A Guerra Oculta (Vampiro A Mascara)

Sessão 3

Acontecimentos

Muthemba

Cena 1:O Observador

(Romance)

Sexta Feira,dia 22 de julho de 2006,8h00pm
 Em uma câmara abaixo das docas,Nova Orleans.

 

Os sons abafados de maquinas e navios soavam baixo mas perceptível,o tremor comum dessa região não incomodava o morador que estranharia se não os sentisse,a pouca luz fornecida apenas por uma lâmpada incandescente no meio da sala ajudava a ver as pilhas de envelopes e papeis que se amontoavam na mesa enquanto uma criatura negra e retorcida,de orelhas pontudas e rosto irregular como se seus ossos faciais fossem quebrados por algum acidente lia suas próprias anotações de outras épocas.

Uma semana havia se passado desde a convocação do príncipe e Muhemba Tafari ainda se mostrava indiferente, talvez um pouco curioso mas não preocupado,tais crises aconteciam de tempos em tempos,mudam-se as peças mas o jogo sempre é o mesmo,talvez as vezes as formas de jogar mudavam,mas o jogo não. A jihad era algo interessante de se observar,sem ela talvez a não-vida seria um pouco mais estagnada, era compreensível ver tantas brigas e desavenças entre seres imortais,as opções para eles era limitada e muito do que sobrava envolvia tramas e guerras uns contra os outros,se não fosse uma invasão sabá,ou badernas anarquistas,era os membros da cidade que lutavam entre si,não havia como mudar isso,a paz de se manter escondido nem sempre era uma opção,quando problemas vinham arrastando todos da cidade.Não que Muthemba não se envolvesse sem vontade própria,os ganhos de uma guerra ou outra poderiam ser muito significantes para se recusar.Mas alguns momentos a observação solitária e passiva dos eventos de uma cidade como Nova Orleans era a melhor forma de passar o tempo,buscando entender cada ação, motivação e suas conseqüências,e quem sabe ganhar com elas,mesmo que experiência.

E agora era um desses momentos,Muthemba era conhecido por ser o observador entre os Nosferatu e o Esquecido entre os membros,algo que tinha haver com o anel que ele havia ganhado em sua terra natal a tantos séculos,mas o que importava era que Muthemba desejava apenas observar o que estava para acontecer sem envolvimento,era o motivo de não ter ido a convocação de Alexander, ele queria somente analisar e entender,talvez concluir suas teorias sobre a jihad ou descobrir novas ações,ao contrário do Nicolay que não via esse acumulo de vampiros indigentes  na cidade como nada demais,Muthemba não gostava de ter tanta certeza sobre os acontecimentos possíveis.

Muthemba pegava anotações de diferentes épocas e as comparava ponto a ponto,apesar de sempre ter uma memória impecável e talvez até sobrenatural,ele gostava de ler e escrever anotações de eventos ocorridos,suas conclusões e lições sobre elas.Enquanto ele colocava alguns envelopes dentro  da escrivaninha e se preparava para pegar outro amontoado de papéis,ele para por um momento sentindo uma necessidade incontrolável de encontrar o príncipe Alexander,talvez algo importante para dizer-lhe ou ser útil em alguma coisa que ele possa dispor,com suas habilidades ele poderia ajudá-lo a enfrentar essa crise e ganhar ainda mais com isso.

Muthemba se pega em pensamentos e racionalização de sua vontade súbita,ele não deseja nada disso,mas já se via guardando os envelopes nas escrivaninhas e vestindo roupas mais adequadas a um encontro com sua majestade,certamente o príncipe o convocava com sua autoridade e presença sobrenatural,isso irritava Muthemba mas nada podia fazer contra sua vontade antagônica,ele apenas vestiu suas roupas pegou sua bengala e saiu pela porta enquanto sua aparência mudava para um senhor negro frágil e simpático de uns 70 anos de idade mortal.

Sr Black como era conhecido no meio dos anciões seguiu até ao térreo das docas assim que visto,um dos chefes da guarda da área vai em sua direção e antes mesmo de chegar Muthemba sinaliza para ele,que entende e volta.

Enquanto ele ia em direção de seu carro ,quatro seguranças bem armados vinham em sua direção,eles faziam todos parte de escolta armada das docas que também trabalhavam para Muthemba. As docas de Nova Orleans era seu domínio e Muthemba tinha total controle do lugar,sendo dono da área mais importante da cidade em exportações e importações,e até mesmo turismo  o fez o Nosferatu mais rico da cidade se não de todo estado da Luisiana.

Muthemba entra no carro e da a direção para o motorista:

─Vamos ao French Quarter.

Sem questionar o motorista da a partida e segue.

 

 

Sexta Feira,dia 22 de julho de 2006,8h30pm
 Hotel The Roosevel,Nova Orleans.

 

O carro para em frente ao Hotel cinco estrelas onde as instruções de Muthemba agora Senhor Black levava,certamente aqui um dos locais preferidos do príncipe e de outros membros da alta sociedade da Camarilla,um hotel requintado de estilo Frances caríssimo para os padrões comuns.Ele desce do carro com dificuldade de um senhor de idade que ele agora era,e da um sinal para o motorista aguarda-lo,um outro segurança o segue como sempre o faz.Eles entram na recepção e quando se direciona ao recepcionista como já esperado ele o direciona ao quinto andar sem mesmo perguntar seu nome e pedir documentos,Sr Black sorri gentilmente e pega o elevador.

Ao abrirem as portas do elevador,ele vê o quarto com dois seguranças na porta,certo de que o príncipe estaria la ele entra vai em direção da porta seguido por seu segurança.Assim que chega os homens o deixam passar,Sr Black da um sinal leve para seu segurança que fica no lado de fora. A sua frente o mordomo do príncipe um homem de cabelos negros e um pouco brancos, e um terno impecável,se virava para ele com um olhar cordial e hospitaleiro.

─Boa noite Sr Black,seja bem vindo!─O homem dizia sorrindo─Alexander o aguarda queira somente aguardar um minuto enquanto ele se prepara.

─Obrigado Robert.─Muthemba diz com um sorriso igualmente cordial─Ele está só ?

─Não senhor ele está em uma reunião com a primigene.

Sr Black acena em concordância com o mordomo que o leva para dentro da sala.

A sala tinha dois sofás grandes pretos com o estofado vermelho um em frente do outro, e uma pequena mesa na frente com um jarro de rosas raras brancas e vermelhas nas pontas,a sala bem iluminada com mesas laterais com esculturas,paredes com quadros de vários autores,um grande candelabro no centro da sala e acima dos sofás era o responsável pela iluminação da sala. No sofá direito estava uma mulher de cabelos castanhos escuros curtos,usando óculos e vestindo um terno cinza. Ela parecia bastante concentrada em um livro em sua mão,e parecia não notar a aproximação de Sr Black .

─Eventos estranhos não ?─Lucrecia diz subitamente sem tirar os olhos do livro.

─Como ?

─Essas invasões de Anarquistas e vampiros não apresentados.─Lucrecia diz agora parecendo divagar olhando como se através de Muthemba─É interessante como a mentalidade vampirica sempre busca o conflito,parece que nossas bestas nos influência a agir mesmo quando oculta.

─Com todo respeito a seu pensamento.─Sr Black bate os dedos da mão como se quisesse acordar Lucrecia de seus pensamentos longínquos,assim que ela foca voltando a conversa ela vê o rosto do senhor pacifico a sua frente se retorcer em uma criatura horrenda em um segundo voltando novamente ao idoso .─A besta não está tão oculta em nossas mentes como parece.

