A Guerra Oculta (Vampiro A Mascara)

Sessão 1

Romance

 

Cena 1 :O Chamado

 

Eward Crowley

Sexta Feira,dia 15 de julho de 2006,Nova Orleans ,8h50pm
 Hotel The Ritz-Carlton,Nova Orleans.

 

O céu está nublado, a lua cheia. A mesma lua que o iluminou nos tempos da gloriosa Roma agora o ilumina nesses tempos caóticos de modernidade.

O frio de outono de Nova Orleans não incomodava Edward mesmo ele estando nu diante a grande janela da cobertura do hotel cinco estrelas do centro da cidade.  Seu pensamento estava longe ,pairava sobre a carta que Madame Guill o avia enviado,mesmo nesses tempos de mensagens digitais,o que era ousado,mas um forma de ter menos chances de ser descoberta. Afinal havia mais pessoas diante de um computador  procurando informações na tal rede do que procurando roubar correspondências. Era uma carta em papel de uns séculos atrás e letras escrita a mão,muito bem adornada e com um perfume dos campos da antiga Galia como ele conhecia junto ao seu próprio perfume estonteante, dava até um pequeno receio de destrui-la se não fosse a recomendação final.

“Querido Edward seu sucesso na ultima cidade foi o suficiente para escolhe-lo para a próxima missão.Não só por isso,mas por ser o Arconte mais antigo e experiente que eu tenho em minha disposição. Sua nova morada temporária será em Nova Orleans,o príncipe Alexander a muito tempo não tem respeitado as decisões do circulo interno e governado a seu bel prazer. Fato que faz a cidade se encontrar no caos que está hoje. Sua missão será acabar com seu reinado o quanto antes,se não for pela lei,que seja pela política,ou por meios físicos,mas que sua missão seja sutil e não traga problemas para nós. Não temos pressa para que a missão seja comprida mas que seja feita o quanto antes.”Recomendo que destrua essa carta assim que Le-la

Ass: Madame Guill a Justicar

 

Enquanto pensava na complexidade da missão,dois braços finos e milimetricamente delineados e delicados passavam por suas costas e acariciavam seu tórax,e uma língua úmida corriam pelo seu pescoço como se um predador da noite estivesse preparando um bote sangrento,e ele não duvidava que Luna não estivesse pensando nisso no fundo de seu âmago bestial,disfarçado de caricias. Ele não se preocupava pois ele sabia que ela o amava assim como ele a amava,um amor sombrio e viciante banhado em sangue e luxuria,mas ainda sim amor,e ela jamais o trairia ou tentaria roubar-lhe seus mais de um milênio de idade.

─Agora que estamos aqui o que você pensa em fazer nessa cidade meu amor?

Sua voz doce o acalmava e tirava das preocupações vindouras.

─Nada demais negócios─ Edward  segura seus braços forçando-a ficar mais pressionado a seu corpo  frio -além de impor a lei nessa cidade entre as crias da noite como deve ser,algo te preocupa?

─Não,pelo contrário, essa cidade e sua arquitetura franco─espanhola me fascina.Adoraria vê-lo reinar nessa cidade.Meu mestre.

─E eu irei em breve─ Edward beija a mão de Luna e da uma pequena mordida para sentir o prazeroso gosto de seu sangue mais uma vez,ela emite um gemido de prazer o que faz tremer a sua besta interior dentro da jaula de sua mente, ele sorve aquele liquido luxuriosamente divino. Somente Baco poderia criar tal prazer,ele se vira afim de toma-la mais uma vez,e vê seu perfeito corpo nu como uma escultura de uma deusa antiga ao mesmo tempo frágil ,Edward segura forte em seus seios com suas duas mãos, mandíbula e dentes a mostra só consegue pensar em se deleitar naquele vinho de luxuria.

Alguém bate a porta os distraindo,se fosse em tempos mais antigos isso poderia singnificar a morte,mas os tempos de hoje o respeito a autoridades é menor,e Edward já estava bem alimentado para isso.

─Senhor chegou uma carta importante─ o carniçal diz como se esperasse uma resposa de dentro do quarto─ está escrito na borda ser de Luciam.

A carta passa por de baixo da porta Luna pega a carta. Seu corpo se move perfeitamente para ele,nada nela parecia imperfeito ou fora de medida .

─De Luciam para Edward─ ela diz olhando para carta com curiosidade.

─O carniçal do príncipe─ Edward diz sanando sua curiosidade,ele a abraça e pega a carta de sua mão abrino-a. A carta era simples mas tinha o brasão do príncipe carimbado como em séculos atrás.

"Ilustre Arconte Edward Crowley ,ficamos felizes com a sua vinda. Todo membro que vier auxiliar-nos para a imposição da lei e da ordem para o bem da Mascara é totalmente bem vindo. Esperamos que venha ao Elisio para a sua apresentação a todos da cidade hoje as dez horas da noite(10hpm)."

"Desde já grato Ass:Alexander Lancaster"

  

Edward sabia que a carta era uma forma de mostrar a ele que Alexander sabia que ele estava na cidade e estava de olho nele.Uma forma de demonstrar poder e intimidação de alguns príncipes.Mas isso não o preocupava já que havia vindo de avião como qualquer pessoa comum,e se quisesse realmente chegar sem ser notado o teria feito,isso pode significar que ele pode estar intimidado com a sua presença na cidade.Mas que com certeza Edward não terá muito sossego.

─Já são nove horas meu amor ─ digo a Luna,cheirando seu pescoço e seu perfumado cabelo ─ não quero chegar atrasado e demonstrar fraqueza aos membros do Elisio.Mas também desejo ficar aqui e esquecer da minha existência ao seu lado,nada realmente me importa,a não ser me deleitar no seu corpo banhado ao vinho de Baco até as noites finais.

Ele a morde na jugular, um jato de prazer jorra de dentro, ele a aperta forte e ela grita. Cheiro,sabor,tato tudo se aguça, Edward depois de alguns goles a joga na cama já muito pintada de sangue dos dois por noites anteriores ,ele a encara apenas desejando devora-la como um animal selvagem.


 

Cassandra

Sexta Feira,dia 15 de julho de 2006,8hpm
rua  Bourbon, French Quarter.

 

Em um carro razoavelmente luxuoso Cassandra relaxa no banco do passageiro,ao lado um homem bonito de cabelos negros,e roupas casuais adormecido pelo êxtase,ela limpa a boca com um papel toalha e observa as ruas movimentadas do Quarteirão Francês.A noite fria e calma em Nova Orleans,mas no quarteirão francês ela se torna quente e agitada,apesar de seu estilo franco-espanhol,o French Quarter é pulsante com os sons, movimentos e musica incessante,a vida pulsa aqui mais do que em qualquer lugar da cidade.Encontros,paixões,brigas,risadas,drogas e sexo tudo acontece no quarteirão francês. Um paraíso para os vivos e para os mortos-vivos,com becos,gritos abafados,muitos turistas e muitos deles entorpecidos,muitas boates,e locais para se esconder. Tudo isso faz o quarteirão francês uma grande área de caça e um ponto de encontro de vampiros,entre esses pontos a boate Nerfetiti é um curral favorito do clã brujah e vampiros neófitos que desejam se divertir e se alimentar longe do pomposo Elisio e seus anciões decrépitos.

