da maioria dos tiros, saca sua arma e atira de volta enquanto usava seu sangue na cura dos ferimentos.

Os homens não eram carniçais e não sabiam qualquer coisa sobre aquilo que acontecia,amedrontados por uma mulher frágil como Veronica não ter caído com os tiros e pior revidado,acabaram errando muitos tiros o que deu vantagem de Veronica em matar dois deles,o terceiro foge,mas parece gritar por reforços.

 O Titere diz a ela que Thirion estava na casa ao lado,e fala para seguir por uma entrada atrás da casa,Veronica pula o pequeno muro que cerca o terreno,e não acha a entrada que o seu guia diz,sem muito tempo ela volta para cima do muro e pega os homens que não esperavam ela voltar de surpresa. Bombeando o sangue para seu corpo ter mais agilidade e vigor ela atira nos homens sentada de cima do muro como se estivesse brincando com uma arma de água.

 Com o fogo cruzado Veronica ainda é atingida e quase cai,mas sua resistência aumentada ela consegue se manter sentada no muro e derruba três e fere um que foge novamente.

O Titere ainda insiste na entrada traseira como se ela estivesse aberta e visível,mas Veronica não se arrisca mais,e vai para porta da frente.Ao entrar o Titere diz que Thirion está no subsolo e diz para ela descer uma escada no meio da sala,escada que não existe,Veronica irritada procura outra descida e encontra.

No porão da casa ela vê Thirion em uma cadeira estacado e amarrado,antes mesmo que Veronica tente desamarrá-lo é atingida por tiros,por um vampiro com moleton capuz e touca ninja que estava ofuscado,passos acima são ouvidos,e Veronica  bem ferida não tem outra alternativa do que gritar. Deixando o vampiro atrás dela em frenesi e a atacando-a.

Ela teria caído pela êxtase mortal da mordida se o vampiro não fosse empalado por Bocarra(um nosferatu) assim que ela olha para porta dois homens do príncipe dessem as escadas para ajuda-la.

 

 

 

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Sessão 1
Romance

 

Cena 1 :O Chamado

 

Eward Crowley

Sexta Feira,dia 15 de julho de 2006,Nova Orleans ,8h50pm
 Hotel The Ritz-Carlton,Nova Orleans.

 

O céu está nublado, a lua cheia. A mesma lua que o iluminou nos tempos da gloriosa Roma agora o ilumina nesses tempos caóticos de modernidade.

O frio de outono de Nova Orleans não incomodava Edward mesmo ele estando nu diante a grande janela da cobertura do hotel cinco estrelas do centro da cidade.  Seu pensamento estava longe ,pairava sobre a carta que Madame Guill o avia enviado,mesmo nesses tempos de mensagens digitais,o que era ousado,mas um forma de ter menos chances de ser descoberta. Afinal havia mais pessoas diante de um computador  procurando informações na tal rede do que procurando roubar correspondências. Era uma carta em papel de uns séculos atrás e letras escrita a mão,muito bem adornada e com um perfume dos campos da antiga Galia como ele conhecia junto ao seu próprio perfume estonteante, dava até um pequeno receio de destrui-la se não fosse a recomendação final.

“Querido Edward seu sucesso na ultima cidade foi o suficiente para escolhe-lo para a próxima missão.Não só por isso,mas por ser o Arconte mais antigo e experiente que eu tenho em minha disposição. Sua nova morada temporária será em Nova Orleans,o príncipe Alexander a muito tempo não tem respeitado as decisões do circulo interno e governado a seu bel prazer. Fato que faz a cidade se encontrar no caos que está hoje. Sua missão será acabar com seu reinado o quanto antes,se não for pela lei,que seja pela política,ou por meios físicos,mas que sua missão seja sutil e não traga problemas para nós. Não temos pressa para que a missão seja comprida mas que seja feita o quanto antes.”Recomendo que destrua essa carta assim que Le-la

Ass: Madame Guill a Justicar

 

Enquanto pensava na complexidade da missão,dois braços finos e milimetricamente delineados e delicados passavam por suas costas e acariciavam seu tórax,e uma língua úmida corriam pelo seu pescoço como se um predador da noite estivesse preparando um bote sangrento,e ele não duvidava que Luna não estivesse pensando nisso no fundo de seu âmago bestial,disfarçado de caricias. Ele não se preocupava pois ele sabia que ela o amava assim como ele a amava,um amor sombrio e viciante banhado em sangue e luxuria,mas ainda sim amor,e ela jamais o trairia ou tentaria roubar-lhe seus mais de um milênio de idade.

─Agora que estamos aqui o que você pensa em fazer nessa cidade meu amor?

Sua voz doce o acalmava e tirava das preocupações vindouras.

─Nada demais negócios─ Edward  segura seus braços forçando-a ficar mais pressionado a seu corpo  frio -além de impor a lei nessa cidade entre as crias da noite como deve ser,algo te preocupa?

─Não,pelo contrário, essa cidade e sua arquitetura franco─espanhola me fascina.Adoraria vê-lo reinar nessa cidade.Meu mestre.

─E eu irei em breve─ Edward beija a mão de Luna e da uma pequena mordida para sentir o prazeroso gosto de seu sangue mais uma vez,ela emite um gemido de prazer o que faz tremer a sua besta interior dentro da jaula de sua mente, ele sorve aquele liquido luxuriosamente divino. Somente Baco poderia criar tal prazer,ele se vira afim de toma-la mais uma vez,e vê seu perfeito corpo nu como uma escultura de uma deusa antiga ao mesmo tempo frágil ,Edward segura forte em seus seios com suas duas mãos, mandíbula e dentes a mostra só consegue pensar em se deleitar naquele vinho de luxuria.

Alguém bate a porta os distraindo,se fosse em tempos mais antigos isso poderia singnificar a morte,mas os tempos de hoje o respeito a autoridades é menor,e Edward já estava bem alimentado para isso.

─Senhor chegou uma carta importante─ o carniçal diz como se esperasse uma resposa de dentro do quarto─ está escrito na borda ser de Luciam.

A carta passa por de baixo da porta Luna pega a carta. Seu corpo se move perfeitamente para ele,nada nela parecia imperfeito ou fora de medida .

─De Luciam para Edward─ ela diz olhando para carta com curiosidade.

─O carniçal do príncipe─ Edward diz sanando sua curiosidade,ele a abraça e pega a carta de sua mão abrino-a. A carta era simples mas tinha o brasão do príncipe carimbado como em séculos atrás.

"Ilustre Arconte Edward Crowley ,ficamos felizes com a sua vinda. Todo membro que vier auxiliar-nos para a imposição da lei e da ordem para o bem da Mascara é totalmente bem vindo. Esperamos que venha ao Elisio para a sua apresentação a todos da cidade hoje as dez horas da noite(10hpm)."

"Desde já grato Ass:Alexander Lancaster"

  

Edward sabia que a carta era uma forma de mostrar a ele que Alexander sabia que ele estava na cidade e estava de olho nele.Uma forma de demonstrar poder e intimidação de alguns príncipes.Mas isso não o preocupava já que havia vindo de avião como qualquer pessoa comum,e se quisesse realmente chegar sem ser notado o teria feito,isso pode significar que ele pode estar intimidado com a sua presença na cidade.Mas que com certeza Edward não terá muito sossego.

─Já são nove horas meu amor ─ digo a Luna,cheirando seu pescoço e seu perfumado cabelo ─ não quero chegar atrasado e demonstrar fraqueza aos membros do Elisio.Mas também desejo ficar aqui e esquecer da minha existência ao seu lado,nada realmente me importa,a não ser me deleitar no seu corpo banhado ao vinho de Baco até as noites finais.