─Sim! Eu entendo o que você quer dizer,a besta se manifesta em nós em várias formas,assim como no seu clã,mas em todos nós.

─Nós somos monstros pura e simplesmente.─Sr Black diz.─Não há como negar,e devemos apenas aceitar se quisermos sobreviver,claro que não apenas de forma a perdermos nossa consciência,pois também somos um pouco humanos.

─É onde a Camarilla tem sua maior importância─Lucrecia agora parece olhar dentro de Muthemba.─Acredito que nossa seita quando nos faz viver entre os mortais,ela nos mantém humanos mesmo que ainda não tão humano,mas o fato é que a Camarilla não é verdadeiramente para nos proteger dos mortais,mas para nos proteger de nós mesmos e de nossas depravações.

─Lucrecia acredito que você saiba disso muito bem,você deve ser mais jovem do que eu,mas não tão jovem.─Sr Black agora olhava para Lucrecia mais seriamente.─Mas tudo no fim sempre se volta em torno da sobrevivência,todo resto é para nós manter distraídos de nossas bestas.Mas acredito que essa conversa não é algo tão produtivo para se fazer com um velho como eu.

Lucrecia volta a ler seu livro novamente,como se tivesse voltando para seu mundo de estudos.Muthemba estranha a conversa simples para um membro antigo como Lucrecia. Será isso uma pequena entrevista ou pesquisa? Será que ela teria tal audácia ou curiosidade? Lucrecia era conhecida por analisar todos as pessoas que o ela conversa,mas será que ela nessa sala seria algo estratégico?

Muthemba usa sua visão aguçada e olha através do reflexo de seus óculos,o que ela lia,e suspeitamente parecia um romance qualquer. Ou ela teria um grande apresso a romances baratos,ou ela realmente queria algo mais com tudo isso.

Não importa,Muthemba não tinha o que temer,era bem visto pela primigene e pelo príncipe,e não tinha a menor vontade de trair ou conspirar contra a Camarilla,se esse fosse a suspeita de Lucrecia ou de quem por trás dela.

Enquanto pensava Muthemba escuta o som das portas da sala de reunião se abrindo.

─Sr Black─Robert diz saindo pela porta─O príncipe o aguarda.

Muthemba Sr Black se levanta com dificuldade apoiado em sua bengala,negando qualquer ajuda ele segue e passa pela porta dupla que separava o sala de estar com a sala de reunião. A sala de reunião era mais contida que a sala de estar mas ainda grande um candelabro semelhante ao da sala anterior,na direita tinha  um busto esculpido em argila do antigo príncipe Dimitri e na esquerda um quadro desenhado por Skarlet de Caim e Lilith se beijando nus em meio as trevas,no centro havia uma mesa retangular de madeira pesada negra com duas cadeiras de cada lado e uma em cada ponta,no centro em direção a porta de entrada sentava-se o príncipe Alexander no lado esquerdo estavam sentados Sophie próximo ao príncipe e Sebastian,no lado direito estavam Rian Sonier e Nickolas. Todos os observavam mas ele estava calmo,era bem quisto ou pelo menos respeitado por eles,já tinha trabalhado para todos em vários momentos.

─Boa noite Sr Black─Alexander diz se encostando na cadeira─Antes que nos pergunte o porque de estar aqui. Já digo que não é surpresa para nenhum de nós que você é o membro mais hábil e mais capaz de conseguir informações nessa cidade.

─Você sabe que a uma crise em nossas portas─Alexander continua─ e nós queremos saber o que “O Observador” reuniu sobre isso.

─Não muito─Sr Black─Sobre as manifestações a evidências que são realmente vampiros que a estão manipulando e não de fora e sim de dentro,participando e usando seus poderes para influência-la.

─Os anarquistas sim estão por trás de tudo isso,dos ataques aos neófitos,e carniçais de anciões,de tiroteios de brigas entre facções até os raptos que ouveram,e principalmente por trás das manifestações que estão sendo muito bem usadas por inúmeros propósitos.

─Mas nada de mais ainda.

Alexander pareceu pensativo

─A reunião está terminada.

Antes mesmo dos membros da primigene se levantam e começam a sair da sala,Sr Black levanta a mão.

─Posso conversar com vossa majestade a sós?

─Sim claro.─Responde Alexander─Eu também tenho algo a tratar com o senhor.

Os membros da primigene saem um por um,cumprimentando Sr Black,até que o ultimo sai e a Robert fecha a porta deixando o príncipe e Muthemba sozinhos.

Muthemba vai em direção ao príncipe lentamente,ele tira uma pequena sacola de seu bolso e põem na mesa em frente do príncipe.Um celular pré-pago que ele comprou no caminho para o hotel.

─Com todo respeito vossa majestade,mas quando for precisar de meus serviços me ligue.─Muthemba diz cordialmente mediando com o tom sério.─Não precisa de tal atitude de me convocar sobrenaturalmente.

─Oh sim claro!─Alexander diz─Pela urgência de sua presença aqui e a demora e dificuldade que seria de encontrá-lo,tive que tomar tal providência mas não será uma rotina.

─Eu agradeço.─Muthemba diz com um sorriso calmo.

─Então vossa majestade─Muthemba Sr Black diz─Qual é a demanda?

(Resumo)

Cena 2:Encontro com Veronica

Muthemba é designado pelo príncipe para procurar mais sobre os planos dos Anarquistas e quem está por trás deles. O príncipe passa informações sobre os ataques,a membros,como Veronica,Chriss Snake e Mary.

Ele vai atrás de Veronica que é a membro mais antiga a ser atacada. Ele marca um encontro com ela,Veronica o recebe em seu refúgio,eles conversam sobre os acontecimentos e Muthemba chega a conclusão que os ataques a ela tem mais haver com problemas pessoais do que problemas anarquistas.

Cena 3:Chriss Snake

Após conversar com Veronica Muthemba vai atrás de Chriss,com a ajuda de um suborno com a policia,que o rastreia. Enquanto ele espera vigiando Lucinda sua protegida . Depois que recebe a localização de Chriss e conferindo que estava tudo bem com Lucinda,Muthemba vai até o quarteirão francês em uma boate cara,onde ele estava rodeado de fãs e bajuladores.

Muthemba se identifica como Motumbo um jovem homem negro de uns 25 anos,ele mostra a mensagem do príncipe e o chama para uma conversa particular.

Chriss aceita e os dois conversam sobre o seu rapto,Motumbo pergunta para ele detalhes do que Chriss viu. Após a conversa, Motumbo chama Chriss para ajudá-lo a procurar por Mary,com um pouco de temor ele aceita.

Antes Muthemba vai ao Elisio no Seager Theatre onde um pronunciamento de Alexander havia de acontecer. No caminho Muthemba voltando a Sr Black,aumenta a oferta do suborno ao delegado para descobrir sobre onde foi um dos carros que supostamente levaram  Mary.