E Cassandra sabe muito bem disso,ela conhece cada parte desse quarteirão,que na verdade consiste em vários quarteirões ,ela o viu nascer e crescer ,viu seu promissor futuro nos anos a frente,graças a ela essa região é o que é,dona da primeiro bordel,até dominar a maioria das boates e clubes a fez ser conhecida como “A Senhora da Noite”, e ela sabe que é mesmo não só por isso mas por ser a que mantém a ordem no clã brujah e na região,qualquer baderna e destruição causadas por vampiros inconseqüentes poderia abalar os negócios muito mais do que uma briga de bêbados,ou de gangues.

Assim é e assim deve ser.

O carro chega em frente o casarão com um letreiro vermelho piscante “Nefertiti nigth club”,ela deixa o carro em direção a sua boate favorita,aqui é onde ela gosta de organizar  tudo,ela vê pessoas na fila de entrada,pelo horário a boate abriu a pouco tempo. Mesmo vestindo um terno feminino comportado até demais para o local,seu corpo escultural de uma mulher guerreira de séculos passados,cabelos longos e negros,e olhos escuros e olhar desapegado com o mundo ao redor,a faz ser uma mulher difícil de ser ignorada,passando pelos os olhares ela chega a porta principal onde o segurança a deixa passar sem problemas a cumprimentando.

Musica,luzes e movimento, a boate tem uma arquitetura semelhante a uma casa francesa do século XVII,escadas laterais levam aos camarotes e partes administrativas,bares em ambos os lados e um palco com DJs a frente ,ela para por um momento,e gosta do que vê. Muitas pessoas dançando, se embriagando, e se divertindo,como sempre foi em várias épocas as pessoas vem para esquecer das suas vidas por alguns momentos,infelizmente ela não tem a mesma sorte, a eternidade traz certezas que são difíceis de esquecer em algumas horas ou noites.Cassandra passa pela multidão em êxtase pela musica e drogas,a altura do som não a perturba já que seus estabelecimentos tem a acústica planejada para os membros,mesmo os que tem sentidos muito aguçados como os dela,alguns rapazes audazes ou bêbados demais tentam tolamente chamar sua atenção em vão,ela sobe a escada lateral esquerda passando por dois seguranças ,vai para um corredor oposto ao camarote entrando em uma porta,onde sobe mais uma escada que a leva ao terceiro andar,onde fica seu escritório.

Cassandra chega em sua sala de trabalho,ela prefere administrar todo o seu domínio por conta própria,não confia em carniçais e muito menos em outros vampiros,claro que grande parte é administrada por mortais,mas as decisões finais sempre vem dela.

Assim que ela chega a sua mesa vê uma carta em cima de documentos,algo tão incomum que da pra saber de onde veio. E estava certa. A carta veio  do Principe e era um chamado ao Elisio.

"Para:Cassandra

De:Luciam

Cara Cassandra Bitencur,nos a convidamos para comparecer ao Grande Museu de Arte no dia 15 de Julho de 2016,para estar presente ao importante pronunciamento do príncipe Alexander Lancaster e para apreciar suas festividades.Sua presença é muito importante.

Desde já grato: Ass: Luciam"

 

Assim que Cassandra le a carta,ela ouve passos pesados e um bater na porta.

─Entre.─ Cassandra diz escondendo a carta em uma gaveta qualquer.

─Chefe um homem chamado Conor quer falar com a senhora. ─O segurança diz rapidamente de forma mau educada,mas Cassandra não contratou homens educados.

─Diga a ele para entrar.─Cassandra responde sem tirar os olhos dos papeis em sua mesa.

A porta se fecha em um baque,e logo depois um homem alto de mais ou menos um metro e noventa usando camisa branca e jaqueta de couro marrom ,calças jeans e sapatos militares.Ele possuía um grande relógio no braço e cigarro na boca,cabelos curtos e negros e costeletas dos anos cinqüenta.Conor conhecido como “Quebra Ossos” não tinha a cara de muitos amigos mas sempre foi assim desde que ela o conheceu.Ele não costuma ir a boate a não ser por problemas que ele tenha,e a muito tempo não faziam acordo.

─Sente-se ─Cassandra diz de forma seca,como se estivesse muito ocupada para conversas.

─Acredito que está sabendo dos acontecimentos ? ─ Conor diz enquanto se senta na cadeira a frente.

─Você diz do problemas dos anarquistas ?

─Sim.

─Sim algumas coisas e daí ?

─E daí? ─Conor diz com indignação ─ E daí que o nosso clã é o primeiro a sofrer com isso. O príncipe está reforçando sua autoridade facista com os mais fracos usando seus delegados ele contratou aquele tremere abutre para interroga-los…

─E o que eu tenho haver com isso ? ─ Cassandra responde cortando a fala de Conor ─ Esse papo adolescente de facista não me comove,você sabe que nossos neófitos são realmente baderneiros e podem estar envolvidos nisso,se investigando-os irá resolver o problema pouco importa para mim e…

─E você apóia que o príncipe use o clã dos feiticeiros para estuprar a mente das nossas crianças ?─Conor diz contendo se para não berrar,e bate a palma na mesa,sorte que a mesa é pesada o suficiente para que ele não a vire. ─ Você só pode estar de bricadeira…

A besta rosna dentro de Cassandra depois do show de Conor,e como revide faz o mesmo que “Quebra Ossos” e a mesa por pouco não quebra.

─Você é que está de brincadeira vindo em meu refugio e me fazendo perder tempo com assuntos de criança. Se não tiver nada de melhor para me dizer muito obrigado mas pode se retirar.

Conor se levanta rapidamente jogando a cadeira para o lado,se vira em direção a porta mas antes de chegar a saída,ele vira e aponta o dedo para Cassandra e diz:

─Tudo bem  se não se importa com o que acontece com nosso clã,mas não me procure quando o autoritarismo do príncipe chegar no seus negócios.

─Espere ─ Cassandra diz antes que Conor se vire em direção a porta.─Eu posso ver isso mais de perto,se te preocupa tanto assim…Então você só sabe disso o abutre investigando neófitos ?

─Não só neófitos mas apenas neófitos Brujah até agora─ Conor se volta próximo a mesa mas não se senta.─e o pior, ontem  Jessica  uma neófito recém chegada foi interrogada por Cornelius abutre e até então está desaparecida.Não é muito tempo eu sei, mas ela tinha um trabalho para mim, todos os que contatei não a viram,e isso me cheira muito mal.

Cassandra franze a testa e olha fixo para Conor.Ela não costuma se preocupar com assuntos triviais ou com a mania de seu clã com ideologias malucas,mas sempre detestou injustiças,se Conor tivesse pulado todo aquele discurso e dito sobre isso já a teria convencido.

─Então vamos ver isso mais a fundo─Cassandra diz vendo que Conor dava sinal de satisfação.─Vou conversar com o príncipe pessoalmente.Você recebeu essa carta ?

Cassandra retira o convite da gaveta.

─Sim,aquele cínico teve a audácia de me chamar.

─Tudo bem,então vamos.─Cassandra se levanta como se tivesse deixado suas tarefas para depois e passa por Conor em direção a saída.─No meu ou no seu carro ?

Conor a segue.

─No seu.


 

Henrique Vitorini

Sexta Feira,15 de julho de 2006,8hpm
sub-solo de Equest Farm

 

A vitae saborosa desse pela garganta seca mais uma vez…

Fome…

O monstro abre seus olhos,em um atimo de segundo, ele agarra a mão  a meio metro acima de sua boca…

“Eu quero mais” a besta ruge.