Ele a morde na jugular, um jato de prazer jorra de dentro, ele a aperta forte e ela grita. Cheiro,sabor,tato tudo se aguça, Edward depois de alguns goles a joga na cama já muito pintada de sangue dos dois por noites anteriores ,ele a encara apenas desejando devora-la como um animal selvagem.


 

Cassandra

Sexta Feira,dia 15 de julho de 2006,8hpm
rua  Bourbon, French Quarter.

 

Em um carro razoavelmente luxuoso Cassandra relaxa no banco do passageiro,ao lado um homem bonito de cabelos negros,e roupas casuais adormecido pelo êxtase,ela limpa a boca com um papel toalha e observa as ruas movimentadas do Quarteirão Francês.A noite fria e calma em Nova Orleans,mas no quarteirão francês ela se torna quente e agitada,apesar de seu estilo franco-espanhol,o French Quarter é pulsante com os sons, movimentos e musica incessante,a vida pulsa aqui mais do que em qualquer lugar da cidade.Encontros,paixões,brigas,risadas,drogas e sexo tudo acontece no quarteirão francês. Um paraíso para os vivos e para os mortos-vivos,com becos,gritos abafados,muitos turistas e muitos deles entorpecidos,muitas boates,e locais para se esconder. Tudo isso faz o quarteirão francês uma grande área de caça e um ponto de encontro de vampiros,entre esses pontos a boate Nerfetiti é um curral favorito do clã brujah e vampiros neófitos que desejam se divertir e se alimentar longe do pomposo Elisio e seus anciões decrépitos.

E Cassandra sabe muito bem disso,ela conhece cada parte desse quarteirão,que na verdade consiste em vários quarteirões ,ela o viu nascer e crescer ,viu seu promissor futuro nos anos a frente,graças a ela essa região é o que é,dona da primeiro bordel,até dominar a maioria das boates e clubes a fez ser conhecida como “A Senhora da Noite”, e ela sabe que é mesmo não só por isso mas por ser a que mantém a ordem no clã brujah e na região,qualquer baderna e destruição causadas por vampiros inconseqüentes poderia abalar os negócios muito mais do que uma briga de bêbados,ou de gangues.

Assim é e assim deve ser.

O carro chega em frente o casarão com um letreiro vermelho piscante “Nefertiti nigth club”,ela deixa o carro em direção a sua boate favorita,aqui é onde ela gosta de organizar  tudo,ela vê pessoas na fila de entrada,pelo horário a boate abriu a pouco tempo. Mesmo vestindo um terno feminino comportado até demais para o local,seu corpo escultural de uma mulher guerreira de séculos passados,cabelos longos e negros,e olhos escuros e olhar desapegado com o mundo ao redor,a faz ser uma mulher difícil de ser ignorada,passando pelos os olhares ela chega a porta principal onde o segurança a deixa passar sem problemas a cumprimentando.

Musica,luzes e movimento, a boate tem uma arquitetura semelhante a uma casa francesa do século XVII,escadas laterais levam aos camarotes e partes administrativas,bares em ambos os lados e um palco com DJs a frente ,ela para por um momento,e gosta do que vê. Muitas pessoas dançando, se embriagando, e se divertindo,como sempre foi em várias épocas as pessoas vem para esquecer das suas vidas por alguns momentos,infelizmente ela não tem a mesma sorte, a eternidade traz certezas que são difíceis de esquecer em algumas horas ou noites.Cassandra passa pela multidão em êxtase pela musica e drogas,a altura do som não a perturba já que seus estabelecimentos tem a acústica planejada para os membros,mesmo os que tem sentidos muito aguçados como os dela,alguns rapazes audazes ou bêbados demais tentam tolamente chamar sua atenção em vão,ela sobe a escada lateral esquerda passando por dois seguranças ,vai para um corredor oposto ao camarote entrando em uma porta,onde sobe mais uma escada que a leva ao terceiro andar,onde fica seu escritório.

Cassandra chega em sua sala de trabalho,ela prefere administrar todo o seu domínio por conta própria,não confia em carniçais e muito menos em outros vampiros,claro que grande parte é administrada por mortais,mas as decisões finais sempre vem dela.

Assim que ela chega a sua mesa vê uma carta em cima de documentos,algo tão incomum que da pra saber de onde veio. E estava certa. A carta veio  do Principe e era um chamado ao Elisio.

"Para:Cassandra

De:Luciam

Cara Cassandra Bitencur,nos a convidamos para comparecer ao Grande Museu de Arte no dia 15 de Julho de 2016,para estar presente ao importante pronunciamento do príncipe Alexander Lancaster e para apreciar suas festividades.Sua presença é muito importante.

Desde já grato: Ass: Luciam"

 

Assim que Cassandra le a carta,ela ouve passos pesados e um bater na porta.

─Entre.─ Cassandra diz escondendo a carta em uma gaveta qualquer.

─Chefe um homem chamado Conor quer falar com a senhora. ─O segurança diz rapidamente de forma mau educada,mas Cassandra não contratou homens educados.

─Diga a ele para entrar.─Cassandra responde sem tirar os olhos dos papeis em sua mesa.

A porta se fecha em um baque,e logo depois um homem alto de mais ou menos um metro e noventa usando camisa branca e jaqueta de couro marrom ,calças jeans e sapatos militares.Ele possuía um grande relógio no braço e cigarro na boca,cabelos curtos e negros e costeletas dos anos cinqüenta.Conor conhecido como “Quebra Ossos” não tinha a cara de muitos amigos mas sempre foi assim desde que ela o conheceu.Ele não costuma ir a boate a não ser por problemas que ele tenha,e a muito tempo não faziam acordo.

─Sente-se ─Cassandra diz de forma seca,como se estivesse muito ocupada para conversas.

─Acredito que está sabendo dos acontecimentos ? ─ Conor diz enquanto se senta na cadeira a frente.

─Você diz do problemas dos anarquistas ?

─Sim.

─Sim algumas coisas e daí ?

─E daí? ─Conor diz com indignação ─ E daí que o nosso clã é o primeiro a sofrer com isso. O príncipe está reforçando sua autoridade facista com os mais fracos usando seus delegados ele contratou aquele tremere abutre para interroga-los…

─E o que eu tenho haver com isso ? ─ Cassandra responde cortando a fala de Conor ─ Esse papo adolescente de facista não me comove,você sabe que nossos neófitos são realmente baderneiros e podem estar envolvidos nisso,se investigando-os irá resolver o problema pouco importa para mim e…

─E você apóia que o príncipe use o clã dos feiticeiros para estuprar a mente das nossas crianças ?─Conor diz contendo se para não berrar,e bate a palma na mesa,sorte que a mesa é pesada o suficiente para que ele não a vire. ─ Você só pode estar de bricadeira…

A besta rosna dentro de Cassandra depois do show de Conor,e como revide faz o mesmo que “Quebra Ossos” e a mesa por pouco não quebra.

─Você é que está de brincadeira vindo em meu refugio e me fazendo perder tempo com assuntos de criança. Se não tiver nada de melhor para me dizer muito obrigado mas pode se retirar.

Conor se levanta rapidamente jogando a cadeira para o lado,se vira em direção a porta mas antes de chegar a saída,ele vira e aponta o dedo para Cassandra e diz:

─Tudo bem  se não se importa com o que acontece com nosso clã,mas não me procure quando o autoritarismo do príncipe chegar no seus negócios.

─Espere ─ Cassandra diz antes que Conor se vire em direção a porta.─Eu posso ver isso mais de perto,se te preocupa tanto assim…Então você só sabe disso o abutre investigando neófitos ?

─Não só neófitos mas apenas neófitos Brujah até agora─ Conor se volta próximo a mesa mas não se senta.─e o pior, ontem  Jessica  uma neófito recém chegada foi interrogada por Cornelius abutre e até então está desaparecida.Não é muito tempo eu sei, mas ela tinha um trabalho para mim, todos os que contatei não a viram,e isso me cheira muito mal.