Vitorini

(Romance)

Cena 1:O Estranho

Sexta feira,15 de Julho de 2006,5h30Am
Seventh Ward,Nova Orleans

 

Vitorini mantém-se abraçado com sua bengala antiga,no banco de trás da “carruagem” de Igor, que dirigia rapidamente para a região de Gentilly Boulevard onde havia um hotel que serviria de local de interrogatório sem chamar muita atenção,já que la era um hotel cujo Alexander era dono e muitos ali eram carniçais ou pessoas dominadas que seriam tão leais quanto. No hotel Vitorini poderia interrogar Cloe sem muitos problemas,e sem interrupções,gritos seriam abafados e qualquer barulho seria levado como coisas da manutenção,um lugar já usado até mesmo pelo antigo xerife,e como nunca ouve problemas Vitorini desejou usa-lo também.

Igor pegava ruas menos movimentadas e evitava ruas principais para tentar escapar de qualquer perseguidor,assim como Vitorini havia lhe ordenado. Vitorini não sabia o que, mas algo lhe dizia que devia tomar cuidado. Talvez foi fácil demais capturar Cloe e anarquistas poderiam a estar vigiando ou talvez era somente a besta com medo do nascer do sol que chegava,de qualquer forma era como se estivesse em águas desconhecidas,Vitorini não gostava de ignorar suas intuições,ele jamais teria sobrevivido tanto tempo assim se tivesse. Igor mantinha a calma  suspeitando de algum perigo que pudesse estar próximo mesmo com Vitorini não lhe contando suas cisma, e Vitorini via  isso com bons olhos,o nervosismo dele havia passado e agora poderia ser mais útil. Cicatriz estava no banco do passageiro ao lado de Vitorini e parecia alerta mas não de forma incomum mas corriqueira.

Igor avançava alguns sinais quando não havia câmeras e policia por perto,ele parecia concentrado,quando atravessa um sinal que havia acabado de fechar,Vitorini sente um sentimento de perigo iminente em sua mente,como um susto,ele pula para trás.

─Fiquem alertas!Um perigo se aproxima!

Logo depois que Vitorini terminava de falar,uma automóvel robusto que Vitorini jamais havia visto até então vem em uma velocidade enorme na rua que eles cortam em direção a “carruagem” simples de Igor. Vitorini instintivamente e com um reflexo alto pega sua caneta antiga e lança no pneu do carro como uma bala,que fura o vidro do carro e o pneu fazendo a grande maquina desviar do centro do automóvel que eles estavam,mas ainda sim atingindo a traseira do carro de Igor.

Com a batida os dois carros ficaram paralelos e o carro maior girava fazendo o fraco carro de Igor girar junto em meio a rua. Vitorini olha para o lado a procura de Cicatriz mas ele não está e a janela quebrada dava a entender que já tinha saido da zona de perigo.

Vitorini da um cutucão no vidro do passageiro do carro ao lado mas o vidro parecia reforçado,o carro continuava a girar e Igor só pronunciava obscenidades enquanto tentava estabilizar o fraco carro em comparação. Sem outra alternativa ele pega uma de suas grandes “garruchas” conseguidas com Igor,e atira em direção a janela do motorista,o baque é tão forte que Vitorini quase cai para trás,mas ele é muito hábil para isso. O tiro destrói a janela e atinge o motorista que para os dois carros em um ponto de contra mão.

─Vamos homem! Rápido continuemos a…

Um tiro atinge Igor que grita e se abaixa no banco,Vitorini olha para fora do carro e vê um homem caminhando no meio da rua,ele tinha cabelos grandes mal cuidados,um dente da frente brilhava com algo que parecia ouro,usava um sobretudo marrom surrado e velho,chapéu cinza grande e incomum para aquela região,calças mais surradas quanto o sobretudo ,botas e luvas,duas “garruchas” de uma mão compridas ficavam na cintura,como se não precisasse ficar com elas a mão.

Vitorini com sua percepção aguçada não nota mais ninguém na rua esperando um ataque,então apoiando a bengala ele sai do carro como se tivesse chegado ao seu destino ao encontrar um aliado.

─Então homem desconhecido.─Diz Vitorini─Porque me atacastes ?

─Não é nada pessoal xerife.─O homem disse cuspindo no chão como se tivesse nojo do que dizia com um sotaque diferente das pessoas da cidade,talvez fosse do oeste.─Eu só quero a garota.

─Impossível meu caro.─Vitorini dizia com pompa e autoridade─A garota será levada sob custódia pelos poderes reservados a mim por vossa majestade.

O homem faz uma careta como se tivesse provado algo muito amargo.

─Não me importa quem te reservou alguma merda,eu levarei a garota você querendo ou não,ou deixe leva-la ou vamos resolver isso como homens seu engomadinho.

Vitorini se irrita com o palavreado do homem que parecia um nojento pirata de seus tempos,a besta ruge dentro dele e ele deixa escapar um rosnado com presas a mostra,mas o homem continua determinado.

Em um piscar de olhos o homem rapidamente pega a arma no coldre, Vitorini nunca tinha presenciado saque tão rápido quanto o dele,Vitorini desembainhava atrasadamente sua espada de lamina vermelha como sangue a lendária "Rainha Ane” de dentro da bengala,mas com uma velocidade semelhante,não há mais como evitar,antes que o sol nascesse e  fosse tarde de mais para escapar ele devia acabar com isso.

Em questão de segundos o mundo ficou mais lento, concentração se afina,o estranho levanta a arma com maestria incrível enquanto Vitorini dava um passo na direção do alvo com a espada brilhando em carmesim relfetindo as luzes dos postes,não se ouvia nada,somente os músculos se deslocando e a espada cortando o ar,o estranho aponta a arma certeiramente para a testa de Vitorini…

 “incrível” Vitorini pensa

O som do único tiro ecoou nas ruas enquanto o novo xerife cortava o estranho homem quase pela metade em diagonal,ossos das costelas se quebravam e sangue jorrava,antes mesmo que o homem caísse Vitorini o empalava com uma pequena estaca em sua mão esquerda que estava escondida em um bolso,em um presteza que o homem não esperava.

 “Como ele fez isso?”

O homem caia soltando a arma que errou o tiro no ultimo centésimo,com rosto descrente ele bate ao chão,vendo somente as costas de Vitorini que já voltava para o carro.

  ─Você é mais habilidoso que eu pensava.

Vitorini dava um leve sorriso diante ao comentário de Cicatriz que agora aparecia do canto da rua com uma sobrancelha levantada de espanto,talvez estava armando um ataque surpresa e certeiro ao estranho,e não esperava que Vitorini resolvesse o problema antes.

Igor saia do carro com arma em mãos,parece que o tiro foi de raspão ,mas pela grande habilidade do estranho com a arma certamente fora de propósito.Igor já parecia curado graça ao poder do sangue de seu senhor.

─Ponha o no porta malas.─ Vitorini diz  entrando no carro─ Será mais um que interrogaremos.

Vitorini


(Resumo)
Cena 2:Interrogatório

Vitorini descobre que o estranho homem era Mason o antigo xerife,e o leva junto com Cloe para o hotel três estrelas.Cloe não compera nem um pouco,e Vitorini usa da antiga tortura para que ela fale,sem piedade ele corta as duas pernas da brujah,junto a outras torturas durante uma semana ela diz informações de onde encontrava com os anarquistas. Nas docas ela disse,tanto dentro da cidade quanto fora,mas os encontros era raros,parece que Cloe não era um membro importante entre os anarquistas.
 

Após isso Vitorini interroga Mason que diz que queria Cloe pois sabia que ela tinha contato com a cria dele,que não tinha sido apresentada. Vitorini faz um acordo com Mason para que ele o ajude enquanto ele resolveria o caso de sua cria com  o príncipe. Mason concorda mas mesmo assim ele o mantém estacado,até ter certeza do que poderá fazer com ele.
 