O homem com a bolsa de sangue se assusta e grita,ele não esperava essa reação assustadora,ele tenta tirar o braço sem sucesso. A besta é forte demais.

Jhon fica paralizado de medo vendo suas costas pressionadas na parede pelo medo daquela situação aterradora,isso não era pra ter acontecido. “ Luciam disse que seria tarefa simples”

Desesperado Tomas tira sua arma do coldre e atira no momento que a criatura pálida,seca e de olhos brancos,levantava do sarcófago de pedra e avançava em sua direção. Em vão…

A criatura bate Tomas na parede segurando sua cabeça e ombros abrindo caminho para sua jugular,a força do monstro é tão forte que Tomas desacorda,a sedenta criatura crava seus dentes em sua vitima quase dilacerando seu pescoço,com pouco mais de força poderia arrancar sua cabeça fora.

Jhon treme, sem perceber urina nas calças jeans ,a arma cai no chão e com o barulho ele sai de seu medo o suficiente para correr.Ele chega no corredor e vê Igor no final segurando a porta.

“Graças a deus”.

Antes de Jhon conseguir se banhar com qualquer tipo de esperança,ele sente um puxão,não só um simples puxão,mas o puxão que o manda de volta para sala dentro do sarcófago. A criatura em trapos, pálida e magra se vira para ele.

─NÃO…POR FAVOR NÃO …PELO AMOR DE DEUS

Gritos de desespero e terror ecoavam pelos corredores subterrâneos do haras,nenhum trabalhador que la por anos prestou seus serviços sonhava que havia tal monstro adormecido ali.

Igor assustado, mas ainda sim com coragem segura a porta do lado de fora.Seu medo ainda o faz olhar para dentro dos corredores como um garoto assustado,pronto para trancar e fugir caso o vampiro ainda saia com a fome arrasadora,não que isso o prenda depois de ver o rapaz sendo arremessado para dentro da sala.

Ele espera por quinze intermináveis minutos,somente  um silencio inquietante e talvez arrastar de pés ou corpos Igor não sabe dizer,nada mais.

Já deu vinte minutos, a criatura está acordada, as instruções de Alexander foram claras.Aqueles dois pobres homens eram descartáveis para seres como Alexander ou ele,apenas utilitários ou alimento as vezes os dois. Eram incompetentes,pobre Jhon era tão jovem,estava terminando a faculdade,bem …isso não importava mais,pelo menos eu não sou como eles e isso nunca acontecerá comigo,eu me mataria antes a desapontar Charry ou Alexander.

Enquanto pensava no que fazer Igor ouve um grito da sala.

─Serviçais? Alguém ?

Igor corre para sala,o medo o apertava,mas tinha que fazer o trabalho.

Ele entra na sala os corpos estão atrás do sarcófago completamente sem sangue.

─Senhor ─Igor fala nervosamente─o príncipe me enviou para  acorda-lo senhor.

A criatura agora parecia mais com o homem que fora antes de morrer do que um monstro assassino,caucasiano,loiro e com barba por fazer,alto,usando roupas da nobresa inglesa  ou algo do tipo completamente podres e se desfaziam ao menor toque. Ele aparentava estar confuso,quem sabia quanto tempo passou nessa cripta estranha oculta em um haras centenário.

─Em que ano nós estamos homem ?─Vitorini fala indignado e curioso.

O vampiro tem um sotaque fortemente inglês dos filmes medievais ou coisa parecida Igor pensa.

─Estamos em 2016 senhor─Igor responde ainda desconcertado depois de ver o olhar de reação do vampiro.─O príncipe o requisita a…

─Preciso de roupas─O vampiro diz se vendo em trapos comidos pelo tempo─Me arrume roupas!

Igor corre para o fim do corredor,como pode se distrair dessa forma? Ele deixou as roupas atrás da porta,a cena daqueles dois pobres homens sendo sacrificados o fizera esquecer.

Igor volta com  ternos extremamente caros e de vários tipos,assim como as calças e sapatos todos cortesia do príncipe,pelo dinheiro gasto com ele com certeza esse senhor deve ser importante.

─Aqui está senhor─Igor gagueja ao ver o olhar confuso e consternado.

─Então é isso que se usa nos tempos atuais? Quanto mau gosto…

Igor fica parado sem palavras.

Vitorini pega um terno vermelho ,provavelmente escolhe pela semelhança da cor dos trapos usados. Igor o ajuda a se vestir,com medo de seu olhar de insatisfação.

─Isso irá servir,por hora.

Vitorini fica bem no terno como se tivessem feito sob medida, mas Igor jamais escolheria essa cor.

─O que espera homem ?─Vitorini pergunta ainda indignado e inconformado─Traga a carruagem! Me leve ao príncipe!

─Ah sim senhor ─Igor entende,esse vampiro realmente dormiu por tempo demais─Vamos,irei leva-lo.

Será difícil explicar…


 

Veronica

Sexta Feira,15 de julho de 2006,8hpm
Garden District,Nova Orleans

 

Veronica acorda o sono dos mortos,um pouco irritada já que o sono dos mortos não é nada mais do que está simplesmente morto,sem descanso verdadeiro ou bons sonhos,é bizarro pensar que toda manhã seu corpo volta ao estado que deveria estar,e a noite ele simplesmente se levanta quebrando qualquer crença ou estudos científicos.

Veronica se levanta de sua cama em seu amplo quarto,usando um pijama de tecidos bem leves,ela olha para janela e vê a lua cheia entre as nuvens.

 “talvez venha chuva”

Veronica sente a ironia de que em tempos passados em uma noite dessas,ela estaria temendo um ataque lupino,mas graças a ciência e o progresso as cidades cresceram e o que os membros restam a pensar ao ver a lua é somente que a noite está bela. Vencemos afinal…

“Não seja burra eles estão no quintal”

Veronica anda pelo quarto despreocupada e vai até o banheiro,se olha no espelho,toda aquela beleza combinada com inteligência te dava bons atributos.Sorte que ela foi abraçada na flor da idade e agora para sempre teria o rosto e corpo de uma bela jovem alemã.Em um levantar de braços ela retira o pijama e liga o chuveiro.

“ quero beber”

“vamos,vamos,vamos…”

“quero sair”

“Não quero estudar mais, chega”

“burrice passar a eternidade estudando,estudando,estudando”

─Ah cala boca!─Veronica responde para ninguém.

 Veronica sempre foi uma excelente cientista  sempre  empenhada em se adaptar as novas tecnologias e teorias. É pela ciência que a humanidade chegou a esse tamanho poder sobre os vampiros,quem poderia imagina que o homem um dia pisaria na lua,ou ter poder de destruir toda vida na terra,não so isso,veículos que atravessam o som,curas para doenças antes incuráveis,a informação corre mais rápido do que qualquer poder sobrenatural e armas capazes de nos dizimar. O que é a inquisição comparada a todo poder que o rebanho tem hoje? Se a ciência pode trazer tanto poder a eles, também poderá trazer para nós que temos todo tempo do mundo para estudar.