Cassandra franze a testa e olha fixo para Conor.Ela não costuma se preocupar com assuntos triviais ou com a mania de seu clã com ideologias malucas,mas sempre detestou injustiças,se Conor tivesse pulado todo aquele discurso e dito sobre isso já a teria convencido.

─Então vamos ver isso mais a fundo─Cassandra diz vendo que Conor dava sinal de satisfação.─Vou conversar com o príncipe pessoalmente.Você recebeu essa carta ?

Cassandra retira o convite da gaveta.

─Sim,aquele cínico teve a audácia de me chamar.

─Tudo bem,então vamos.─Cassandra se levanta como se tivesse deixado suas tarefas para depois e passa por Conor em direção a saída.─No meu ou no seu carro ?

Conor a segue.

─No seu.


 

Henrique Vitorini

Sexta Feira,15 de julho de 2006,8hpm
sub-solo de Equest Farm

 

A vitae saborosa desse pela garganta seca mais uma vez…

Fome…

O monstro abre seus olhos,em um atimo de segundo, ele agarra a mão  a meio metro acima de sua boca…

“Eu quero mais” a besta ruge.

O homem com a bolsa de sangue se assusta e grita,ele não esperava essa reação assustadora,ele tenta tirar o braço sem sucesso. A besta é forte demais.

Jhon fica paralizado de medo vendo suas costas pressionadas na parede pelo medo daquela situação aterradora,isso não era pra ter acontecido. “ Luciam disse que seria tarefa simples”

Desesperado Tomas tira sua arma do coldre e atira no momento que a criatura pálida,seca e de olhos brancos,levantava do sarcófago de pedra e avançava em sua direção. Em vão…

A criatura bate Tomas na parede segurando sua cabeça e ombros abrindo caminho para sua jugular,a força do monstro é tão forte que Tomas desacorda,a sedenta criatura crava seus dentes em sua vitima quase dilacerando seu pescoço,com pouco mais de força poderia arrancar sua cabeça fora.

Jhon treme, sem perceber urina nas calças jeans ,a arma cai no chão e com o barulho ele sai de seu medo o suficiente para correr.Ele chega no corredor e vê Igor no final segurando a porta.

“Graças a deus”.

Antes de Jhon conseguir se banhar com qualquer tipo de esperança,ele sente um puxão,não só um simples puxão,mas o puxão que o manda de volta para sala dentro do sarcófago. A criatura em trapos, pálida e magra se vira para ele.

─NÃO…POR FAVOR NÃO …PELO AMOR DE DEUS

Gritos de desespero e terror ecoavam pelos corredores subterrâneos do haras,nenhum trabalhador que la por anos prestou seus serviços sonhava que havia tal monstro adormecido ali.

Igor assustado, mas ainda sim com coragem segura a porta do lado de fora.Seu medo ainda o faz olhar para dentro dos corredores como um garoto assustado,pronto para trancar e fugir caso o vampiro ainda saia com a fome arrasadora,não que isso o prenda depois de ver o rapaz sendo arremessado para dentro da sala.

Ele espera por quinze intermináveis minutos,somente  um silencio inquietante e talvez arrastar de pés ou corpos Igor não sabe dizer,nada mais.

Já deu vinte minutos, a criatura está acordada, as instruções de Alexander foram claras.Aqueles dois pobres homens eram descartáveis para seres como Alexander ou ele,apenas utilitários ou alimento as vezes os dois. Eram incompetentes,pobre Jhon era tão jovem,estava terminando a faculdade,bem …isso não importava mais,pelo menos eu não sou como eles e isso nunca acontecerá comigo,eu me mataria antes a desapontar Charry ou Alexander.

Enquanto pensava no que fazer Igor ouve um grito da sala.

─Serviçais? Alguém ?

Igor corre para sala,o medo o apertava,mas tinha que fazer o trabalho.

Ele entra na sala os corpos estão atrás do sarcófago completamente sem sangue.

─Senhor ─Igor fala nervosamente─o príncipe me enviou para  acorda-lo senhor.

A criatura agora parecia mais com o homem que fora antes de morrer do que um monstro assassino,caucasiano,loiro e com barba por fazer,alto,usando roupas da nobresa inglesa  ou algo do tipo completamente podres e se desfaziam ao menor toque. Ele aparentava estar confuso,quem sabia quanto tempo passou nessa cripta estranha oculta em um haras centenário.

─Em que ano nós estamos homem ?─Vitorini fala indignado e curioso.

O vampiro tem um sotaque fortemente inglês dos filmes medievais ou coisa parecida Igor pensa.

─Estamos em 2016 senhor─Igor responde ainda desconcertado depois de ver o olhar de reação do vampiro.─O príncipe o requisita a…

─Preciso de roupas─O vampiro diz se vendo em trapos comidos pelo tempo─Me arrume roupas!

Igor corre para o fim do corredor,como pode se distrair dessa forma? Ele deixou as roupas atrás da porta,a cena daqueles dois pobres homens sendo sacrificados o fizera esquecer.

Igor volta com  ternos extremamente caros e de vários tipos,assim como as calças e sapatos todos cortesia do príncipe,pelo dinheiro gasto com ele com certeza esse senhor deve ser importante.

─Aqui está senhor─Igor gagueja ao ver o olhar confuso e consternado.

─Então é isso que se usa nos tempos atuais? Quanto mau gosto…

Igor fica parado sem palavras.

Vitorini pega um terno vermelho ,provavelmente escolhe pela semelhança da cor dos trapos usados. Igor o ajuda a se vestir,com medo de seu olhar de insatisfação.

─Isso irá servir,por hora.

Vitorini fica bem no terno como se tivessem feito sob medida, mas Igor jamais escolheria essa cor.

─O que espera homem ?─Vitorini pergunta ainda indignado e inconformado─Traga a carruagem! Me leve ao príncipe!

─Ah sim senhor ─Igor entende,esse vampiro realmente dormiu por tempo demais─Vamos,irei leva-lo.

Será difícil explicar…


 

Veronica

Sexta Feira,15 de julho de 2006,8hpm
Garden District,Nova Orleans

 

Veronica acorda o sono dos mortos,um pouco irritada já que o sono dos mortos não é nada mais do que está simplesmente morto,sem descanso verdadeiro ou bons sonhos,é bizarro pensar que toda manhã seu corpo volta ao estado que deveria estar,e a noite ele simplesmente se levanta quebrando qualquer crença ou estudos científicos.

Veronica se levanta de sua cama em seu amplo quarto,usando um pijama de tecidos bem leves,ela olha para janela e vê a lua cheia entre as nuvens.

 “talvez venha chuva”

Veronica sente a ironia de que em tempos passados em uma noite dessas,ela estaria temendo um ataque lupino,mas graças a ciência e o progresso as cidades cresceram e o que os membros restam a pensar ao ver a lua é somente que a noite está bela. Vencemos afinal…

“Não seja burra eles estão no quintal”

Veronica anda pelo quarto despreocupada e vai até o banheiro,se olha no espelho,toda aquela beleza combinada com inteligência te dava bons atributos.Sorte que ela foi abraçada na flor da idade e agora para sempre teria o rosto e corpo de uma bela jovem alemã.Em um levantar de braços ela retira o pijama e liga o chuveiro.

“ quero beber”

“vamos,vamos,vamos…”

“quero sair”

“Não quero estudar mais, chega”

“burrice passar a eternidade estudando,estudando,estudando”

─Ah cala boca!─Veronica responde para ninguém.