Cassandra

(romance)

Cena 1:O Acordo

Sabado,16 de Julho de 2006,8h30Pm

Seager Theatre,Nova Orleans

 

─Boa noite madame.

─Só se for pra você.─Cassandra passava pela porta do teatro com feições sérias,e porte duro como se nada a pudesse parar,o porteiro saia da sua frente temendo algo pior,e os seguranças segurarão suas armas no coldre.

Cassandra entra e passa pelos guardas e pelo detector de metais sem problemas,o segundo Elisio da cidade estava aberto,e funcionando bem,os membros estavam em suas mesas e a musica acalmava Cassandra ,mas não o bastante para faze-la desistir de cobrar Alexander explicações.

Cassandra ignora tudo ao seu redor,toda a beleza e qualquer aliado que possa querer cumprimentá-la agora receberia um belo gelo. Cassandra passa pelo salão principal e sobe as escadas laterais,até o terceiro andar na sala de administração  onde ela sabe que Alexander recebe os membros da cidade particularmente. Ao chegar um dos dois seguranças abrem a porta grande porta de madeira e a deixam entrar sem perguntas como se já estivessem esperando. Sem também questionar ela entra na grande sala,duas poltronas pretas ficavam frente a frente no meio da sala com uma pequena mesa de vidro entre eles,uma cortina vermelha tampava a única janela a esquerda,um lustre iluminava bem a sala,e um enorme quadro de um ser escuro de olhos brancos sentado em um trono acima de uma grande multidão de seres negros,cujo a única cor tinha a lua vermelha atrás de si,além de mais um amario abaixo do quadro atrás da poltrona do príncipe.

Alexander Lancaster se virava quando Cassandra entrava na sala,ele parecia mecher em papeis e agora os guardava no armário.

─Boa noite Cassandra.─O príncipe dizia enquanto andava em direção da poltrona.─Por favor sente-se.

Cassandra não responde,ela senta na primeira poltrona virada em direção de Alexander,que se senta logo após ela.

─Diga porque veio novamente a mim?

─Eu vim aqui simplesmente porque o senhor não está cumprindo com seu acordo.

─Seus delegados estão caçando minhas crianças.─Cassanda continua sem deixar Alexander falar.─ Parece que somente elas cometem crimes e são suspeitas nessa cidade,agora me explique porque isso?

─Não entendo porque essa acusação aos meus delegados─Alexander franzia o rosto em curiosidade.─Pelo que fui informado Lois a ajudou a caçar os vampiros que atacaram sua boate na noite anterior.

─Ela estava convenientemente em minha boate diga-se de passagem.─Cassandra cruza os braços e estreita o olhar─Além disso aquele “Cornudo” estava a ameaçar um neófito de meu clã.

─Quem?

─Sam.─Cassandra olhava agora para as feições de Alexander para ver se ele sabia quem era,o príncipe não esboçou nenhuma expressão.─Ele o capturou sem nenhum motivo,e o prendeu,pretendendo torturá-lo como fez com Jessica,no momento que ele o ameaçou de morte eu intervi.

─Interessante.─O principe pareceu pensativo.

─Ele quando me viu obviamente se borrou todo,mesmo tentando me intimidar com aquele foguinho dele,mas eu levei Sam comigo já que ele não tinha cometido nada ilegal.

─Então me explique o porque disso?─Cassandra agora descruza os braços e segura os da poltrona como se quisesse se segurar.─ Brujahs sendo capturados em seus refúgios sem nenhum motivo ,isso é ridículo,vocês estão ficando paranóicos ou o que?

─Ora senhorita Cassandra eu poderei averigua os fatos e punir os exageros de meus delegados,mais especificamente Cornelius,se isso lhe agrada mas eu não posso impedi-los de trabalhar. Samuel estava na manifestação de ontem isso é um fato suspeito.

─Então quer dizer que os brujah dessa cidade não podem participar de manifestações na cidade sem serem atacados pela própria Camarilla ? Isso é facismo!

─Bem convenhamos que esse papo de fascismo não combina com você Cassandra.─Alexander diz dando um sorriso.─Eu entendo sua preocupação,mas deixe meus agentes trabalharem,a uma crise em andamento e preciso acabar com isso até mesmo para o bem do seu clã.

─Façamos um acordo então.─Cassandra diz.─Eu continuarei cuidando em descobrir alguém suspeito entre os meus,e mantendo-os fora de problemas. Enquanto seus delegados metem o nariz em outro lugar….

─Não,já temos um acordo e foi feito ontem.─O príncipe diz com um olhar que corta Cassandra como o fio de uma espada.─E o acordo é que você irá fiscalizar seu clã e manté-los fora de problemas,somente isso. Meus delegados ainda irão investigá-los caso suas ações se mostrarem insatisfatórias.Eu fui claro ?

O peso das palavras de Alexander pesou sobre Cassandra e ela se sentiu tola em discutir tal assunto com o príncipe,um pouco culpada e até temerosa.

─Sim sua majestade.─Cassandra falava quase entre os dentes.

 

Cassandra

(Resumo)

Cena 2:Em busca de Cloe

Logo após se reunir com o príncipe Cassandra se encontra com Conor para descobrir sobre novos membros que possam estar em perigo.

Ela se encontra com Conor em um beco e ao ser perguntado,ele diz que uma Brujah chamada Cloe conhecida por Tigra estava fora de contato recentemente,ele tinha negócios a tratar com ela simplesmente desapareceu sem dar noticias e ninguém próximo sabe dizer onde ela está.

Cassandra então passa a procurar pistas sobre ela durante uma semana sem muito sucesso. E isso a intriga ainda mais.

Cena 3: Guy Fawkes

Cassandra recebe uma correspondência de alguém intitulado Luke Wolf,chamando para encontrá-lo em um bar de motoqueiros em Terrytown. A carta deixava claro para que Cassandra fosse sozinha e não fosse seguida.

Destemidamente ela vai. O local do encontro é um bar de motoqueiros,ao encontrar Luke Wolf eles conversam sobre a situação do clã brujah na cidade,apesar de Luke ser um gangrel. Se mostrando favorável a ele e suas idéias Luke a leva para um galpão não muito longe dali.

Ao entrar nos galpões ela se encontra com um vampiro com roupas negras,chapéu e mascara,que se intitulava Guy Fawkes, ele fala para ela sobre o príncipe e que seus planos são de enfraquecer o poder dos anciões e entrar a cidade para os anarquistas,pois ele era um anarquista convicto séculos atrás,e responsável de matar o antigo príncipe Dimitri. Guy diz que sabe muito sobre os membros e sobre Alexander.E que deve unir seu clã contra ele.Os dois se despede e Cassandra volta a seu refugio.


Veronica

(resumo)

Cena 1: Ane

Quando Bocarra e os carniçais de Alexander chegam,Veronica já estava bem ferida e com grande perda de sangue. Furiosa ela retira a estaca de sua cria Thirion e coloca o estranho empalado na cadeira onde sua cria estava. Ela retira a estaca e a interroga,o poder de intimidação de Veronica é tão grande que assusta até seus aliados,o estranho membro é uma malkaviana chamada Ane que não fora apresentada ao principe e se diz cria do irmão de Veronica.

Ela jura que só obedecia ordens e não sabia que o alvo era ela. Veronica a leva para seu laboratório,depois de uma petição informal para o príncipe que deixa desde que consiga tirar qualquer coisa de útil de Ane.