“Estudar…Estudar não”

Veronica sai do banho e para o quarto o frio da noite não a incomoda,não a muito tempo.Ela pega a toalha e enxuga seu corpo de modelo germânica,veste roupas casuais de trabalho.Tem muito o que fazer no seu laboratório,pesquisas e estudos complexos. Veronica em seus mais de um século de idade aprendeu um amplo escopo de conhecimentos científicos ao longo dos anos,desde física a biologia,e por ter participado de inúmeras guerras ajudando governos em estudos e construção de armas e equipamentos ela aprendeu tudo o que precisava para ser a membro mais requisitada pelo príncipe nesses tempos modernos.

“O que você tanto ve nessa droga de laboratorio”

Veronica quando não estava trabalhando para o príncipe,trabalhava para um grupo do governo que investigava os membros,claro ela permitia a caça de vampiros fora da camarilla, e a agencia não sabe bem o que são eles de fato,mas sabem que não são humanos.Claro que ela faziam isso com a permissão do príncipe ,e a agencia não trabalhava na cidade,pelo menos os poucos que ela sabe que investigam em Nova Orleans são conhecidos pelo príncipe graças a ela,e sempre foram distraídos com pistas falsas e investigações demoradas e inúteis.

Batidas na porta

Veronica abre e vê sua ajudante, uma garota jovem e inteligente de cabelos castanhos e muito magra, pena que a vitae a tenha deixado um pouco paranóica.

─Chegou essa carta para senhora─a garota olha para os lados procurando algo preocupada.─O que devemos fazer?

Veronica vê o brasão do príncipe.

─Não faremos nada por enquanto.─Veronica diz a garota paranóica.─Volte ao laboratório.

A garota vai em passos largos ainda olhado para trás e lados.

“Espero que não tenha que dopa-la novamente”

“Vamos mata-la,vamos brincar com os ossos dela”

─Oh não!─Veronica responde indignada─Ela é útil e pra que eu faria isso ?

As vozes na sua cabeça se repetem e Veronica entra no quarto novamente,olhando a carta ela a abre.

De:Alexander Lancaster

Para:Veronica

Querida Veronica

Lhe evio esse convite para o meu pronunciamento e festividades no Grande Museu de Arte no dia 15 de julho de 2016 as dez horas(10pm).Sua presença é indispensável para mim.Não se atrase.

Ass:Alexander Lancaster

 

Simples e direto como Alexander gosta de ser em suas cartas.Pelo visto ele a quer para algo mais do que ver o pronunciamento e participar de festas fúteis ,e Veronica está mais que satisfeita em ser útil,talvez seja para lidar com esses baderneiros,eles aumentam a cada ano.

─Só espero não seja apresentação de neófitos, isso é tão chato.─Veronica diz pra si mesmo.

Veronica vai ao enorme guarda roupas e muda completamente,agora ela veste um vestido de vermelho para festas especiais,algo difícil de ela usar,maquiagem discreta e que disfarce sua palidez,e arruma o cabelo,perfume,coisas que ela não aprendeu em guerras e laboratórios e sim por ser uma belíssima mulher,a vaidade as vezes é importante para socializar com mortais e ainda mais com membros,ou pelo menos ser aceito por eles.

“Pra que demorar tanto? Um monstro predador de homens não precisa disso”

“Sangue eu quero sangue”

─Não obrigada, estou bem alimentada.─Veronica diz se olhando no grande espelho de seu quarto,ao terminar de colocar os brincos.

Ela sai,belissimamente arrumada para uma cientista de guerras,e as vozes não paravam…


 

Cena 2:Elisio
 
Sexta Feira,15 de julho de 2016,8h30pm
Museu de Arte de Nova Orleans,City Park

 

Vitorini estava desconfortável com aquela carruagem estranha,cheirando a gasolina e fazendo barulhos assustadores,enquanto isso Igor lia a carta do príncipe em voz alta para ele.

Ilustre Comendador Henrique Vitorini,sua reputação e contribuição para a segurança da cidade em tempos passados,o faz requisitado novamente . Não vejo ninguem capacitado como o senhor para me auxiliar a por ordem e manter a mascara na cidade.Portanto convoco-lhe para sua importantíssima nomeação ao cargo de xerife,no dia 15 de julho de 2016 no Museu de Arte de Nova Orleans.

Ass:Alexander Lancaster"

Vitorini mau conseguia pensar na nomeação do principe ainda desconfortável, se arrependia de ter aceitado entrar nesse tal “auto-movel” ,apesar do Grande Museu de Arte de NO fosse próximo do seu refugio onde dormia, pouco mais de dois kilometros ,Igor insistiu que fosse mais seguro ir nessa maquina,então Vitorini desejou fazer um pequeno tour pela cidade enquanto Igor lhe explicava tudo.

Vitorini olhava pela janela tentando conter seu assombro de como a cidade havia crescido,e se transformado,ele quase não entendia o que ocorria fora daquela carruagem estranha,enquanto isso Igor lhe dava instruções  e informações relevantes na medida do possível de tudo o que ocorrera enquanto ele havia dormido.Vitorini mau falava e apenas prestava a atenção,era difícil entender seu palavreado rude,e as vezes algo o distraia como o se portar das mulheres que pareciam mais com meretrizes piratas do que as damas de outrora,e com as luzes piscantes que possivelmente tinha algo da magia tremere,tanta coisa mudou em tão pouco tempo,ele não acreditava que havia dormido apenas cento e dezesseis anos,a revolução industrial já o assustava,agora era como se ele estivesse em outro mundo ou sonhando,ele reconhecia algumas casas e monumentos mas era só,por um momento sentiu arrependimento de ter entrado em torpor,cansado daqueles tempos conturbados acabou acordando em outro muito pior, a movimentação,sons e luzes já o irritava.

A carruagem passa por portões onde ele reconhece ser o City Park,ele reconhece o grande lago logo após a entrada arvores e vegetação,mas não reconhece a grande construção logo a frente. O Museu de Arte de Nova Orleans é um monumento artístico por si só,e Vitorini fica paralisado por alguns momentos ao vê-lo,seu estilo neo-clássico e localidade davam uma imponência ao lugar,uma grande fonte ficava a frente onde a carruagem dava a volta para chegar a sua entrada.A frente da grande escadaria  do museu dava para ver quatro lacaios do zelador,dois ao lado da porta e dois abaixo das escadas com objetos que pareciam grandes garruchas,porém  mais finas e negras,algo que o estranhou além disso, era que os homens também usavam a vestimenta parecida com a dele.

A carruagem para,Igor sai e abre a porta com uma facilidade tremenda,é confuso todos esses mecanismos.

─Chegamos senhor.─Igor diz com calma

“parece que ele superou o meu despertar.”

Vitorini  sai do carro com sua bengala antiga que o acompanhou durante séculos.A brisa bate em seu rosto imaculado pelos tempos.

Enquanto subia as escadas se lembrou dos tempos que defendeu essa cidade,tudo isso deve a ele,desde o primeiro príncipe Dimitri até os dias atuais,a sobrevivência dos inúmeros ataques do sabá,os grandes incendios,a guerra de independência e a civil e tudo que ocorreu oculto nelas que os mortais jamais sonhariam,deve ao seu empenho para que a ordem e as artes se mantivessem,para que o príncipe o tivesse acordado é porque algo semelhante está para acontecer ou acontecendo.

─Por favor senhor ─Um dos lacaios do Elisio o aborda.─Peço que entregue suas armas antes de entrar.

Algumas coisas nunca mudam.

─Tome cuidado com isso.─Vitorini entrega sua bengala.