 Veronica sempre foi uma excelente cientista  sempre  empenhada em se adaptar as novas tecnologias e teorias. É pela ciência que a humanidade chegou a esse tamanho poder sobre os vampiros,quem poderia imagina que o homem um dia pisaria na lua,ou ter poder de destruir toda vida na terra,não so isso,veículos que atravessam o som,curas para doenças antes incuráveis,a informação corre mais rápido do que qualquer poder sobrenatural e armas capazes de nos dizimar. O que é a inquisição comparada a todo poder que o rebanho tem hoje? Se a ciência pode trazer tanto poder a eles, também poderá trazer para nós que temos todo tempo do mundo para estudar.

“Estudar…Estudar não”

Veronica sai do banho e para o quarto o frio da noite não a incomoda,não a muito tempo.Ela pega a toalha e enxuga seu corpo de modelo germânica,veste roupas casuais de trabalho.Tem muito o que fazer no seu laboratório,pesquisas e estudos complexos. Veronica em seus mais de um século de idade aprendeu um amplo escopo de conhecimentos científicos ao longo dos anos,desde física a biologia,e por ter participado de inúmeras guerras ajudando governos em estudos e construção de armas e equipamentos ela aprendeu tudo o que precisava para ser a membro mais requisitada pelo príncipe nesses tempos modernos.

“O que você tanto ve nessa droga de laboratorio”

Veronica quando não estava trabalhando para o príncipe,trabalhava para um grupo do governo que investigava os membros,claro ela permitia a caça de vampiros fora da camarilla, e a agencia não sabe bem o que são eles de fato,mas sabem que não são humanos.Claro que ela faziam isso com a permissão do príncipe ,e a agencia não trabalhava na cidade,pelo menos os poucos que ela sabe que investigam em Nova Orleans são conhecidos pelo príncipe graças a ela,e sempre foram distraídos com pistas falsas e investigações demoradas e inúteis.

Batidas na porta

Veronica abre e vê sua ajudante, uma garota jovem e inteligente de cabelos castanhos e muito magra, pena que a vitae a tenha deixado um pouco paranóica.

─Chegou essa carta para senhora─a garota olha para os lados procurando algo preocupada.─O que devemos fazer?

Veronica vê o brasão do príncipe.

─Não faremos nada por enquanto.─Veronica diz a garota paranóica.─Volte ao laboratório.

A garota vai em passos largos ainda olhado para trás e lados.

“Espero que não tenha que dopa-la novamente”

“Vamos mata-la,vamos brincar com os ossos dela”

─Oh não!─Veronica responde indignada─Ela é útil e pra que eu faria isso ?

As vozes na sua cabeça se repetem e Veronica entra no quarto novamente,olhando a carta ela a abre.

De:Alexander Lancaster

Para:Veronica

Querida Veronica

Lhe evio esse convite para o meu pronunciamento e festividades no Grande Museu de Arte no dia 15 de julho de 2016 as dez horas(10pm).Sua presença é indispensável para mim.Não se atrase.

Ass:Alexander Lancaster

 

Simples e direto como Alexander gosta de ser em suas cartas.Pelo visto ele a quer para algo mais do que ver o pronunciamento e participar de festas fúteis ,e Veronica está mais que satisfeita em ser útil,talvez seja para lidar com esses baderneiros,eles aumentam a cada ano.

─Só espero não seja apresentação de neófitos, isso é tão chato.─Veronica diz pra si mesmo.

Veronica vai ao enorme guarda roupas e muda completamente,agora ela veste um vestido de vermelho para festas especiais,algo difícil de ela usar,maquiagem discreta e que disfarce sua palidez,e arruma o cabelo,perfume,coisas que ela não aprendeu em guerras e laboratórios e sim por ser uma belíssima mulher,a vaidade as vezes é importante para socializar com mortais e ainda mais com membros,ou pelo menos ser aceito por eles.

“Pra que demorar tanto? Um monstro predador de homens não precisa disso”

“Sangue eu quero sangue”

─Não obrigada, estou bem alimentada.─Veronica diz se olhando no grande espelho de seu quarto,ao terminar de colocar os brincos.

Ela sai,belissimamente arrumada para uma cientista de guerras,e as vozes não paravam…


 

Cena 2:Elisio
 
Sexta Feira,15 de julho de 2016,8h30pm
Museu de Arte de Nova Orleans,City Park

 

Vitorini estava desconfortável com aquela carruagem estranha,cheirando a gasolina e fazendo barulhos assustadores,enquanto isso Igor lia a carta do príncipe em voz alta para ele.

Ilustre Comendador Henrique Vitorini,sua reputação e contribuição para a segurança da cidade em tempos passados,o faz requisitado novamente . Não vejo ninguem capacitado como o senhor para me auxiliar a por ordem e manter a mascara na cidade.Portanto convoco-lhe para sua importantíssima nomeação ao cargo de xerife,no dia 15 de julho de 2016 no Museu de Arte de Nova Orleans.

Ass:Alexander Lancaster"

Vitorini mau conseguia pensar na nomeação do principe ainda desconfortável, se arrependia de ter aceitado entrar nesse tal “auto-movel” ,apesar do Grande Museu de Arte de NO fosse próximo do seu refugio onde dormia, pouco mais de dois kilometros ,Igor insistiu que fosse mais seguro ir nessa maquina,então Vitorini desejou fazer um pequeno tour pela cidade enquanto Igor lhe explicava tudo.

Vitorini olhava pela janela tentando conter seu assombro de como a cidade havia crescido,e se transformado,ele quase não entendia o que ocorria fora daquela carruagem estranha,enquanto isso Igor lhe dava instruções  e informações relevantes na medida do possível de tudo o que ocorrera enquanto ele havia dormido.Vitorini mau falava e apenas prestava a atenção,era difícil entender seu palavreado rude,e as vezes algo o distraia como o se portar das mulheres que pareciam mais com meretrizes piratas do que as damas de outrora,e com as luzes piscantes que possivelmente tinha algo da magia tremere,tanta coisa mudou em tão pouco tempo,ele não acreditava que havia dormido apenas cento e dezesseis anos,a revolução industrial já o assustava,agora era como se ele estivesse em outro mundo ou sonhando,ele reconhecia algumas casas e monumentos mas era só,por um momento sentiu arrependimento de ter entrado em torpor,cansado daqueles tempos conturbados acabou acordando em outro muito pior, a movimentação,sons e luzes já o irritava.

A carruagem passa por portões onde ele reconhece ser o City Park,ele reconhece o grande lago logo após a entrada arvores e vegetação,mas não reconhece a grande construção logo a frente. O Museu de Arte de Nova Orleans é um monumento artístico por si só,e Vitorini fica paralisado por alguns momentos ao vê-lo,seu estilo neo-clássico e localidade davam uma imponência ao lugar,uma grande fonte ficava a frente onde a carruagem dava a volta para chegar a sua entrada.A frente da grande escadaria  do museu dava para ver quatro lacaios do zelador,dois ao lado da porta e dois abaixo das escadas com objetos que pareciam grandes garruchas,porém  mais finas e negras,algo que o estranhou além disso, era que os homens também usavam a vestimenta parecida com a dele.

A carruagem para,Igor sai e abre a porta com uma facilidade tremenda,é confuso todos esses mecanismos.

─Chegamos senhor.─Igor diz com calma

“parece que ele superou o meu despertar.”

Vitorini  sai do carro com sua bengala antiga que o acompanhou durante séculos.A brisa bate em seu rosto imaculado pelos tempos.

Enquanto subia as escadas se lembrou dos tempos que defendeu essa cidade,tudo isso deve a ele,desde o primeiro príncipe Dimitri até os dias atuais,a sobrevivência dos inúmeros ataques do sabá,os grandes incendios,a guerra de independência e a civil e tudo que ocorreu oculto nelas que os mortais jamais sonhariam,deve ao seu empenho para que a ordem e as artes se mantivessem,para que o príncipe o tivesse acordado é porque algo semelhante está para acontecer ou acontecendo.