Coterie

(Romance)

Cena A acusação

Muthemba se dirigia ao Elisio próximo ao French Quarter em sua luxuosa limusine preta Muthemba agora aparentado o senhor negro e simpático conhecido por todos os anciões como Senhor Black,fazia jus a sua aparência e se mantinha de olhos fechados como se estivesse dormindo tranquilamente,como se estivesse fora dali ele pensava em seus próximos passos ou o que levaria o caso de Mary,não procurava conclusões rápidas e quase meditava apenas com as mãos unidas e mechendo com seu anel que seu senhor havia lhe dado a séculos do outro lado do oceano,ele permanece assim até chegar ao  Seager Theatre, um dos locais usados como Elisio da cidade. O chamado de Alexander a todos os membros importantes da cidade fora claro e até mais incisivo que o anterior,a mensagem tinha um tom mais sério e menos festivo,isso poderia significar algo que influenciaria a não-vida de todos os membros da cidade,e como um membro importante Muthemba não poderia faltar. Não desça vez,agora ele já havia passado de mero observador para os olhos de Alexander,pelo menos por enquanto,mas tinha que ver os anciões reunidos e tentar descobrir algo importante,ver algum detalhe ou evento que pudesse leva-lo a  algum novo caminho.

Os anciões, diferentes dos mais novos não eram vampiros fáceis de entender e observar,atos muito sutis poderiam significar algo muito importante e discussões acaloradas poderiam significar nada,ou vice-versa,mas de forma alguma eram previsíveis. Alianças e inimizades mudavam de acordo com o tempo ou a crise que aparece,algumas pareciam firmes até com o tempo e duravam eras.Muthemba tinha seus aliados e provavelmente inimigos,nenhum declarado até o momento,nenhum teria essa coragem,ou está só esperando para saber alguma fraqueza e então atacar,nunca se sabe,isso é um fato da não-vida amaldiçoada de um ancião.

Assim que chega ele é avisado pelo chofer e sai em frente ao grande teatro. Para os turistas e pessoas não aficionadas pelo teatro e opera a entrada do Seager Theatre não demonstrava toda a onipotência e popularidade que seu interior mostrava,sua fachada era simples e aparentava menor por fora que por dentro.Isso era bom pois não chamava a atenção como o Museu de Arte do City Park,além de ser próximo a delegacias e no movimentado Quarteirão Frances,isso dificultava ataques de qualquer grupo do sabá ou outros desordeiros ao centro da sociedade dos membros da cidade. Claro que Muthemba não acreditava que somente esses eram os motivos,grande influência dos Toreadores obviamente era o motivo principal,mas ele tinha que concordar o Seager Theatre era uma obra prima por si só,talvez a sua própria construção tivesse dedo de alguém do clã da arte.

Muthemba caminha despreocupado pela calçada,cumprimenta o porteiro que o reconhece, depois de uma pequena revista ele passa pela porta e um detector de metais,seguindo um pequeno corredor de entrada,a frente uma grande porta vermelha vinho e dois seguranças que o deixam passar sem problemas.

 “Quais serão as representações de hoje?”

Quando Muthemba Sr Black entra ele quase poderia ter uma vertigem com a grandiosidade do lugar se já não tivesse ido ali tantas vezes,e claro se já não estivesse morto. Como sempre a equipe do zelador havia retirado todas as cadeiras do anfiteatro aumentando a impressão de vastidão do lugar,deixando apenas mesas redondas com pano vermelho que combinava com as grandes cortinas do palco e paredes do teatro com a rosa que marcava bem o clã quase anfitrião do lugar,elas estavam em forma de C pelo salão,cercadas de seis cadeiras cada,acolchoadas com violeta e foliadas com algo que parecia ouro,o ar tinha um leve perfume de um campo florido,e a musica de violoncelo era impossível de se ignorar,tocada por Rian Sonier o musico da corte,ele estava no grande palco e tocava sozinho,sua musica dava um sentimento de paz e certa alegria soturna,e podia dar a impressão para os neofitos que monstros se reuniam ali.

Os membros estavam espalhados em pequenas duplas,alguns sentados e outros em pé conversando,nenhum deles o haviam notado e isso se dava não só pela sua discrição mas pela magia de seu anel. Antes mesmo de Muthemba começar a notar cada grupo,ele se surpreende com uma dama loira de vestido preto, Veronica passava por ele quase esbarrando-o e não o notando assim como os outros.Muthemba se pegou distraído com tamanha incomum beleza,não que ele tinha algum apresso por coisa tão ilusória e fútil mas porque realmente não sabia como uma mulher estabanada e mau humorada poderia ser tão bonita,ela não parecia preocupada apesar da pressa.Muthemba Sr Black a repara subindo as escadas para o segundo andar provavelmente ao encontro do príncipe Alexander. Ela carregava uma bolsa preta de couro,algo incomum para ela que sempre levava bolsas pequenas para o Elisio,certamente com maquiagens,hábitos femininos que nunca morrem em “vampiresas”,nem mesmo nas nosfertatu,mas aquela bolsa era diferente e de tamanho maior. Muthemba contem-se em sua curiosidade e assim que ela sai de seu campo de visão ele continua a fazer o que é conhecido, observar.


Veronica acabara de chegar no Seager Theatre e se apressava para encontrar com Alexander. Ele tinha muito apresso por seus trabalhos e por isso a rendeu uma aliança forte se não até uma amizade com o principe, se isso pudesse existir entre os membros. Como uma cientista além de seu tempo quando ainda era mortal,ela era expert em vários assuntos desde biomedicina e química seus campos principais,a tecnologias bélicas que herdou das guerras mundiais,ela sempre ajudou e foi ajudada pelo príncipe em momentos de crise, em pesquisa de novas armas,antídotos para doenças,e criação de remédios que nenhum outro membro poderia conceber.

Veronica estava empolgada como nunca com o novo projeto,ela havia desenvolvido uma doença “vampirica”  a partir de seu sangue e várias bactérias necrófagas,elas contaminariam o ar e infectariam cadáveres assim como cadáveres ambulantes como os vampiros,isso poderia acelerar a decomposição de corpos,mas em mortos vivos isso causaria uma piora na aparência pálida dos vampiros deixando-os mais evidentes. Apesar de ainda estar em fase experimental e a maioria de suas criações sempre não passavam dessa fase,Veronica havia testado em Ane sua cobaia recentemente capturada, o efeito a havia deixado de uma aparência levemente pálida a um pálido cadavérico,olhos fundos,e até mesmo pequenas presas mais aparentes,semelhante a vampiros que estavam quase tomados pela besta. Se uma dose fez tal reação em Ane que era um neófito de pouco mais de 8 anos de não-vida e bem humana em questão de horas ,o que poderia ser feito em vampiros desumanos poderia ser incrível! Veronica mal conseguia esconder a ansiedade por mais pesquisas,e em sua cabeça não paravam de passar novas possibilidades para isso.