O homem sem entender a pega e leva para um compartimento em um armário e o tranca entregando a Vitorini a chave.
A anti-sala  tem mais quatro homens armados da mesma forma,Vitorini os ignora e vai em direção do salão principal,ele atravessa a porta. A musica tocada com violinos e violoncelo,o agradava e o levava aos tempos antigos,o som era um manjar para a alma,e acalentava seus ouvidos,um som tão fabuloso só poderia vir de alguém.E ele estava certo o toreador e musico das cortes Riam Sonier tocava a frente de outros três músicos era quase impossível ignora-lo.

O salão era enorme com dezessete pilastras,seis de ambos os lados e cinco após a porta sul de entrada,as mesas muito bem organizadas seguiam dentro dessa marcação,até as tres grandes escadas a frente que formavam um T se unindo até o segundo andar,havia seis portas no salão principal, duas ao lado das escadarias,e outras duas em cada lateral que levavam a outras salas,e a principio pareciam abertas a todos.

Quadros e obras de arte desconhecidas por Vitorini eram expostas por todo salão, apenas por um quadro onde uma mulher ruiva abraçava um jovem com o sangue de sua língua “a beleza do abraço” era seu nome, pintado engenhosamente a sangue, a ruiva era o auto-retrato da pintora a sedutora Skarlet que também estava no recinto,Vitorini paralisa-se por uns segundos para admira-la,seu corpo nu podia ser claramente notado ou imaginado pelas curvas de seu vestido vinho fino e seu decote generoso,para Vitorini ela quase estava nua,com praticamente toda as pernas a mostra,usava um pequeno e belo colar que não podia rivalizar com seus seios fartos,olhos azuis e presas sempre discretamente a mostra como uma predadora social que é,sua imagem trazia Vitorini lembranças de luxurias já esquecidas,o que o de certa forma o assustava.

Skarlet  estava com um homem que ele não reconhecia, de cabelos loiros quase brancos, terno e porte de um Ventrue,traços talvez italianos. Ele conversava com outras mulheres que com certeza estavam curiosas com o novo membro.

Uma delas era impossível de ignorar Matilde,uma musa em sua totalidade,mesmo Vitorini não sendo um artista de fato,ela o inspirava a ser,e a contar poesias,pintar quadros,ou tocar uma melodia para descrever tal beleza,ou mesmo petrificá-la para ela ser sua obra de arte mais bela em seu refugio.Ela usava um vestido preto que delineava suas curvas mas que nem de longe era vulgar como de Skarlet com bordados que lembrava o século XVIII,e um discreto decote,no colo levava um grande colar estilo turco de prata e pedras preciosas que rivalizavam com seus olhos verdes,e o perfume suave de seus cabelos negros e ondulados podia ser capturado pelo olfato aguçado de Vitorini . Ele desejava ir até a musa mas é preciso manter as aparências,e assim como no mar, os marinheiros devem-se manter longe do canto das sereias.

Assim que Vitorini passa pelo salão ele nota olhares discretos e familiares,a importância de Vitorini  deve ser menor a que do novo membro já que ele está tendo todas as atenções voltadas para ele.Mas isso não o incomoda.

─Comendador Vitorini!─Vitorini olha em direção do cumprimento e vê um homem de traços finos,cabelos loiros curtos,olhos castanhos extremamente claros quase amarelos,magro,alto e que usava roupas mais próximas da época de Vitorini.O Comendador conhecia bem “Barão Sebastiam”,um nobre inglês,dono de grandes propriedades e terrenos na cidade,assim como na Inglaterra,um membro de grande influência desde que chegou no século XVII.

─Barão Sebastian.─Vitorini estende sua mão.

─Ah quanto tempo?─Sebastian segura a mão de Vitorini retribuindo o gesto.

─Uns cem anos creio eu.

─O que estava fazendo todo esse tempo ?─ Sebastian solta a mão de Vitorini e mantém um olhar fixo.─Algum tipo de negócio importante?

─Decidi apenas descansar.─Vitorini diz como se fosse possível.

─Foram tempos conturbados meu caro.─Sebastian diz com expressão de desagrado.

─Sim,imagino.Nem acredito que ouve duas grandes guerras nesse meio tempo.

─Assustadoras.─Sebastian responde depois da um leve sorriso mas sem perder o ollhar sério.─mas lucrativas.

─A cidade está um caos la fora.E essas carruagens sem cavalos? Auto-moveis…─Vitorini diz com indignação.

─As coisas mudaram de forma estrondosamente rápidas.─Sebastian diz como se olhasse longe.─Mas se você quiser posso ajuda-lo a se adaptar.

Era engraçado ver um homem vestido completamente diferente dos demais do Elisio e das pessoas fora dele,com roupas e sotaque antigos,falando em se adaptar.O próprio Vitorini se vestia mais adequadamente apesar das cor vermelha incomum.

─Sim vamos ver isso.─Vitorini responde com um sorriso cordial.

Vitorini virado em direção a porta de entrada vê uma belíssima mulher a entrar,percebia que ela estava metodicamente arrumada,sua beleza era incomparável de uma jovem donzela germanica,ela não tinha o fino trato como as harpias,mas sua aparência sanava essas exigências,ela usava um vestido vermelho que brilhava a luz dos lustres chamando ainda mais a atenção,seus olhos verdes eram como pedras preciosas e seus cabelos loiros muito bem alinhados com seus traços delicados,se fosse mortal ele atravessaria os mares várias quantas vezes fosse para ver aqueles olhos novamente,Veronica era seu nome ela já a conhecia de tempos atrás,ela era uma jovem criança da noite,uma inventora amante das artes cientificas seus inventos foram úteis muitas vezes,sua inteligência igualava sua beleza se é que isso era possível. Veronica atravessa a porta de entrada chegando ao salão,ela timidamente sorri para Vitorini.Vitorini move sua cabeça em cumprimento e um leve sorrizo.

─Tenho assuntos a tratar com o Comendador.─Sebastian diz notando a inclinção de Vitorine a Veronica.─Seus negócios de exportações ainda está na ativa?

─Firme e forte.─Vitorini diz lembrando vagamente do relatório de Igor na carruagem.

─Então temos uma preocupação em comum.─Sebastian afirma com solidez.─Contatos meus me informaram que anarquistas tem agido em nas docas,e isso me preocupa.

─Se eles estiverem tramando contra nossos negócios,devem ser parados imediatamente,acredito que possam estar sendo usados por alguém,talvez pelo sabá ou outro.

─Foi bom ter me informado.─Vitorini diz pensativo.

─Pode contar com minha ajuda sobre esse assunto.─Sebastiam diz amigavelmente.─Se nos aliarmos podemos lidar com isso mais facilmente.E quem sabe fazer negócios além desses assuntos desagradáveis.

─Oh sim claro.─Vitorini afirma se preparando para se retirar.─Agora se me permite tenho que cumprimentar uma velha amiga.


 

Veronica sobe as escadas do Museu de Arte de Nova Orleans,ela nota que os carniçais olham para ela cometendo o erro de se distrair por tempo até demais.

“O que estão olhando seus sacos de sangue?”

Veronica não sorri ,não tem paciência para cordialidades inúteis,ainda mais com quem não quer cordialidade e sim outra coisa.

Ela sobe graciosamente pelas grandes escadarias usando um de seus saltos agulha  favoritos reluzentes de couro sintético,ela chega a porta,em frente aos carniçais encarregados de pegar armas dos recém chegados.