─Por favor senhor ─Um dos lacaios do Elisio o aborda.─Peço que entregue suas armas antes de entrar.

Algumas coisas nunca mudam.

─Tome cuidado com isso.─Vitorini entrega sua bengala.

O homem sem entender a pega e leva para um compartimento em um armário e o tranca entregando a Vitorini a chave.
A anti-sala  tem mais quatro homens armados da mesma forma,Vitorini os ignora e vai em direção do salão principal,ele atravessa a porta. A musica tocada com violinos e violoncelo,o agradava e o levava aos tempos antigos,o som era um manjar para a alma,e acalentava seus ouvidos,um som tão fabuloso só poderia vir de alguém.E ele estava certo o toreador e musico das cortes Riam Sonier tocava a frente de outros três músicos era quase impossível ignora-lo.

O salão era enorme com dezessete pilastras,seis de ambos os lados e cinco após a porta sul de entrada,as mesas muito bem organizadas seguiam dentro dessa marcação,até as tres grandes escadas a frente que formavam um T se unindo até o segundo andar,havia seis portas no salão principal, duas ao lado das escadarias,e outras duas em cada lateral que levavam a outras salas,e a principio pareciam abertas a todos.

Quadros e obras de arte desconhecidas por Vitorini eram expostas por todo salão, apenas por um quadro onde uma mulher ruiva abraçava um jovem com o sangue de sua língua “a beleza do abraço” era seu nome, pintado engenhosamente a sangue, a ruiva era o auto-retrato da pintora a sedutora Skarlet que também estava no recinto,Vitorini paralisa-se por uns segundos para admira-la,seu corpo nu podia ser claramente notado ou imaginado pelas curvas de seu vestido vinho fino e seu decote generoso,para Vitorini ela quase estava nua,com praticamente toda as pernas a mostra,usava um pequeno e belo colar que não podia rivalizar com seus seios fartos,olhos azuis e presas sempre discretamente a mostra como uma predadora social que é,sua imagem trazia Vitorini lembranças de luxurias já esquecidas,o que o de certa forma o assustava.

Skarlet  estava com um homem que ele não reconhecia, de cabelos loiros quase brancos, terno e porte de um Ventrue,traços talvez italianos. Ele conversava com outras mulheres que com certeza estavam curiosas com o novo membro.

Uma delas era impossível de ignorar Matilde,uma musa em sua totalidade,mesmo Vitorini não sendo um artista de fato,ela o inspirava a ser,e a contar poesias,pintar quadros,ou tocar uma melodia para descrever tal beleza,ou mesmo petrificá-la para ela ser sua obra de arte mais bela em seu refugio.Ela usava um vestido preto que delineava suas curvas mas que nem de longe era vulgar como de Skarlet com bordados que lembrava o século XVIII,e um discreto decote,no colo levava um grande colar estilo turco de prata e pedras preciosas que rivalizavam com seus olhos verdes,e o perfume suave de seus cabelos negros e ondulados podia ser capturado pelo olfato aguçado de Vitorini . Ele desejava ir até a musa mas é preciso manter as aparências,e assim como no mar, os marinheiros devem-se manter longe do canto das sereias.

Assim que Vitorini passa pelo salão ele nota olhares discretos e familiares,a importância de Vitorini  deve ser menor a que do novo membro já que ele está tendo todas as atenções voltadas para ele.Mas isso não o incomoda.

─Comendador Vitorini!─Vitorini olha em direção do cumprimento e vê um homem de traços finos,cabelos loiros curtos,olhos castanhos extremamente claros quase amarelos,magro,alto e que usava roupas mais próximas da época de Vitorini.O Comendador conhecia bem “Barão Sebastiam”,um nobre inglês,dono de grandes propriedades e terrenos na cidade,assim como na Inglaterra,um membro de grande influência desde que chegou no século XVII.

─Barão Sebastian.─Vitorini estende sua mão.

─Ah quanto tempo?─Sebastian segura a mão de Vitorini retribuindo o gesto.

─Uns cem anos creio eu.

─O que estava fazendo todo esse tempo ?─ Sebastian solta a mão de Vitorini e mantém um olhar fixo.─Algum tipo de negócio importante?

─Decidi apenas descansar.─Vitorini diz como se fosse possível.

─Foram tempos conturbados meu caro.─Sebastian diz com expressão de desagrado.

─Sim,imagino.Nem acredito que ouve duas grandes guerras nesse meio tempo.

─Assustadoras.─Sebastian responde depois da um leve sorriso mas sem perder o ollhar sério.─mas lucrativas.

─A cidade está um caos la fora.E essas carruagens sem cavalos? Auto-moveis…─Vitorini diz com indignação.

─As coisas mudaram de forma estrondosamente rápidas.─Sebastian diz como se olhasse longe.─Mas se você quiser posso ajuda-lo a se adaptar.

Era engraçado ver um homem vestido completamente diferente dos demais do Elisio e das pessoas fora dele,com roupas e sotaque antigos,falando em se adaptar.O próprio Vitorini se vestia mais adequadamente apesar das cor vermelha incomum.

─Sim vamos ver isso.─Vitorini responde com um sorriso cordial.

Vitorini virado em direção a porta de entrada vê uma belíssima mulher a entrar,percebia que ela estava metodicamente arrumada,sua beleza era incomparável de uma jovem donzela germanica,ela não tinha o fino trato como as harpias,mas sua aparência sanava essas exigências,ela usava um vestido vermelho que brilhava a luz dos lustres chamando ainda mais a atenção,seus olhos verdes eram como pedras preciosas e seus cabelos loiros muito bem alinhados com seus traços delicados,se fosse mortal ele atravessaria os mares várias quantas vezes fosse para ver aqueles olhos novamente,Veronica era seu nome ela já a conhecia de tempos atrás,ela era uma jovem criança da noite,uma inventora amante das artes cientificas seus inventos foram úteis muitas vezes,sua inteligência igualava sua beleza se é que isso era possível. Veronica atravessa a porta de entrada chegando ao salão,ela timidamente sorri para Vitorini.Vitorini move sua cabeça em cumprimento e um leve sorrizo.

─Tenho assuntos a tratar com o Comendador.─Sebastian diz notando a inclinção de Vitorine a Veronica.─Seus negócios de exportações ainda está na ativa?

─Firme e forte.─Vitorini diz lembrando vagamente do relatório de Igor na carruagem.

─Então temos uma preocupação em comum.─Sebastian afirma com solidez.─Contatos meus me informaram que anarquistas tem agido em nas docas,e isso me preocupa.

─Se eles estiverem tramando contra nossos negócios,devem ser parados imediatamente,acredito que possam estar sendo usados por alguém,talvez pelo sabá ou outro.

─Foi bom ter me informado.─Vitorini diz pensativo.

─Pode contar com minha ajuda sobre esse assunto.─Sebastiam diz amigavelmente.─Se nos aliarmos podemos lidar com isso mais facilmente.E quem sabe fazer negócios além desses assuntos desagradáveis.

─Oh sim claro.─Vitorini afirma se preparando para se retirar.─Agora se me permite tenho que cumprimentar uma velha amiga.


 

Veronica sobe as escadas do Museu de Arte de Nova Orleans,ela nota que os carniçais olham para ela cometendo o erro de se distrair por tempo até demais.

“O que estão olhando seus sacos de sangue?”

Veronica não sorri ,não tem paciência para cordialidades inúteis,ainda mais com quem não quer cordialidade e sim outra coisa.

Ela sobe graciosamente pelas grandes escadarias usando um de seus saltos agulha  favoritos reluzentes de couro sintético,ela chega a porta,em frente aos carniçais encarregados de pegar armas dos recém chegados.