Veronica havia desenvolvido a doença a mando de Alexander,como uma alternativa de fazer com que vampiros anarquistas possam ser identificados mais facilmente.As bactérias foram reproduzidas e lançadas ao ar por carros  dedetizadores durante cinco dias da semana e em locais estratégicos,a bactéria é resistente e demora várias horas para morrer,após infectado era impossível se curar usando apenas o poder do sangue,porém uma duração de dias e as bactérias morreriam e a reação cadavérica passaria. Veronica não sabia o plano de Alexander para essa infecção, mas ela imaginava que o surto poderia  dar tempo para Alexander e seus homens agirem,além de uma forma de intimidação. Veronica também criou um antídoto para a  doença a partir do sangue de sua cobaia Ane,o antídoto apenas diminuía os efeitos da bactéria já que vampiros não tem sistema imunológico para criar defesas,mas tal antídoto no sangue já era possível que as bactérias em contado se enfraqueceriam e não teriam o mesmo efeito mortuário.

Ela subia as escadas do luxuoso Elisio,lutando para ignorar os esbravejamentos de suas vozes que queriam nada mais que caçar,matar e se esconder do sol. A besta em Veronica diferente dos demais membros clama por atenção, mesmo em momentos inoportunos  sussurrando em seus ouvidos e até mesmo gritando,as vezes ela simplesmente não podia ignorar mas na maioria das vezes tinha que fingir que não as ouvia o que era quase impossível. Seu exercício mental parou quando Veronica começou a ouvir uma  discussão no corredor a frente e certamente não era a besta lhe pregando uma peça.

As vozes eram familiares,Veronica vira o corredor e se depara com Cassandra “A Senhora da Noite” discutindo com um dos seguranças do príncipe. Os dois estavam em frente a porta de sua majestade que provavelmente já ouvia a discussão mas não queria interferir,ela parecia obrigar o carniçal a deixa-la entrar,enquanto o segurança leal e profissionalmente a alertava sobre não passar dos limites sem ofender a anciã brujah que ameaçava passar a força.

“Mate-os”

Veronica passa pelos dois enquanto o segundo segurança a deixa passar sem perguntas. Ela não olha para ver a reação da brujah,mas ela sabe que Cassandra não faria nada mais estúpido que aquilo.

Ao entrar na grande sala da diretoria do teatro,Veronica vê Alexander de costas de braços cruzados contemplando o grande quadro,que representava Caim em um trono olhando sobre suas crias.

“AAAAAAAAAAAAAAAAh”

Veronica não espera o príncipe permitir e já se senta em uma das duas poltronas no centro da sala,pegando a bolsa e retirando uma pequena maleta.

─Então você trouxe como combiando.─Alexander quebrava o silencio.

─Você teve alguma duvida ? ─ Veronica diz tentando ser bem humorada.

Alexander se vira e se senta na poltrona a frente de Veronica. Ela abre a maleta e retira um frasco do tamanho de um copo grande,totalmente fechado,colocando-o na mesa, dentro podia ser visto um liquido preto avermelhado.

─E isso é o antídoto?─Alexander diz olhando curiosamente de sua poltrona sem se mecher─ Você me garante que isso não causará modificações nas bebidas dadas aos membros ?

─Sim,apesar da aparência somente algumas gotas seriam necessárias para cada litro de sangue,e a quantia se administrada corretamente não causa modificações no solvente.Os membros tomarão seus drinks sem perceber o que estão ingerindo.

─Muito bem. Mas acredito que não terei profissionais para tal.─Alexander diz.─Não quero de forma alguma deixá-la em um trabalho subalterno,mas preciso que alguém de confiança e habilidade para esse serviço.

─Não será problema algum ajudar nesse trabalho.─Veronica diz sem expressar nenhuma emoção.

─Eu sei.─Alexander da um sorriso amigável a Veronica que tenta retribuir de forma tosca,ele se levanta e começa a andar pela sala.

─Saiba Veronica que isso é um segredo somente nosso.─Alexander já aparece atrás dela segurando o sofá.─Os anciões não gostariam de saber que estão sendo usados mesmo que beneficamente. A desconfiança seria grande demais e os problemas que isso acarretaria seriam desastrosos.

─Sim claro meu príncipe!─Veronica responde com certo temor.─Eu certamente jamais o trairia,jamais diria sobre nada de …

─Não minha bela amiga.─Alexander rapidamente  vai para frente de Veronica.─Isso não é uma pedido é uma constatação.

Veronica fica paralisada quando seus olhos verdes se encontram com os de Alexander,o medo aumenta mas rapidamente se vai com o transe,o mundo vai se desfazendo como um sonho e tudo que ela ouve é a voz do príncipe.

─Agora esqueça….


A besta rugia na nuca de Cassandra,faltava poucos minutos para que ela tivesse que escolher entre ir embora ou se entregar a uma fúria intensa. E Alexander  ainda não ajudava muito,ela sabia que ele estava no escritório,e devia recebê-la,não iria esperar até que ele se apresentasse ao Elisio e possa fugir de seu protesto atrás de suas harpias e aliados,se era isso que ele pretendia estava enganado. Isso era suspeito, talvez o príncipe sabia o que tinha acontecido e estava se escondendo,ou talvez não mas não sairia de sua sombra enquanto injustiças envolvendo seus membros ocorrecem.

Cassandra já tinha parado de discutir com o segurança e estava parada em frente a porta do escritório de sua majestade,os seguranças escondiam a tensão,mas ela podia sentir o cheiro de seus medos,e durante a discussão um deles havia retirado a arma,o que seria inútil contra ela,mas ela não desejava entrar a força . A porta e paredes eram vedados contra sons,e mesmo com a audição super aguçada de Cassandra ela ouvia somente ruídos irreconhecíveis.

Depois de esperar apenas alguns minutos se concentrando e acalmando sua besta interior,a porta se abre e Veronica sai da sala.

─Desculpe por ter passado na sua frente, mas já tinha hora marcada com ele.─Veronica diz forçando uma simpatia.─Agora sim pode entrar Alexander está a sua espera.

Cassandra não se convence e entra na sala quase empurrando a malkavian,o príncipe estava de pé ao lado da poltrona,com um semblante calmo.

─O que está acontecendo com seus agentes?─ Cassandra começa a falar antes mesmo que os carniçais terminem de fechar a porta.

─Cassandra você se preocupa demais com os meus afazeres.─Alexander responde sem se preocupar.─O que foi dessa vez ?

─Outro membro do meu clã desapareceu,uma ancillae chamada Cloee, ninguém a encontra  a uma semana.─Cassandra diz sem diminuir o tom de voz.

─Cassandra a turbas de vampiros anarquistas invadindo minha cidade.O que faz pensar que apenas meus homens são responsáveis por esse desaparecimento?

─Porque Cornelius ainda está solto e com mais poderes que antes graças a sua majestade. Quem garante que agora que é delegado ele não matará mais membros e com mais cautela que antes?

─E você vem me atormentar com especulações ?─Alexander demonstra-se insultado─Por favor retire-se de minha sala.

─Eu irei encontra-la,e se algum dos seus homens tiver algo a ver com o desaparecimento de Cloe,e o senhor não fizer nada sobre esse assunto,isso não ficará assim.─Cassandra diz e se vira saindo da sala.

Cassandra sentia medo do que Alexander poderia fazer naquele momento,mas ao mesmo tempo ela sabia que ele não faria nada com ela agora. Ela não era mais um neofito que temia autoridades,na verdade nunca temeu ao ponto de deixar de agir pelo que accreditava,mas ela é a Senhora das Noites de Nova Orleans, e guadiã de seu clã. Por mais que Alexander se mantivesse em sua posição ele também certamente sentira temor de sua ira.