“Saiam da minha frente”

─Sem armas.─Veronica diz seca e diretamente aos dois carniçais encarregados pela segurança.

Eles a deixam passar,e porque não deixariam ela é um membro mais que confiável.

O salão está cheio,parece que todos os membros relevantes vieram em peso,exceto por Morgana uma harpia de mesmo clã que Veronica,que apesar disso as duas não tinham nada em comum.

Veronica admirando toda a beleza do salão,vê surpresa Henrique Vitorini um Toreador que a ajudou no passado antes de desaparecer a cem anos ou mais.

“O que será que ele andou fazendo todo esse tempo ?”

“Vamos tomar o sangue dele”

Pelo visto Vitorini já a admirava desde sua entrada,ela sorri como um cumprimento cordial,e ele retribui,acenando a cabeça.Ele está com um velho Ventrue  conhecido como Barão Sebastian um vampiro estagnado no tempo e amargurado com o progresso da tecnologia,algo patético para ela.Ele também  cumprimenta com um gesto e ela continua com um sorriso forçado.

As harpias estavam bajulando algum novato bonitão,Veronica preferia enfrentar o sol  ao viver como elas.Sempre preferiu se manter a margem dessas socializações,cheias de falsidades,e intrigas,mas nunca completamente fora.

Nota um outro estranho de cabelos negros e feições fortes,queixo cortado e ohar sedutor,um homem bonito. Ele usava roupas sociais simples e pretas,um padrão muito abaixo para ser notado pelas harpias,e olhava diretamente para ela.

“Quem é ele ?”

“Talvez ele queira  beber seu sangue e te matar,ou te matar e beber seu sangue,ou…”

─Olá Veronica .─Veronica olha, Vitorini já estava a sua frente.

“Esse homem de novo?”

─Oi.─Veronica tenta ser simpática.─Quanto tempo ?

─Ah muito tempo!

─Você não  achou uma cor melhor para ternos ?─Veronica diz olhando para seu terno vermelho, não percebia que estava sendo inconveniente.

─Foi o melhor que encontrei.─Vitorini responde não se sentindo constrangido.─Ainda não me acostumei com as vestimentas de hoje em dia.

“Pelo visto ele estava em torpor todo esse tempo”

“Quem é esse imbecil?”

─Já o conhecemos.─Veronica responde em baixo tom a irritante voz na sua cabeça.

Ela olha para Vitorini que finge não ouvir.

“Não esse aquele”

Ela olha para o lado  oposto e vê novamente o mesmo rapaz a olha-la diretamente.Quando ele nota que Veronica o percebeu da um meio sorriso para ela. Veronica tenta ignora-lo mas a curiosidade fala mais alto.

─Espere um segundo.─Veronica diz a Vitorini que já estava distraído com as obras de arte e musica.  

Veronica caminhava em direção do homem que a encarava  imaginando se o conhecia de alguma forma,ele estava sentado na penúltima mesa no canto sul do salão próximo a porta.

Veronica senta-se a mesa desinibidamente sem pedir permissão.

─Ola!

─Ola Veronica.─O rapaz responde.

“Ele te conhece ?”

─Notei que você me olhava todo esse tempo.─Veronica diz tentando ser menos mau humorada e mais carismática.─Nós nos conhecemos ?

─Como você não se lembra de mim ?─O estranho rapaz diz parecendo surpreso.─Ah estou decepcionado.

Veronica tenta se lembrar de algum envento ou local que poderia te-lo encontrado,mas não encontra  nada em sua mente.

“Ele é uma ilusão”

─De onde  eu te conheço?─Veronica diz confusa e escondendo sua irritação.

─É uma pena que você não se lembre de mim.─O rapaz diz tomando um gole da taça servida pelos garçons.─Porque eu me lembro muito bem de você.

─Como você se chama ?─Veronica responde ainda mais irritada com o tom sarcástico do rapaz.

─Me chame de Cassid.

O nome não faz nenhum sentido para as memórias de Veronica.

─Realmente eu não te conheço senhor Cassid.─Veronica diz olhando para ele com suspeita.─O que você quer  de mim ?

─Eu ?─Cassid diz com sarcasmo.─apenas que sejamos amigos.

“Vamos arrancar a cabeça dele”

─Não seria uma má idéia.─Veronica diz olhando para o lado.─Mas aqui no Elisio isso não seria permitido.

Cassid a olha com estranheza.

─O que ?

─Oh nada…err..Cassid.─Veronica tenta voltar ao assunto com Cassid.─Então me diga… o que quer?

─Como disse que podemos ser amigos.─Cassid fala mais sério.─Podemos nos beneficiar muito um com o outro.

Veronica detestava rodeios e meias palavras.

─Do que você está falando ? Porque logo eu ?

─Você é a queridinha do príncipe não é mesmo ?

─Como assim?─Veronica cerra os olhos ainda mais desconfiada.

─Eu sei muito sobre você Veronica.─Cassid diz tomando mais um gole da vitae servida.─Você é importante para o príncipe por causa dos seus serviços.

─Eu me interesso pelo seu trabalho.─Cassid continua─E eu posso pagar bem…

─Não me interesso por dinheiro.─Veronica o interrope─E eu quero que você chegue logo ao ponto.

─Aqui não é o melhor lugar pra isso.

─Porque não ?

─Ah muitos ouvidos aqui. Podemos nos encontrar onde quiser la fora.

Pelo visto Cassid não conhece bem o Elisio,e suas várias salas e corredores disponíveis para conversar assuntos pessoais longe da audição aguçada de muitos membros.

“Cara irritante”

─Huum,vou pensar no assunto.─Veronica diz─Antes tenho uma audiência com o príncipe.

─Tudo bem eu espero.─Cassid diz se acomodando mais na cadeira e sorrindo.─Não va falar mau de mim para ele ein.

“Que imbecil”


Cassandra estaciona próximo ao Museu de Arte de Nova Orleans.Conor “Quebra Ossos” não disse uma palavra todo caminho,mas Cassandra não estranha eles não são amigos somente irmãos de clã,e isso normalmente não significa muita coisa,as vezes até não significa nada,mas em tempos de crise o clã deve se manter unido ou os demais membros que gostariam de chutar os brujah começariam a ter a coragem para faze-lo.

Os dois saem quase ao mesmo tempo do carro,o vento balança os longos cabelos negros de Cassandra,a região do City Park a noite é muito vazia,e parece que venta mais do que o normal.Os dois seguem sem mal se olhar para o Museu,Conor com as mãos na jaqueta e olhar ameaçador faz os guardas carniçais ficarem atentos,Cassandra  até então estava despreocupada. Eles passam pelos primeiros guardas e sobem as escadas onde já se podiam ouvir o som abafado do Elisio,eles passam pelas escadas e Conor deixa suas armas com os porteiros.

O salão estava impecavelmente decorado e a acústica era excelente,parecia que as ondas sonoras fluíam como água de um rio ,Cassandra e Conor não gostavam de musica clássica,Conor nunca fora da alta sociedade e Cassandra apesar de ter nascido nobre odiava as festividades de sua época preferindo viver entre os bandoleiros e piratas, ambos preferiam musicas mais populares ou plebéias como chamavam antes,mas mesmo assim os Toreadores conseguiam fazer musicas muito boas,ou pelo menos suas presenças enganavam bem,apesar da proibição do Elisio sobre o uso de diciplinas, a verdade era que poderes sociais sempre foram toleradas se fossem usadas de forma sutil,assim como auspicius e outras diciplinas difíceis de se perceber,raramente alguém fora punido pelo uso de diciplinas no Elisio a não ser neófitos inconseqüentes.

