Como é ser um Ancião

Como é ser um Ancião

Um vampiro ancião,ao contrário e um vinho fino ou queijo primoroso,não fica melhor conforme envelhece. Mais esperto certamente. Mais influente,mais fatal,mais temido,odiado e ressentido e muito mais poderoso -tudo isso sim. Mas nunca melhor. Mesmo em meio a seus próprios pensamentos labirínticos,um ancião sabe disso. Ele percebe que conforme o seu sangue congela e sua pele se transforma em um pergaminho,aquilo que começou como um destino pior do que a morte se torna cada vez mais temido com o tempo. Esse conhecimento da podridão amarga que reside no coração de sua identidade,faz com que o ancião use as suntuosas válvulas de escape da crueldade e da ilusão. Se ele precisa aturar seus próprios abusos durante milênios,então todos precisam.

Atributos comuns entre os anciões

Assim como o vento e as águas corroem as pedras,antes distintas,tornando-as de uma suavidade uniforme,o tempo e os desafios levam os vampiros anciões a similaridade. Embora eles estejam longe de serem idênticos,os anciões cada vez mais tem mais coisas em comum com os outros anciões do que com suas crianças. Juntos eles se arrastam para sustentar a despedaçada Camarilla e manter intacto o desgastado véu da Mascara. Os anciões se lembram das fogueiras da Inquisição e vêem as chamas do Sabá a distância,e juntos,se tornam mais frios. Seus modos se tornam similares ao dos outros anciões e embora a similaridade crie o desprezo,continua sendo digna de valorização conforme os ventos da mudança varrem o mundo dos membros.

Medo

Os anciões são a encarnação do medo. Nenhum vampiro inferior consegue contemplar as maquinações vis,brutalidade ocasional e  abundancia de poderes secretos dos anciões sem sentir um arrepio gelado  conforme a jovem vitae se transforma em água. Mas assim como a corrupção na mente dos anciões mancha suas ações,também o medo que eles criam sobre os outros reflete o medo que há em cada um deles. Você deve estar imaginando que tais monstros nobres e imortais,possuidores de habilidades inacreditáveis e diciplinas de poder assombroso,não tem medo de nada. Infelizmente,contudo,a extensa não vida dos anciões lhes ensinou bem que o Mundo das Trevas é povoado de medos que desafiam a imaginação.Em vez de enfrentar desafios e arriscar tudo que tem,os vampiros sobrevivem séculos no escalão de elite da Camarilla aprenderam a fazer da discrição a alma da sabedoria. Inegavelmente, contudo,o conservadorismo traz a covardia; a imortalidade traz inimigos;a traição traz paranóia.Essa armadilha é bastante sedutora para um ancião com inúmeros inimigos da Inquisição e do Sabá uivando na porta do seu refúgio. A lógica fatal da não vida dos anciões demonstrou repetidas vezes que somente o temeroso sobrevive. Os vampiros anciões sacrificaram muito em troca da imortalidade;o sacrifício da coragem é fútil em comparação.

Medo da Modernidade

Os anciões,já inclinados por seu papel e natureza a desconfiar de novidades,parecem estar furiosos com a velocidade com que o mundo moderno destrói e descarta o precioso estilo do mundo antigo. Virtualmente todos os anciões vieram de uma era onde as coisas só mudavam minuiciosamente;um novo cordame para navios a vela ou um novo desenho para espadas só apareciam uma vez por século.

Atualmente,a era do computador moi os fragmentos do mundo dos anciões,transformando-o em pó ante olhos horrorizados. Cada nova década parece pilhar mais perversa e imortalmente as que passaram.Os humanos se matam icessantemente,construindo armas que seriam capazes de varrer a vida(e a não vida) da terra. A informação,antigamente guardada a zelo pelos clérigos,flui pelo globo mais rápido do que a velocidade do pesamento,deixando os lentos anciões boquiabertos enquanto passam. Telefones,celulares,televisão,satélites,internet de alguma forma,esses experimentos se transformaram em palavras de poder as quais os anciões nem mesmo sabem falar.

Medo dos jovens

Os anciões poderiam pensar no turbilhão de mudanças como algo aceitável,ou até mesmo desejável,se ele fizesse com que os membros se voltassem a Camarilla em busca de liderança.Infelizmente para os anciões,esse hospício é o mundo onde os ancillae e neófitos cresceram.De alguma forma esses filhotes compartilham a ilusão da humanidade de que a tecnologia e as mudanças criam servos úteis e não inimigos poderosos.

Os vampiros mais jovens, raramente melhores do que a ralé humana,sentem rancor pela liderança justa e comprovada pelo tempo,de seus anciões. Os anciões,por sua vez complicam ainda mais a situação,lançando crianças contra crianças em um jogo interminável de manipulação,ilusão e intriga. Para os anciões,isso é apenas uma forma de autodefesa.Afinal,para uma criança ambiciosa,a única rota segura para o poder se encontra no casco diablerizado de um ancião.