Vitorini ainda se confundia com as luzes e sons da cidade,isso o incomodava mas uma semana acordado não eram suficientes para sanar um século de sono cadavérico. Ele aprendera coisas básicas,sobre armas e algumas formas de agir,e até algumas leis. Igor não era um excelente professor mas se fazia entender bem,nem tudo ele aprendeu facilmente mas tudo há seu tempo.

Ele segurava sua bengala e olhava imóvel para fora,enquanto Igor dirigia para o Elisio na região do French Quarter.

─Chegamos senhor.─Igor diz olhando no retrovisor.

─Obrigado Igor.─Vitorini diz abrindo a porta.─Fique atento quando eu sair.

─Sim senhor.

Vitorini caminha pelo passeio movimentado,pessoas passavam o tempo todo naquela região,o que era bom para evitar ataques diretos. Ele chega a porta e os seguranças o deixam passar,sem perguntas. Eles o deixam entrar com sua bengala normalmente e a maquina detectora não grita. Ótimo caso um ataque ocorra a ultima coisa que as harpias e o príncipe querem é que o defensor da cidade esteja desarmado.

Vitorini segue em um corredor até a direção do salão principal,onde os seguranças a frente abrem as portas e ele chega onde a festa ocorre. Musica agradável como sempre e já se nota que é Rian que toca,pelas emoções que a melodia trás. Vitorini andando em direção ao centro da sala olha para os convidados onde alguns o cumprimentam balançando a cabeça de longe ou acenando a taça de bebida para ele,e Vitorini educadamente e sutilmente acena de volta.Quase todos os anciões estavam ali,menos o Arconte,que provavelmente estava a caminho. Enquanto anda pela sala uma mulher loira de vestido preto colado ao corpo chama sua atenção,ela estava de costas e conversava com a musa do Elisio Matilde,que vestia um vestido vinho e com detalhes pretos, cheio de adornos em estilo espanhol, ele logo ficaria paralisado com a arte viva que ela era se não fosse por seu contraste, Veronica se virar e acenar para ele,duas beldades juntas dessa forma deveria ser proibido em locais públicos,ele notava que muitos olhares se direcionavam para elas como se fossem as convidadas principais,olhares de admiração e de descaso incentivados pela inveja.

 Veronica se despede da companheira e se vira na direção de Vitorini,ele poderia ficar nervoso com o olhar dela para ele se já não a conhecesse de tempos,e conhecesse seu temperamento frio e as vezes assustador.

─Olá novo xerife.─Veronica diz com um tom amigável.

─Olá  como está a noite bela dama?─Vitorini a cumprimenta beijando sua mão.

─Um pouco tediosa,você sabe que não gosto desses encontros prefiro meus laboratórios.─Veronica diz observando algo estranho em Vitorini.─Você gosta mesmo dessa cor,não é ?

─Certamente.─Vitorini responde um pouco desconcertado,por ter vindo com a mesmo tipo de terno vermelho da semana anterior.

─Você sabe o que o príncipe tem a nos dizer,novo xerife ?

─Não,Alexander não diz seus planos assim para mim.Seria mais fácil você saber primeiro do que eu.

─Não sei porque todos cismam que eu tenho tanta intimidade assim com o príncipe. Eu só faço alguns serviços nada de mais.Assim como você.

─E isso nos põem em posições delicadas e importantes então cuidado.

─Não precisa me dizer o que fazer,novo xerife.

─Eu soube da tentativa de mata-la,todas as duas.─Vitorini diz olhando sem querer para Matilde que se distanciava.

─Ossos do oficio.Você também se acostumará com isso.

─Eu chamo isso de descuido.

─Eu estou aqui não estou?─Veronica diz tomando um gole da sua taça de “vinho”.─Não precisa se preocupar tanto assim comigo novo xerife.

─Eu sei,você se tornou alguém muito importante depois de um século.

─Ainda sou útil.─Veronica diz dando um pequeno sorriso e olhando sua taça─Nós ainda vamos trabalhar muito juntos.

─É bom saber disso.─Vitorini pega uma taça de um garçom que passava.─Como nos velhos tempos.

─Sim como nos velhos tempos.

Os dois brindam e tomam mais um gole do saboroso liquido vermelho.


Muthemba Sr Black andava imperceptível pelo salão observava a todos e suas conversas. Rian tocava no palco sua melodia que dava o tom da reunião,a frente do palco estavam Skarlet vestida com um longo vestido roxo que parecia encantada com o som e dançava sutilmente como se tivesse entorpecida em um sonho alucinógeno,ao lado estavam quatro crianças que conversavam e prestavam a atenção em Rian,uma delas era Chriss,eles conversavam sobre o desaparecimento de Mary sem muitas conclusões eles eram uma coterie a alguns anos e sempre que podiam trabalhavam juntos. Pobres crianças mau sabem que esses laços não duram por muito tempo e que essa união traziam apenas uma segurança islusória.

Do outro lado mais próximos da porta  de entrada estavam uma dupla sentada em uma mesa,o Barão Sebastian vestido com um terno roxo muito escuro quase chegando a ser preto para os desatentos com bordados típicos da era vitoriana,ele conversava com o erudito Nicolay que usava um casaco marrom e blusa branca,calça social cinza,ele também estava ofuscado com a aparência de um senhor careca caucasiano de sobrancelhas grossas e nariz pontudo,uma aparência que assim como Sr Black era conhecida. Os dois membros eram aliados a muito tempo e não procuravam esconder isso. Eles conversavam algo sobre os anarquistas do século XVII e as diferenças dos anarquistas atuais e suas ações.

Mais ao centro da sala Sophie com um vestido preto e vermelho que misturava o estilo moderno colado ao corpo e o antigo com bordados e telas,dessa vez ela não veio com o notável braço da armadura de Benedict,que talvez não combinaria com suas vestimentas que a deixavam mais com a aparência de princesa indefesa e não de uma burguesa guerreira. Ela conversava com Matilde que usava um penteado  curto estilo anos 20,e vestido vinho com detalhes pretos,de estilo de sua terra natal Espanha. Elas falavam sobre os eventos de musica clássica e teatro promissores para cidade,Sophie parecia interessada financiar alguns eventos e perguntava com interesse para Matilde que parecia muito satisfeita em explicar.

Na parte oeste do teatro sentados na mesma mesa estavam os tremere Lucrecia e Nickolas. Lucrecia como sempre usava roupas mais profissionais,um terno feminino e ainda lia um livro semelhante ao anterior de capa preta,talvez fosse o mesmo livro,isso chegava a ser irritante,mas ele sabia que era só fingimento. Nickolas usava um manto preto feito do mesmo pano que o terno que tinha por baixo,isso o fazia parecer um juiz ou alguém de importância,ele tinha anéis e talvez um pingente no pescoço. Muthemba imaginava o que quais poderiam ser  apenas adornos e o que poderiam ter algo místico. Os dois se mantinham calados e Nickolas parecia calmo e parado como uma estátua.

Uma das crianças que estavam entre os quatro que conversavam próximo ao palco,Margoth uma mulher de cabelos castanhos em coque e caixos,vestido leve verde esmeralda,chegava na mesa deles e falava sobre o que conversou com seus aliados,os dois anciões se mantinham da mesma forma,e ela falava como se estivesse reportando a dois manequins.

No lado oposto aos tremere no salão estavam em pé o comendador e xerife Vitorini com um notório terno vermelho e sua inseparável bengala,junto a Veronica que usavam um vestido preto colado ao corpo,colar de brilhantes e braceletes os dois brindavam por algum motivo que ele não chegou a perceber,após o brinde tomaram um gole da bebida e começaram a apreciar a musica .