Ninguém reparou na chegada dos dois ou foram deliberadamente ignorados,pouco importava para Cassandra e Conor que  não estavam para festas ,não tinham o que comemorar enquanto brujahs poderiam estar sendo vitimados por alguém da própria Camarilla.

Havia duas fileiras de mesas com quatro cadeiras cada, seguindo pelas laterais do salão.Cassandra e Conor se sentam na ultima mesa da esquerda próximo a porta de entrada,assim que se acomodam  Cassandra pede uma bebida com rum e Conor com conhaque,eles notam o desaparecido Toreador Vitorini vestindo um espalhafatoso terno vermelho seu porte de um típico inglês “engomadinho”,cabelos loiros presos, olhos azuis e barba por fazer,ele conversava com Veronica uma bela cientista malkaviana e queridinha do principe,do outro lado e rodeado das futriqueiras harpias o famoso Arconte Edward Crowley que usava um terno preto azulado cabelos loiros quase brancos curtos,olhos azuis como um típico europeu,ele abraçava Skarlet uma harpia que de beleza tinha de malicia,que deixava obvio que ela não deixaria um Arconte a mercê das suas rivais.

─Noite tranqüila não ?─Um senhor que aparentava ter uns sessenta anos careca e com sobretudo pesado senta-se na mesa a frente de Cassandra.

─Quem é você ?─Cassandra pergunta sorrindo com a audácia do recém chegado.

─Ora senhorita Cassandra,pensei que séculos de convivência partilhando a cidade fariam eu mais reconhecível mesmo disfarçado com a minha antiga aparência.

─Boca de Estrume.─Conor diz sem perceber que ofendia o Nosferatu,que fez uma cara odiosa para ele.

─Nicolay.─Cassandra diz.─Como estão os estudos no seu esgoto.

─Rotineiramente bons.─Nicolay diz satisfeito pelo respeito de Cassandra.─Sempre a muito o que aprender.

─Então souberam da criança queimada.─Nicolay continuou.

Cassandra e Conor se entre olham.

─Que garota ?─Cassandra toma a frente.

─Jessica oras.─Nicolay diz pegando uma taça de um garçom que passava.─Lazarus me disse,que onde ocorreu o suposto interrogatório de um delegado e abutre havia restos de uma cadeira queimada e muitas cinzas se é que me entendem.

O copo de conhaque e sangue na mão de Conor se quebra,parece que mesmo depois de séculos ele não consegue controlar sua força.

─Um desses malditos estão encobrindo um ao outro com certeza.─Conor diz segurando sua raiva.

─O príncipe sabe disso?─Cassandra pergunta a Nicolay.

─Não faço idéia.─Nicolay da de ombros.

O garçom chega pra limpar a mesa e Conor pede outro copo.

─Eu não duvido que esse desgraçado saiba.─Conor diz.─Para ele é apenas um lambedor a menos.

─Que será esse tal pronunciamento ?─Cassandra pergunta.

─Ah provavelmente sobre a chegada do Arconte a cidade.─Nicolay diz olhando para a direção de Edward e cospe no chão com certo desgosto.─Uma forma de deixar seus súditos na linha obviamente.

─Nunca gostei desses intrusos que vem fazer perguntas inconvenientes,procurando cada traço de algo que eles chamem de crime, simplesmente para se promover para os Justicares.─Nicolay continua com sua indignação─Nada de bom ou útil para cidade virá disso posso dizer.

─E a volta do Comendador me é estranha.─Conor diz dando um gole no conhaque.─Estão reunindo lambe botas? Para que ?

─Me é estranha também, tantos lugares para o antigo corsário viajar.─Nicolay diz.─Logo aqui ?

─Pelo visto as coisas vão ficar interessantes nessa cidade.─Cassandra diz com preocupação e entusiasmo,olhando seu copo de rum.


Noite após noite,cidade após cidade,século após século, o Elisio parecia o mesmo.Claro que cada local escolhido para ser o Elisio tem seu tom e aparências únicas,mas essencialmente sempre é igual. Membros da alta sociedade vampirica se reúnem em um hipócrita e sínica “confraternização”,vampiros jovens vem para conhecer os mais velhos ao qual invejam,e os velhos vem para afirmar sua posição porque temem perde-la,as harpias ficam entre eles e os julgam de acordo com sua conveniência,ninguém aqui vem por amizades ou encontrar alguém para o matrimonio como os mortais. Não. Mesmo com todos os argumentos dos toreadores sobre a arte e confraternização,ou ventrue sobre alianças e negócios a verdade é que nós viemos simplesmente para  mostrar que ainda existem e são importantes. Sem o Elisio talvez a Camarilla já teria entrado em colapso,portanto o Elisio é um dos pilares centrais da seita onde todo o status,informação,alianças,e acordos giram.

E é no Elisio que Edward dará seu primeiro passo,assim como ele fez em outras cidades,pois é aqui que sua autoridade passa a valer,apesar de muitos arcontes preferirem ser ocultos para capturar criminosos mais facilmente,Edward não acha essa uma pratica muito saudável,já que muitos desses já encontraram a morte final por membros que não sabiam com quem estavam se metendo,ele prefere mostrar a todos que o Arconte mais experiente de Madame Guill está na cidade,assim todos saberão quem ele é,e pensariam duas vezes antes de atentar contra sua vida. Claro que isso abria brecha para que o sabá saiba de sua importância mas ele não teme,a não vida sem perigo cai em tédio e autodestruição.

Edward se sentia confortável naquele ambiente,meia dúzia de olhares não incomodava o produtor de filmes para adultos mais famoso do ocidente,motivo por qual o chamavam de Arconte luxurioso,mas não somente por isso.

Edward por mais que a morte o ceifara muito dos prazeres mortais,jamais conseguiu deixar seu apetite sexual desaparecesse com a vida,a luxuria era uma arte e uma parte da vida que ele não queria abrir mão,mas ao contrário dos membros que fingem a luxuria como uma teia para se alimentar, Edward se alimentava da própria luxuria,ele descobriu formas de expandir as paixões sexuais através das nuances vampiricas,como o êxtase da mordida,a vitae,e a Presença,o que faz o desejo e o prazer se intensifiquem de tal forma que muitos mortais se prenderiam a ele viciados,e realmente o fazem,para ele os vampiros são filhos desgarrados da luxuria.É por isso que é conhecido como Arconte Luxurioso.

Ao seu lado estava uma “apetitosamente” bela e sedutora dama ruiva,aparentava estar aos vinte anos,de seios fartos e pernas longas,em um vestido vinho que delineava perfeitamente seu corpo, que fazia Edward desejar tira-lo com sua velocidade sobrenatural,sua boca era chamativa como uma suculenta maçã do éden repleta de pecados,e seus olhos mostravam que ela e Edward tinha algo em comum em sua malicia,Skarlet era uma vampira que exalava pecado,e isso a fazia um alvo para os desejos de Edward.Era difícil encontrar membros que ainda sabiam usar sua sexualidade,e mais difícil ainda os que faziam porque gostavam disso e Skarlet parecia que gostava e que ansiava por isso.