Medo dos mais velhos

Oposto ao pesadelo quase concretizado de um mundo em trasnformação e uma juventude rebelde,o medo que os anciões tem dos Matusaléns (e dos que vem antes deles) é real e racional. Os Matusaléns certamente existem e se escodem propositalmente das mais minuciosas tentativas de busca dos anciões. A partir dessas premissas indubitáveis surge ua única conclusão:os Matusaléns jogam jogos realmente profundos,usando os anciões como peões em uma luta oculta.

Os vampiros anciões sabem que se esivessem na posição dos Matusaléns,eles não demonstrariam nenhuma misericórdia e não revelariam nada aos seus infelizes lacaios.O medo que os anciões tem dos Matusaléns é o medo do seu próprio reflexo.

Ainda mais detestável para o senso de indentidade dos anciões é a lembrança dos Antediluvianos,os poderosos pais de cada um dos clãs,capazes de desruir nações e pertubar a superfície do mundo mesmo das profundezas do torpor oculto.

Medo uns dos outros

Ainda maior que a ameaça dos jovens e dos mais velhos é a continua ameaça dos demais anciões.Os outros anciões também iludem em busca do poder dentro das cidades e da própria Camarilla;uma observação chave ante o Circulo Interno,uma ninhada de carniçais ou um trivial pagamento em dinheiro para um incendiário humano podem ser armas mantidas tanto por aliados como por inimigos.

A hesitação de um ancião inspira novas competições de ganância e inveja entre os demais que lutam sobre os espólios. Essas lutas criam novas rivalidades e estimulam as antigas.Nenhuma lealdade é tão permanente quanto parecem ser os conflitos.Os anciões compreendem,no futuro de suas contaminadas essências,que precisam triunfar ou morrer sob as garras de seus companheiros. Esse triunfo pode acontecer daqui um milênio ou durante a próxima noite,mas ele deve acontecer caso contrário a não vida perderá seu sentido em vão. Todo ancião trama contra todos os outros e teme,justificadamente,as tramas dos outros contra ele mesmo. Os 500 anos da Camarilla são um piscar de olhos para o potecial de vida dos anciões;os mais antigos entre eles e lembram de um tempo em Lextalionis era a lei de todos contra todos. É difícil chegar a acordos e estes são acompanhados por advertências e entrelinhas.

Medo do Sabá

A inquietação dos anciões uns com os outros ainda é secundária ao terror da Mão Negra e da heresia vil abrangia pelo Sabá,por bons motivos:as tramas e intrigas de seus colegas de raízes compartilhadas por todos os membros da Camarilla,enquanto a florescência do Sabá se da em um solo diferente. O Sabá reivindica abertamente a destruição dos anciões da Camarilla,o afogamento da sociedade dos membros em uma onda de fogo e sangue e o fim da tradição e do respeito. O Sabá blasfema contra as leis da Camarilla e as ferramentas e estratégias desenvolvidas durante anos cansativos de lutas dentro destas leis parecem cegas e inúteis diante das chamas da nova anarquia.

Ódio

Os anciões odeiam tudo o que temem. O medo expõem as feridas gotejantes e esfoladas na psique dos anciões.Os anciões,a não ser através da mística Golconda,não são capazes de curar esses ferimentos ou reconciliar as pressões conflitantes que as mantém abertas.O único recurso que lhes resta é submergir suas dores no ardor cego do ódio.

Milênios de práticas fizeram dos anciões mestres da arte do ódio.Os anciões sabem como manter  o rancor fervendo,como se lembrar de um menosprezo e como demonstrar um rosto audaz ou uma face respeitosa diante de um inimigo enquanto se remoi por dentro.Nos Elisios,os novatos só vêem o brilho superficial,a glória e o calmo exercício de poder e conrole dos anciões,mas é o fogo do ódio que cria o brilho radiate da sociedade vampirica.

O ódio,ironicamente fortalece a Camarilla.A competição seleciona os mais fortes e o ódio incendeia a competição.Amizade e lealdade,por outro lado,tornam-se compromissos,pontos fracos contra o ataque rivais. Sendo assim,até mesmo aliados naturais mantém alguma distância por trás de uma fachada de breves formalidades ou insultos floreados.

Entre as maldições dos anciões,sua memória privilegiada está entre as piores . Eles não só são incapazes de esquecer um menosprezo,como também sabem que nenhum outro ancião irá esquecer um. Portanto torna-se praticamente impossível salvar as aprências,até mesmo perdas de posições praticamente insignificantes são guardadas ara sempre na memória,marcando o perdedor como um fraco a ser saqueado.Os anciões nunca esquecem e nunca perdoam.Esquecer é desistir da ação e do poder,enquanto perdoar é simplesmente se render.

Como é ser um Ancião

A Guerra Oculta (Vampiro A Mascara) thwmetal thwmetal