“Saiam da minha frente”

─Sem armas.─Veronica diz seca e diretamente aos dois carniçais encarregados pela segurança.

Eles a deixam passar,e porque não deixariam ela é um membro mais que confiável.

O salão está cheio,parece que todos os membros relevantes vieram em peso,exceto por Morgana uma harpia de mesmo clã que Veronica,que apesar disso as duas não tinham nada em comum.

Veronica admirando toda a beleza do salão,vê surpresa Henrique Vitorini um Toreador que a ajudou no passado antes de desaparecer a cem anos ou mais.

“O que será que ele andou fazendo todo esse tempo ?”

“Vamos tomar o sangue dele”

Pelo visto Vitorini já a admirava desde sua entrada,ela sorri como um cumprimento cordial,e ele retribui,acenando a cabeça.Ele está com um velho Ventrue  conhecido como Barão Sebastian um vampiro estagnado no tempo e amargurado com o progresso da tecnologia,algo patético para ela.Ele também  cumprimenta com um gesto e ela continua com um sorriso forçado.

As harpias estavam bajulando algum novato bonitão,Veronica preferia enfrentar o sol  ao viver como elas.Sempre preferiu se manter a margem dessas socializações,cheias de falsidades,e intrigas,mas nunca completamente fora.

Nota um outro estranho de cabelos negros e feições fortes,queixo cortado e ohar sedutor,um homem bonito. Ele usava roupas sociais simples e pretas,um padrão muito abaixo para ser notado pelas harpias,e olhava diretamente para ela.

“Quem é ele ?”

“Talvez ele queira  beber seu sangue e te matar,ou te matar e beber seu sangue,ou…”

─Olá Veronica .─Veronica olha, Vitorini já estava a sua frente.

“Esse homem de novo?”

─Oi.─Veronica tenta ser simpática.─Quanto tempo ?

─Ah muito tempo!

─Você não  achou uma cor melhor para ternos ?─Veronica diz olhando para seu terno vermelho, não percebia que estava sendo inconveniente.

─Foi o melhor que encontrei.─Vitorini responde não se sentindo constrangido.─Ainda não me acostumei com as vestimentas de hoje em dia.

“Pelo visto ele estava em torpor todo esse tempo”

“Quem é esse imbecil?”

─Já o conhecemos.─Veronica responde em baixo tom a irritante voz na sua cabeça.

Ela olha para Vitorini que finge não ouvir.

“Não esse aquele”

Ela olha para o lado  oposto e vê novamente o mesmo rapaz a olha-la diretamente.Quando ele nota que Veronica o percebeu da um meio sorriso para ela. Veronica tenta ignora-lo mas a curiosidade fala mais alto.

─Espere um segundo.─Veronica diz a Vitorini que já estava distraído com as obras de arte e musica.  

Veronica caminhava em direção do homem que a encarava  imaginando se o conhecia de alguma forma,ele estava sentado na penúltima mesa no canto sul do salão próximo a porta.

Veronica senta-se a mesa desinibidamente sem pedir permissão.

─Ola!

─Ola Veronica.─O rapaz responde.

“Ele te conhece ?”

─Notei que você me olhava todo esse tempo.─Veronica diz tentando ser menos mau humorada e mais carismática.─Nós nos conhecemos ?

─Como você não se lembra de mim ?─O estranho rapaz diz parecendo surpreso.─Ah estou decepcionado.

Veronica tenta se lembrar de algum envento ou local que poderia te-lo encontrado,mas não encontra  nada em sua mente.

“Ele é uma ilusão”

─De onde  eu te conheço?─Veronica diz confusa e escondendo sua irritação.

─É uma pena que você não se lembre de mim.─O rapaz diz tomando um gole da taça servida pelos garçons.─Porque eu me lembro muito bem de você.

─Como você se chama ?─Veronica responde ainda mais irritada com o tom sarcástico do rapaz.

─Me chame de Cassid.

O nome não faz nenhum sentido para as memórias de Veronica.

─Realmente eu não te conheço senhor Cassid.─Veronica diz olhando para ele com suspeita.─O que você quer  de mim ?

─Eu ?─Cassid diz com sarcasmo.─apenas que sejamos amigos.

“Vamos arrancar a cabeça dele”

─Não seria uma má idéia.─Veronica diz olhando para o lado.─Mas aqui no Elisio isso não seria permitido.

Cassid a olha com estranheza.

─O que ?

─Oh nada…err..Cassid.─Veronica tenta voltar ao assunto com Cassid.─Então me diga… o que quer?

─Como disse que podemos ser amigos.─Cassid fala mais sério.─Podemos nos beneficiar muito um com o outro.

Veronica detestava rodeios e meias palavras.

─Do que você está falando ? Porque logo eu ?

─Você é a queridinha do príncipe não é mesmo ?

─Como assim?─Veronica cerra os olhos ainda mais desconfiada.

─Eu sei muito sobre você Veronica.─Cassid diz tomando mais um gole da vitae servida.─Você é importante para o príncipe por causa dos seus serviços.

─Eu me interesso pelo seu trabalho.─Cassid continua─E eu posso pagar bem…

─Não me interesso por dinheiro.─Veronica o interrope─E eu quero que você chegue logo ao ponto.

─Aqui não é o melhor lugar pra isso.

─Porque não ?

─Ah muitos ouvidos aqui. Podemos nos encontrar onde quiser la fora.

Pelo visto Cassid não conhece bem o Elisio,e suas várias salas e corredores disponíveis para conversar assuntos pessoais longe da audição aguçada de muitos membros.

“Cara irritante”

─Huum,vou pensar no assunto.─Veronica diz─Antes tenho uma audiência com o príncipe.

─Tudo bem eu espero.─Cassid diz se acomodando mais na cadeira e sorrindo.─Não va falar mau de mim para ele ein.

“Que imbecil”


Cassandra estaciona próximo ao Museu de Arte de Nova Orleans.Conor “Quebra Ossos” não disse uma palavra todo caminho,mas Cassandra não estranha eles não são amigos somente irmãos de clã,e isso normalmente não significa muita coisa,as vezes até não significa nada,mas em tempos de crise o clã deve se manter unido ou os demais membros que gostariam de chutar os brujah começariam a ter a coragem para faze-lo.

Os dois saem quase ao mesmo tempo do carro,o vento balança os longos cabelos negros de Cassandra,a região do City Park a noite é muito vazia,e parece que venta mais do que o normal.Os dois seguem sem mal se olhar para o Museu,Conor com as mãos na jaqueta e olhar ameaçador faz os guardas carniçais ficarem atentos,Cassandra  até então estava despreocupada. Eles passam pelos primeiros guardas e sobem as escadas onde já se podiam ouvir o som abafado do Elisio,eles passam pelas escadas e Conor deixa suas armas com os porteiros.

O salão estava impecavelmente decorado e a acústica era excelente,parecia que as ondas sonoras fluíam como água de um rio ,Cassandra e Conor não gostavam de musica clássica,Conor nunca fora da alta sociedade e Cassandra apesar de ter nascido nobre odiava as festividades de sua época preferindo viver entre os bandoleiros e piratas, ambos preferiam musicas mais populares ou plebéias como chamavam antes,mas mesmo assim os Toreadores conseguiam fazer musicas muito boas,ou pelo menos suas presenças enganavam bem,apesar da proibição do Elisio sobre o uso de diciplinas, a verdade era que poderes sociais sempre foram toleradas se fossem usadas de forma sutil,assim como auspicius e outras diciplinas difíceis de se perceber,raramente alguém fora punido pelo uso de diciplinas no Elisio a não ser neófitos inconseqüentes.