Sozinho apenas estava Conor que vestia uma regata preta e calças jeans,ele estava sentado em uma mesa próximo a Sebastian e Nicolay,ele bebia em um copo de conhaque,provavelmente o sangue estava misturado com a bebida alcoólica. Ele observava o salão com um certo desanimo e cumprimentava quem o olhava diretamente com um ar sarcástico.

Sr Black após dar uma pequena volta no salão preferiu ficar de pé em um canto no sudeste próximo da saida salão. Por enquanto só sairia dali se o príncipe se pronunciasse,ou se alguém o notasse antes,ali dava um bom panorama de observação.

Assim que ele para próximo as cortinas da parede ele vê descendo as escadas do camarote, Cassadra usando um terno feminino assim como Lucrecia mas usando calças,e com seus cabelos longos soltos,ela andava em passos largos indo em direção de Conor. E logo após o Arconte Edward entra pela porta principal,usando um terno por cima de uma camisa carmesim ,ao contrário de Cassadra todos olharam sua entrada que ele mesmo não se preocupava em ocultar. Ao perceber que muitos o olhavam ele abriu os braços como se estivesse recebendo amigos.

─Boa noite a todos!─Edward diz dando um sorriso.

Muitos o cumprimentam.

─Mais uma bela escolha para um Elisio.─Ele diz reparando os detalhes do teatro.─Digno de muitos teatros da Europa, decorus!

─Quem seria a genial pessoa por trás de tal escolha?

Matilde o agraciava com um sorriso que para ele era já um presente dos deuses.

─Oh! Como não poderia ser! ─ Edward chega até Matilde e beija sua mão.

Edward já começara a socializar ou talvez flertar com as duas damas Sophie e Matilde. Que se animavam ainda mais ao vê-lo com elas.

Muthemba olha para Scarlet,pois sabia do encontro anterior,mas ela não esboça emoção além da musica e somente vira para dar uma leve olhada em quem havia chegado,mas volta a seu êxtase.

Cassandra cochichava com Conor,algo que parecia envolver o Arconte.

 “O que poderia ser ?” “ Será que o temiam,ou estavam somente curiosos?”

Todas as atenções mudam para uma nova figura,Sr Black sente a presença de Alexander ao chegar e se vira em sua direção,mesmo que provavelmente o principe não reparara. Alexander usava um terno preto como o ébano,andava a passos moderados sem demonstrar pressa,cumprimentava a todos com um sorriso diplomático,ainda sim os membros abriam o caminho sem ousar impedi-lo. Os membros que estavam sentados já estavam levantados,e os neófitos já haviam saído da visão clara do príncipe,indo para partes mais distantes de sua caminhada.

A musica agora mudou, acentuando o sentimento do peso do poder aristocrático de Alexander. Assim que Alexander sobe ao palco a musica acaba como se no momento perfeito,Rian o cumprimenta e desse para a próximo de Skarlet. O príncipe para por um momento observando a todos.

─Boa noite meus caros. Eu convoquei a todos para um novo pronunciamento,acredito que seja mais importante que o anterior e poderá impactar a não-vida de muitos aqui.─Alexander da uma pausa.─Os anarquistas a muito tempo conviveram conosco, ajudando nas crises da cidade,na guerra contra o sabá,e outros. Foram aliados importantes sim,não mais. Agora eles nos ameaçam! Eles confundiram nossa amizade com fraqueza,e se aproveitam disso para lotarem nossa cidade,e ameaçar a minha autoridade a nossa autoridade. Não mais meus caros,eu ofereci a paz e eles pisam nela atacando nossos membros. Por isso eu decreto que a partir dessa noite os anarquistas que quiserem continuar com a nossa aliança,terão que se apresentar a mim como todos os membros aqui presentes. Os que não se apresentarem serão caçados impiedosamente e destruídos sem hesitação. Minha palavra é lei e assim será feito.

Os membros aplaudem exceto Cassandra,até mesmo Conor aplaudia timidamente,mas por algum motivo Cassandra não gostara do pronunciamento.

─Então meus amigos,aproveitem a festa.─Alexander desse do palco e vai na direção de Sophie que estava ao lado de Nickolas e Lucrécia que começam a conversar.

Muthemba começa novamente a rodear a sala pelos cantos e a ver as reações dos membros após esse pronunciamento.

Alguns membros se sentam novamente,menos Cassandra e Conor que continuam bebendo agora em pé em frente a mesa onde estavam,eles parecem muito desconfortáveis e Cassandra não esconde sua aparente ira contra o príncipe,o olhando muitas vezes diretamente com um olhar de desafio,Conor sempre tentando ser discreto e desconfortável com as encaradas de sua companheira a Alexander. Os dois conversavam agora sobre o ataque na boate e sobre um dos vampiros ser um la sombra. O que era bem estranho.

Sebastian e Nicolay estavam tranqüilos sobre o pronunciamento,e assim que Muthemba começa a reparar no que conversavam,Sebastian pede licença e vai até o príncipe corajosamente a encarar sua antagonista Sophie,mas ali as aparências eram mais importantes do que as rixas pessoais. Nicolay vai até Lucrécia que agora já havia voltado a sua mesa,ele beija sua mão e começam a conversar sobre questões acadêmicas ,psicologia e história como ambos gostavam de coversar.

Os quatro neófitos agora estavam próximos a parede do lado esquerdo do Teatro,e tentavam entender o significado e as conseqüências do pronunciamento.

No lado direito do semi circulo de mesas Vitorini se deslocava até o palco e antes dos carniçais de Rian começarem a se apresentar,ele pede licença e começa anuncia que cantaria musicas de seu tempo,musicas perdidas a muito tempo. Ele começa a cantar musicas antigas de marinheiros,sua voz continuava impecável como o bom cantor que era,mas a musica não combinava com o momento ou com o lugar cheio de nobres e burgueses. Ainda sim sua musica agradava a Sr Black.

Veronica agora sozinha começa a ir na direção de Matilde que havia acabado de cumprimentar Alexander e Sebastian. Antes mesmo dela chegar aos dois ela é surpreendida pela presença do Arconte que a cumprimenta beijando sua mão.

─Como uma rara flor como você se encontra aqui sozinha?─Edward diz olhando encantado para seus olhos verdes.─Eu sou Edward se importa que eu aprecie sua companhia ?

Veronica passa de uma reação de desprezo para um semblante de lisonjeio.

─Sim claro! Quer dizer não me importo,meu nome é Veronica Nasch ,muito prazer Arconte Edward.

─ O prazer é todo meu,minha bela.─Edward sorri em satisfação.─ Ouvi algumas coisas sobre você,seus trabalhos são incríveis. Se o que dizem é verdade sua inteligência se compara a sua beleza.

Veronica se derrete a cada palavra do Arconte,o que para Muthemba era estranho acontecer. Veronica era conhecida por ser fria e com pouco apresso por relações entre os membros. Os dois vão até uma mesa na esquerda da sala próximo a mesa de NIcolay e Lucrecia,os dois conversavam sobre assuntos científicos na verdade Veronica apenas falava empolgadamente como se quisesse impressionar Edward,seus olhos brilhavam como se estivesse apaixonada. Um claro e vulgar uso de presença, em um nível de um membro antigo como ele .

 

….

 

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