Ele a segurava pela sua fina cintura,ao toca-la sentia a besta se debater em seu âmago,seu cheiro era hipnotizador,mas não saia da sua mente como sua vitae deve ser divinamente saborosa.

Edward estava com mais duas membros.A sua frente no centro estava Sophie, uma mulher de aspecto italiano,de cabelos castanhos escuros em coque onde caia caixos como uma princesa,boca lisa e suave,e olhar firme de uma rainha,seu vestido verde esmeralda combinava com seu colar e usava em seu braço esquerdo uma armadura prateada,o que dava mais imponência a ela,uma imponência que Edward adoraria ver desmoronando em sua cama,ele sabia bem que nenhum orgulho era forte o bastante para o prazer que ele poderia dar, seria uma conquista interessante vê-la implorando por mais,como já fez com baronesas do passado.

 A esquerda a frente estava Matilde,uma espanhola que em sua beleza ele sentia pesar naquele salão,seus cabelos negros cacheados ,lábios carnudos e rosados como uma flor de uma donzela ao desabrochar de sua mocidade,olhos azuis como uma lagoa virgem,seios perfeitamente alinhados e redondos como se Afrodite os tivesse feito de seus moldes, cada movimento,sorriso e palavra era notado,Edward quase se sentia culpado ao imagina-la desnuda a gritos sendo sugada a vitae entre as pernas ,em uma noite de selvagem prazer.Deflorar uma musa talvez seja feito apenas dos deuses,e o que seria mais importante  do que tomar o lugar de um deus.

Duas harpias e uma rainha mercante,poderiam ser úteis para ele ou sua ruína se fosse descuidado. Mesmo com seus encantos irresistíveis um vampiro pode ser mortal e traiçoeiro como uma planta venenosa com a mosca.O prazer deve ser usado com inteligência e não com tara tola,é por isso homens são dominados cegamente e reis perderam tronos.A não ser sua amada Luna ninguém mais é confiável.Porém das três Skarlet era seu alvo principal no momento não só porque ambos se interessaram pelo outro assim que Edward chegou,mas porque uma harpia pode ser uma peça importante através delas corre o status dos membros, sua língua pode derrubar qualquer um inclusive príncipes,além de saber de tudo que se passa nas cortes.

Elas faziam uma série de perguntas desinteressantes que em todo Elisio que Edward já fora se repetia,ele respondia a todas com um sorriso e olhar sedutor,algumas risadas…Logo o príncipe deve se pronunciar…

─É facinante senhor Edward─Matilde dizia com curiosidade─Ouvi muito sobre Madame Guill e como ela intimidou os principes da costa oeste,ela tem um poder de persuasão incrível,ela realmente usa sua influência como uma arte.

─Sim é espantoso.─Disse Edward─Aprendi algumas coisas com ela,uma delas é que devemos saber usar nossa autoridade sem temer represálias ,a lei deve ser cumprida por todos sem diferenças.

─Claro talvez nem todos, belas damas como as senhoras podem tudo certamente.─Edward conclui rindo e da um gole na taça.

Todos riem

─Certamente meu amor.─Skarlet diz passando a mão eu seu queixo.

─Eu sei que podemos confiar nos seus serviços aqui senhor Arconte.─Sophie diz─Com certeza a algo de errado nessa cidade para que tantos incômodos tenham se instalado,alguém envolvido talvez,essa cidade já foi alvo de tantas traições.

─Por favor mais uma vez chame de Edward.─Edward insiste─Você me faz sentir como um mero operário.

─Oh me perdoe Edward,jamais foi minha intenção,apenas queria respeitar sua posição.

─Não há o que perdoar.─Edward diz com um meio sorriso─Como disse belas damas como vocês podem tudo.

─Você aprecia arte Edward?─Matilde pergunta.

─Ah claro que sim!─Principalmente pelo teatro e cinema─Claro que a senhorita conhece meus filmes.

─Já ouvi falar.─Matilde diz escondendo o constrangimento.─Eu sou adepta das artes antigas,mas reconheço que a muito de belo e profundo nas artes modernas,ainda mais envolvendo o fascinante ritual que é o sexo.

─Você nem imagina.─Edward diz fitando-a deixando Matilde ainda mais constrangida.Ela parece uma membro dos tempos quando o mundo era católico e as mulheres mau sabiam a arte da luxuria,pelo menos não como hoje,ele adora constranger vampiras que não sabem lidar muito bem com o sexo livre,mas sabia que era uma falsa inocência,pois sabia o que elas era realmente capazes de fazer.

─Eu amo a arte moderna─Skarlet diz─E a fama de Edward mostra o que ele é um grande artista. Podemos aprender muito um com outro,não é meu amor?

Mesmo que isso não seja,para Edward foi o convite suficiente,e não agüentava mais esperar,Skarlet esquentava seu sangue e sua fome interior.Ele a aperta em sua cintura.

─Mas é claro que sim.─Edward se apronta para sair─Senhoritas se me permitem…

Edward sai com Skarlet do salão,indo para segunda porta lateral leste ,eles passam por uma grande sala de exposição de arte do seculo XVII,entrando em mais uma porta seguindo até um salão de auditório,o palco estava todo decorado com poltronas vermelhas de algum evento que ouve ali durante o dia.Não havia ninguém apenas um segurança na porta,Edward se vira para ele e fita-o nos olhos.

─Não quero ser incomodado.─O carniçal entende bem e fecha a porta.

Assim que a porta se fecha e Edward se vira.Skarlet estava no centro do auditório deitada em um sofá que combinava com seu vestido e cabelos ruivos.Edward sorri,e desce as escadas lentamente admirando toda aquela beleza assassina,ele desabotoa  o palitó e joga em direção das cadeiras ao lado,Skarlet morde os lábios cortando-os e deixando a deliciosa vitae caia pela boca,a besta estremece dentro de Edward mas ele se controla. Ele retira rapidamente sua camisa,seu corpo corado pelo sangue que ele agora fazia correr o deixava como o rapaz que fora a tantos seculos,enquanto ela abria mais seu colo para ele como uma virgem esperando ser tomada,os dois franziam os olhos como dois felinos prestes a se atacar,ele chega ao auditório,admirando o corpo de Skarlet deitado como se estivesse posando para um pintor apaixonado,dava para ver o sangue correr pelas veias de suas coxas agora rosadas e pés delicados,o clima entre os dois queimava como o sol,o sangue fervia e borbulhava,os dois pareciam respirar de tesão,mas era a besta que queria sair com a paixão a flor da pele. Qualquer ato errado poderia causar um frenesi,cada segundo era precioso,até que Edward da um salto como um tigre e a agarra derrubando o sofá e fazendo os dois rolarem pelo carpete macio. Uma esplosão de prazer atinge os dois assim que Edward a toca em sua flor de prazer entre suas delicadas pernas e lambe os seus lábios a prazerosa vitae,ela morde levemente  a língua de Edward sentindo aquele liquido fervilhante em sua boca. Ambos se beijam como dois amantes de contos proibidos,Edward a vira e a penetra,a segurando pelos seios ele a levanta e morde seu pescoço,ela grita de satisfação e ele rosna junto com a sua besta em um quase frenesi.

Durante a noite fria em uma festa oculta,o auditório solitário presencia a intensa paixão de dois monstros…


 

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