Ninguém reparou na chegada dos dois ou foram deliberadamente ignorados,pouco importava para Cassandra e Conor que  não estavam para festas ,não tinham o que comemorar enquanto brujahs poderiam estar sendo vitimados por alguém da própria Camarilla.

Havia duas fileiras de mesas com quatro cadeiras cada, seguindo pelas laterais do salão.Cassandra e Conor se sentam na ultima mesa da esquerda próximo a porta de entrada,assim que se acomodam  Cassandra pede uma bebida com rum e Conor com conhaque,eles notam o desaparecido Toreador Vitorini vestindo um espalhafatoso terno vermelho seu porte de um típico inglês “engomadinho”,cabelos loiros presos, olhos azuis e barba por fazer,ele conversava com Veronica uma bela cientista malkaviana e queridinha do principe,do outro lado e rodeado das futriqueiras harpias o famoso Arconte Edward Crowley que usava um terno preto azulado cabelos loiros quase brancos curtos,olhos azuis como um típico europeu,ele abraçava Skarlet uma harpia que de beleza tinha de malicia,que deixava obvio que ela não deixaria um Arconte a mercê das suas rivais.

─Noite tranqüila não ?─Um senhor que aparentava ter uns sessenta anos careca e com sobretudo pesado senta-se na mesa a frente de Cassandra.

─Quem é você ?─Cassandra pergunta sorrindo com a audácia do recém chegado.

─Ora senhorita Cassandra,pensei que séculos de convivência partilhando a cidade fariam eu mais reconhecível mesmo disfarçado com a minha antiga aparência.

─Boca de Estrume.─Conor diz sem perceber que ofendia o Nosferatu,que fez uma cara odiosa para ele.

─Nicolay.─Cassandra diz.─Como estão os estudos no seu esgoto.

─Rotineiramente bons.─Nicolay diz satisfeito pelo respeito de Cassandra.─Sempre a muito o que aprender.

─Então souberam da criança queimada.─Nicolay continuou.

Cassandra e Conor se entre olham.

─Que garota ?─Cassandra toma a frente.

─Jessica oras.─Nicolay diz pegando uma taça de um garçom que passava.─Lazarus me disse,que onde ocorreu o suposto interrogatório de um delegado e abutre havia restos de uma cadeira queimada e muitas cinzas se é que me entendem.

O copo de conhaque e sangue na mão de Conor se quebra,parece que mesmo depois de séculos ele não consegue controlar sua força.

─Um desses malditos estão encobrindo um ao outro com certeza.─Conor diz segurando sua raiva.

─O príncipe sabe disso?─Cassandra pergunta a Nicolay.

─Não faço idéia.─Nicolay da de ombros.

O garçom chega pra limpar a mesa e Conor pede outro copo.

─Eu não duvido que esse desgraçado saiba.─Conor diz.─Para ele é apenas um lambedor a menos.

─Que será esse tal pronunciamento ?─Cassandra pergunta.

─Ah provavelmente sobre a chegada do Arconte a cidade.─Nicolay diz olhando para a direção de Edward e cospe no chão com certo desgosto.─Uma forma de deixar seus súditos na linha obviamente.

─Nunca gostei desses intrusos que vem fazer perguntas inconvenientes,procurando cada traço de algo que eles chamem de crime, simplesmente para se promover para os Justicares.─Nicolay continua com sua indignação─Nada de bom ou útil para cidade virá disso posso dizer.

─E a volta do Comendador me é estranha.─Conor diz dando um gole no conhaque.─Estão reunindo lambe botas? Para que ?

─Me é estranha também, tantos lugares para o antigo corsário viajar.─Nicolay diz.─Logo aqui ?

─Pelo visto as coisas vão ficar interessantes nessa cidade.─Cassandra diz com preocupação e entusiasmo,olhando seu copo de rum.


Noite após noite,cidade após cidade,século após século, o Elisio parecia o mesmo.Claro que cada local escolhido para ser o Elisio tem seu tom e aparências únicas,mas essencialmente sempre é igual. Membros da alta sociedade vampirica se reúnem em um hipócrita e sínica “confraternização”,vampiros jovens vem para conhecer os mais velhos ao qual invejam,e os velhos vem para afirmar sua posição porque temem perde-la,as harpias ficam entre eles e os julgam de acordo com sua conveniência,ninguém aqui vem por amizades ou encontrar alguém para o matrimonio como os mortais. Não. Mesmo com todos os argumentos dos toreadores sobre a arte e confraternização,ou ventrue sobre alianças e negócios a verdade é que nós viemos simplesmente para  mostrar que ainda existem e são importantes. Sem o Elisio talvez a Camarilla já teria entrado em colapso,portanto o Elisio é um dos pilares centrais da seita onde todo o status,informação,alianças,e acordos giram.

E é no Elisio que Edward dará seu primeiro passo,assim como ele fez em outras cidades,pois é aqui que sua autoridade passa a valer,apesar de muitos arcontes preferirem ser ocultos para capturar criminosos mais facilmente,Edward não acha essa uma pratica muito saudável,já que muitos desses já encontraram a morte final por membros que não sabiam com quem estavam se metendo,ele prefere mostrar a todos que o Arconte mais experiente de Madame Guill está na cidade,assim todos saberão quem ele é,e pensariam duas vezes antes de atentar contra sua vida. Claro que isso abria brecha para que o sabá saiba de sua importância mas ele não teme,a não vida sem perigo cai em tédio e autodestruição.

Edward se sentia confortável naquele ambiente,meia dúzia de olhares não incomodava o produtor de filmes para adultos mais famoso do ocidente,motivo por qual o chamavam de Arconte luxurioso,mas não somente por isso.

Edward por mais que a morte o ceifara muito dos prazeres mortais,jamais conseguiu deixar seu apetite sexual desaparecesse com a vida,a luxuria era uma arte e uma parte da vida que ele não queria abrir mão,mas ao contrário dos membros que fingem a luxuria como uma teia para se alimentar, Edward se alimentava da própria luxuria,ele descobriu formas de expandir as paixões sexuais através das nuances vampiricas,como o êxtase da mordida,a vitae,e a Presença,o que faz o desejo e o prazer se intensifiquem de tal forma que muitos mortais se prenderiam a ele viciados,e realmente o fazem,para ele os vampiros são filhos desgarrados da luxuria.É por isso que é conhecido como Arconte Luxurioso.

Ao seu lado estava uma “apetitosamente” bela e sedutora dama ruiva,aparentava estar aos vinte anos,de seios fartos e pernas longas,em um vestido vinho que delineava perfeitamente seu corpo, que fazia Edward desejar tira-lo com sua velocidade sobrenatural,sua boca era chamativa como uma suculenta maçã do éden repleta de pecados,e seus olhos mostravam que ela e Edward tinha algo em comum em sua malicia,Skarlet era uma vampira que exalava pecado,e isso a fazia um alvo para os desejos de Edward.Era difícil encontrar membros que ainda sabiam usar sua sexualidade,e mais difícil ainda os que faziam porque gostavam disso e Skarlet parecia que gostava e que ansiava por isso.

Ele a segurava pela sua fina cintura,ao toca-la sentia a besta se debater em seu âmago,seu cheiro era hipnotizador,mas não saia da sua mente como sua vitae deve ser divinamente saborosa.

Edward estava com mais duas membros.A sua frente no centro estava Sophie, uma mulher de aspecto italiano,de cabelos castanhos escuros em coque onde caia caixos como uma princesa,boca lisa e suave,e olhar firme de uma rainha,seu vestido verde esmeralda combinava com seu colar e usava em seu braço esquerdo uma armadura prateada,o que dava mais imponência a ela,uma imponência que Edward adoraria ver desmoronando em sua cama,ele sabia bem que nenhum orgulho era forte o bastante para o prazer que ele poderia dar, seria uma conquista interessante vê-la implorando por mais,como já fez com baronesas do passado.

 A esquerda a frente estava Matilde,uma espanhola que em sua beleza ele sentia pesar naquele salão,seus cabelos negros cacheados ,lábios carnudos e rosados como uma flor de uma donzela ao desabrochar de sua mocidade,olhos azuis como uma lagoa virgem,seios perfeitamente alinhados e redondos como se Afrodite os tivesse feito de seus moldes, cada movimento,sorriso e palavra era notado,Edward quase se sentia culpado ao imagina-la desnuda a gritos sendo sugada a vitae entre as pernas ,em uma noite de selvagem prazer.Deflorar uma musa talvez seja feito apenas dos deuses,e o que seria mais importante  do que tomar o lugar de um deus.

Duas harpias e uma rainha mercante,poderiam ser úteis para ele ou sua ruína se fosse descuidado. Mesmo com seus encantos irresistíveis um vampiro pode ser mortal e traiçoeiro como uma planta venenosa com a mosca.O prazer deve ser usado com inteligência e não com tara tola,é por isso homens são dominados cegamente e reis perderam tronos.A não ser sua amada Luna ninguém mais é confiável.Porém das três Skarlet era seu alvo principal no momento não só porque ambos se interessaram pelo outro assim que Edward chegou,mas porque uma harpia pode ser uma peça importante através delas corre o status dos membros, sua língua pode derrubar qualquer um inclusive príncipes,além de saber de tudo que se passa nas cortes.

Elas faziam uma série de perguntas desinteressantes que em todo Elisio que Edward já fora se repetia,ele respondia a todas com um sorriso e olhar sedutor,algumas risadas…Logo o príncipe deve se pronunciar…

─É facinante senhor Edward─Matilde dizia com curiosidade─Ouvi muito sobre Madame Guill e como ela intimidou os principes da costa oeste,ela tem um poder de persuasão incrível,ela realmente usa sua influência como uma arte.

─Sim é espantoso.─Disse Edward─Aprendi algumas coisas com ela,uma delas é que devemos saber usar nossa autoridade sem temer represálias ,a lei deve ser cumprida por todos sem diferenças.

─Claro talvez nem todos, belas damas como as senhoras podem tudo certamente.─Edward conclui rindo e da um gole na taça.

Todos riem

─Certamente meu amor.─Skarlet diz passando a mão eu seu queixo.

─Eu sei que podemos confiar nos seus serviços aqui senhor Arconte.─Sophie diz─Com certeza a algo de errado nessa cidade para que tantos incômodos tenham se instalado,alguém envolvido talvez,essa cidade já foi alvo de tantas traições.

─Por favor mais uma vez chame de Edward.─Edward insiste─Você me faz sentir como um mero operário.

─Oh me perdoe Edward,jamais foi minha intenção,apenas queria respeitar sua posição.

─Não há o que perdoar.─Edward diz com um meio sorriso─Como disse belas damas como vocês podem tudo.

─Você aprecia arte Edward?─Matilde pergunta.

─Ah claro que sim!─Principalmente pelo teatro e cinema─Claro que a senhorita conhece meus filmes.

─Já ouvi falar.─Matilde diz escondendo o constrangimento.─Eu sou adepta das artes antigas,mas reconheço que a muito de belo e profundo nas artes modernas,ainda mais envolvendo o fascinante ritual que é o sexo.

─Você nem imagina.─Edward diz fitando-a deixando Matilde ainda mais constrangida.Ela parece uma membro dos tempos quando o mundo era católico e as mulheres mau sabiam a arte da luxuria,pelo menos não como hoje,ele adora constranger vampiras que não sabem lidar muito bem com o sexo livre,mas sabia que era uma falsa inocência,pois sabia o que elas era realmente capazes de fazer.

─Eu amo a arte moderna─Skarlet diz─E a fama de Edward mostra o que ele é um grande artista. Podemos aprender muito um com outro,não é meu amor?

Mesmo que isso não seja,para Edward foi o convite suficiente,e não agüentava mais esperar,Skarlet esquentava seu sangue e sua fome interior.Ele a aperta em sua cintura.

─Mas é claro que sim.─Edward se apronta para sair─Senhoritas se me permitem…

Edward sai com Skarlet do salão,indo para segunda porta lateral leste ,eles passam por uma grande sala de exposição de arte do seculo XVII,entrando em mais uma porta seguindo até um salão de auditório,o palco estava todo decorado com poltronas vermelhas de algum evento que ouve ali durante o dia.Não havia ninguém apenas um segurança na porta,Edward se vira para ele e fita-o nos olhos.

─Não quero ser incomodado.─O carniçal entende bem e fecha a porta.

Assim que a porta se fecha e Edward se vira.Skarlet estava no centro do auditório deitada em um sofá que combinava com seu vestido e cabelos ruivos.Edward sorri,e desce as escadas lentamente admirando toda aquela beleza assassina,ele desabotoa  o palitó e joga em direção das cadeiras ao lado,Skarlet morde os lábios cortando-os e deixando a deliciosa vitae caia pela boca,a besta estremece dentro de Edward mas ele se controla. Ele retira rapidamente sua camisa,seu corpo corado pelo sangue que ele agora fazia correr o deixava como o rapaz que fora a tantos seculos,enquanto ela abria mais seu colo para ele como uma virgem esperando ser tomada,os dois franziam os olhos como dois felinos prestes a se atacar,ele chega ao auditório,admirando o corpo de Skarlet deitado como se estivesse posando para um pintor apaixonado,dava para ver o sangue correr pelas veias de suas coxas agora rosadas e pés delicados,o clima entre os dois queimava como o sol,o sangue fervia e borbulhava,os dois pareciam respirar de tesão,mas era a besta que queria sair com a paixão a flor da pele. Qualquer ato errado poderia causar um frenesi,cada segundo era precioso,até que Edward da um salto como um tigre e a agarra derrubando o sofá e fazendo os dois rolarem pelo carpete macio. Uma esplosão de prazer atinge os dois assim que Edward a toca em sua flor de prazer entre suas delicadas pernas e lambe os seus lábios a prazerosa vitae,ela morde levemente  a língua de Edward sentindo aquele liquido fervilhante em sua boca. Ambos se beijam como dois amantes de contos proibidos,Edward a vira e a penetra,a segurando pelos seios ele a levanta e morde seu pescoço,ela grita de satisfação e ele rosna junto com a sua besta em um quase frenesi.

Durante a noite fria em uma festa oculta,o auditório solitário presencia a intensa paixão de dois monstros…


 

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Welcome to your campaign!
A blog for your campaign

Wondering how to get started? Here are a few tips:

1. Invite your players

Invite them with either their email address or their Obsidian Portal username.

2. Edit your home page

Make a few changes to the home page and give people an idea of what your campaign is about. That will let people know you’re serious and not just playing with the system.

3. Choose a theme

If you want to set a specific mood for your campaign, we have several backgrounds to choose from. Accentuate it by creating a top banner image.

4. Create some NPCs

Characters form the core of every campaign, so take a few minutes to list out the major NPCs in your campaign.

A quick tip: The “+” icon in the top right of every section is how to add a new item, whether it’s a new character or adventure log post, or anything else.

5. Write your first Adventure Log post

The adventure log is where you list the sessions and adventures your party has been on, but for now, we suggest doing a very light “story so far” post. Just give a brief overview of what the party has done up to this point. After each future session, create a new post detailing that night’s adventures.

One final tip: Don’t stress about making your Obsidian Portal campaign look perfect. Instead, just make it work for you and your group. If everyone is having fun, then you’re using Obsidian Portal exactly as it was designed, even if your adventure log isn’t always up to date or your characters don’t all have portrait pictures.

That’s it! The rest is up to your and your players.

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